TODOS DEVERIAM TER UM DIÁRIO

693599Dias desses recorri à leitura de algumas passagens de diário construído com devaneios abstrados da minha mente de criança. Então compreendi que todos deveriam escrever a sua própria história, porque com a idade, fica somente a memória recente, com deficiente grau de qualidade. Um diário guarda a formação de sua personalidade, de sua identidade, enquanto sem um, é quase impossível reunir os fragmentos formadores do seu caráter.

A receita. talvez, não seja igual para todos. Contudo, me apegando à lógica, também, sem surrealismo, vejo nas palavras do passado a compreensão do hoje e do futuro. É possível responder quem você é pela exposição pessoalíssima do seu eu, quem só Deus fica sendo testemunha. Não existe amigo maior e melhor do que você próprio. Isto não e nenhuma descoberta fantástica, mas o diário lhe ajuda aceitar essa realidade melhor.

Hoje, com toda tecnologia, o seu diário, por certo, deverá ser digital. Não aceito bem esses diários de okurt, aberto a todos. Aliás, perde o sentido de diário. Trata-se mais de um confessionário compartilhado a muitos, onde na verdade se esconde a identidade em vez de se aperfeiçoá-la. Os Blogs, como este, não são diários também, por quem permitem comentários, opiniões de terceiros. O diário mesmo é solitário. Referi-mo às linhas em que se pode descrever os movimentos da alma , uma coisa sua para você mesmo e mais ninguém.

O diário faz bem ao espírito. Um desabafo metafísico. Um grito, às vezes de socorro, que somente o seu interior pode ouvir, nenhuma outra pessoa tem tal capacidade, por mais aguçados que sejam os tímpanos. As linhas de um verdadeiro diário produzem lágrimas, risos, dores e partículas de todo o universo. Assim, quando chegar na idade madura, saberá que passou por caminhos que ficaram depositados no inconsciente, mas cujas páginas podem ser abertas em qualquer momento, até no último suspiro, como chip contendo a mais remota lembrança.

Um diário não data para nascer. Não é apenas para brincadeira de criança ou confissões de adolescente. Um diário , se quiser, é criado no momento em que você estabelece um corte no tempo, entre o momento da história escrita e a história desenhada pelo seu consciente até ser jogada no limbo do inconsciente. Ainda que o tempo conceda alinhavar apenas algumas linhas, seu diário será completo para o propósito de sua essência: identificar o código existencial do seu autor(a). Quem é você????!!!. Então você saberá.

O SEXO E A HUMANIDADE

É sabido que o ato sexual, em princípio, tinha como objetivo premente de procriação. Obviamente, que mesmo nos primórdios dos tempos, o prazer agregado era tão real quanto hoje, não por acaso, os escândalos que construiram impérios e derrubaram os mesmo por conta dessa concupisciência. Nos dias de hoje, o multiplicar não faz sentido em meio a 7 bilhões, aproximadamente, de gente espalhado pelo mundo. Então, o sexo, agora, virou artigo de prazer tão somente.

A psicologia, há muito, com Sigmund Freud, principalmente, estabeleceu como parâmetro as nuances sexuais para explicar o comportamento humano. Sabe-se que o desejo da mulher e do homem são tão fortes e inevitáveis quanto a necessidade de se alimentar. Por isso, Deus, sabendo do descontrole de suas criaturas em detrimento do prazer espiritual, estabeleceu código moral para a humanidade não se perder na sua prioridade, sendo alguns povos, os babilônicos e romanos, como exemplos, descuidaram nesse quesito, inexistindo nos dias de hoje.

O sexo acaba com uma pessoa, com duas, com uma família – ao mesmo tempo que a constrói – e derruba impérios. O prazer de praticá-lo no ilícito já não é mais tabu no pós-modernismo. E as crianças já crescem libidinosamente. Em contrapartida, o espírito, que move a carne, vulnerável, sucumbi ao tesão que tomou conta do mundo, principalmente, com o avanço tecnológico. Fala-se em sexo virtual com naturalidade, invadindo âmago da alma e produzindo a pedófilo, o estuprado, o sodomita, o lascivo e o falso moralista.

No mundo metafísico, o sexo, para algumas religiões – não seitas que aprovam em heresias – são impeditivos para voltar ao Éden. A luta da carne contra o espírito produz este mundo tenebroso, quase anárquico. Aos poucos que alimentam o espírito, como proposta de nova criatura ou de volta a origem da proposta criadora, não vence de todo essa força vital do desejo, mas a refreia o suficiente para não adoecer a vida.

No vigor da vida, o onanismo é uma prática incontrolável, porque os gâmetas produzidos pelo homem, em especial, explodem conduzidos ou espontaneamente. Por falta de educação dos pais, que incrivelmente nos dias de hoje ainda se avexam sobre o tem, os filhos crescem com a mentalidade de que o sexo é algo para se fazer escondido – e é verdade -, e sendo assim é errado – isto não é verdade, o sentimento de culpa é porque na cópula, o seres entrelaçados se sentem animais. O quociente de inteligência cai ao extremo a caminho do instinto irracional. Por isso, ainda, o sexo é parte obscura e repugnante para os puritanos, enquanto se trata de uma dádiva de Deus.

A sexualidade não tem nada a ver com amor. Mas o amor tem a ver com sexo. Em todo lugar em que o ser humano vai, do olhar ao andar, produz a essência para si ou para outrem desse artigo inerente a ele, para o bem ou para o mal, dependendo do sempre do livre arbítrio. A batalha só vai terminar entre o sexo e o espírito quando o homem e a mulher glorificados espiritualmente numa promessa aguarda de por séculos. Em outras palavras, creiam ou não, seremos como anjos, sem sexo. Produção limitada, com prazeres substituídos e inefáveis.

TENDÊNCIA PARA A DESGRAÇA

Somos sobreviventes, heróis, numa disputa entre 40 milhões de gâmetas, antes de fecundar e sair do ventre. Esse esforço, tem nos levado na vida a uma tendência antropofágica e de psicose, com tendência para a desgraça. Se escrevesse neste espaço sobre a vida alheia, os cinco sentidos seriam aguçados, porque fomos treinados pelo sistema a se apresentar como é convencional, cuidando dos que os olhos vêem e não como somos, miseráveis, na medida da alma pequena. O ter sobrepõe o ser.

As primeiras explanações aparentam um autor pessimista, negativista, mas, com o tempo, lerão ao contrário. A bem da verdade, falamos e escrevemos pelo momento em que vivemos. A construção do texto e das circunstâncias são fragmentos de todo o instante da aspiração e respiração. Expor sentimentos não é algo fácil, por isso preferimos a exposição deplorável das emoções dos outros. Gostamos de ser juízes e não sermos julgados. O medo umbilical, da sobrevivência, persegue-nos até o último suspiro.

Todos os dias levantamos para cumprir metas e, os mais altivos, para realizar sonhos. Mas, a maioria, tem inclinação para observar o insucesso dos outros, do vizinho, do mais próximo, alimentando sentimentos além das fronteiras da bondade, como ciúme, orgulho e inveja, as mais poderosas armas destrutivas do mundo.

O mundo cão nos fascina. Justamente porque nele nos encontramos, nos porões da inconsciência, onde se encontra os entulhos que guardamos como brinquedo de estimação. Envergonhados, preferimos rir e debochar das imperfeições dos outros, porque não temos coragem para recriminar as nossas.
Sei o quanto é difícil alguém chegar a ler tudo isto e reter o que é bom, porquanto a velocidade da informação não permite esperar tanto, com leituras sobre a existência, como observar um quadro abstrato, sem entendê-lo, porque nos alimentamos mais das coisas superficiais e claras, factíveis. A nossa mente, nesta geração, está sendo treinada mais para a leitura em código, dinâmica, sem muita exigência de raciocínio.

Esta efémera atmosfera da globalização nos dá o perfeito entendimento do quanto estamos programados para ser superficiais e tendenciosos para caos.

OS PECADOS INCONFESSÁVEIS

Ao nascer, a humanidade já carrega consigo uma natureza velha, essencialmente má, descoberta com mais pujância na puberdade, quando os pensamentos passam a ser inconfessáveis. Na transliteração do sentido, trata-se do pecado, defeito no DNA original que inclina todo ser a transgredir, a se rebelar, a buscar, na curiosidade, pelo orgulho, os mistérios do mundo invísivel, utilizando os míseros cinco sentidos.

Por isso, o mundo vai de mal a pior, mesmo com todo conforto da tecnologia, do tempo real, aliás, chamada sistema pós-modernismo em que homem se aproxima da construção da Torre de Babel, quando , unidos em sua soberba, tentou unificar a maldade, aproveitando-se de um mesmo desejo, ficar perto de quem os criou pelo modo mais transgressor: sem amar o criador. A história restante já se conhece. A torre caiu por terra e as línguas repartidas, dando origem às tribos com sua próprias culturas como as conhecemos, hoje, em várias nações.

Mas sobre os pecados inconfessáveis, quem não os têm. A sociedade optou há muito pela hipocrisia, ou seja, aparentar o que não é, numa convenção telepática, no inconsciente coletivo, em que todos são reféns. Falamos o que as pessoas querem ouvir e retemos os que pensamos, verdadeiramente, sobre elas. Isto, obviamente, porque também estamos proibidos de revelar os pensamentos sob pena de punição severa de isolamento. Criamos uma bolha enigmática. Exemplo: entra-se num ônibus e senta-se ao lado de outro ser desconhecido. O silêncio, às vezes é cortante. E os pensamentos em ebulição, completamente represados durante o translado.

Na religião, seja qual for, ainda busca-se a confissão intimista, sem incentivar a confissão pública, porque ainda prevalece a síndrome de Adão e Eva, quando envergonhados, em pecado, se esconderam de Deus, como se isso fosse possível. Somos imundos, a bem da verdade, em tudo. O criador nos Deus escape pela misericórdia, até para o corpo defecar o que tem de pior. Cheira mal o nosso suor, pois o corpo é corruptível. Mas haverá um momento que o sangue e carne serão glorificados para poder adentrarem a uma outra atmosfera, do terceiro céu, acima do atmosférico e do sideral.

Os pecados inconfessáveis devem ser confessados, se possível em alta voz, para si mesmo. Para os cientistas uma terapia curativa. Para os especialistas em alma, uma terapia preventiva para que não se suceda coisa pior ao infeliz homens e mulheres que somos com nossas transgressões cruéis. Nosso auto-retrato.

O MUNDO NÃO VAI MELHORAR

2028203Se a Bíblia fala a verdade, o mundo não tem jeito. As profecias de Jesus Cristo sobre os fins dos tempos assumem proporções, a cada dia, de realidade iminente para o fim. No meu Estado, o Espírito Santo, acabo de ler que uma adolescente se juntou com amigos para forjar seu próprio sequestro, objetivando extorquir o pai. Não há de se falar ne honra ao pai e mãe com a reverência mínima do pedido de bênção no levantar e no dormir como outrora. É o mundo cão já dentro do lar.

 Vejo alguns líderes políticos e religiosos se assanharem com palavras jogadas ao vento, prometendo uma vida melhor, enquanto deveriam, se a Bíblia tem razão, e creio nela, apenas se colocarem na condição de agentes abreviadores das dores do porvir, fazendo a sua parte, obviamente, porque o fim anunciado não lhe presenteia com o direito de se omitir diante da injustiça neste mundo tenebroso. O mundo não tem jeito. Digo com otimismo. Ainda que pareça paradoxal.

 Então, perguntaria aquele que conseguiu ler até aqui, qual o propósito de nossa existência se estamos predestinados a tão inglória anunciada desgraça? Alguém já descobriu a resposta. Não tente salvar o mundo sem antes se salvar. Isto importa em transformação de vida. Sei que poucas pessoas se interessam sobre essa conversão por medo ou outro sentimento de apego ao sistema perverso da sociedade, que só valoriza o ter em detrimento do ser. Mas a saída é esta: mude sua vida e depois muda a do próximo. Então, estará contribuindo para diminuir o galope da maldade que vai atingir o coração do mundo.

 Cada um na sua função, cargo, profissão ou condição de vida em que se encontre, pode se alistar no exército da salvação. E o general é Jesus Cristo. Têm colegas jornalistas, gente de toda parte, avexadas de pronunciar o nome daquele que não veio apenas para anunciar como seria o fim, mas para resgatar os que desejam sobreviver a ele, ao reinício, pois existe outra profecia em ato contínuo à mencionada. Depois da morte de todas as coisas, haverá novo céu e nova terra. Sim, a mensagem é messiânica. Anuncio no que creio. Não por vaidade mística, mas por obrigação como atalaia. Fui convocado para pregar no lagar e no deserto, por Aquele em quem tenho crido.

 Sei do pouco interesse pelas coisas celestiais, porque o homem de cinco sentidos, natural, não pode entendê-las, senão as coisas terrestres, exceto quem aceitar, agora, neste momento, convidar o Espírito Santo de Deus para ajudar a compreender o significado dessa transformação interior, vital para elevar sua visão para o céu, em vez de andar olhando só para o chão, mesmo assim tropeçando, caindo e, no fundo do poço, esperando a vida te levar, ignorando como veio, como está e para onde vai.

 O mundo não vai melhorar. Contudo, você pode melhorar a si mesmo, para salvar o seu mundo interior, a alma, que vale mais do que todo o universo.