Ricardo Ferraço precisa de grupos voluntários de trabalho

Ricardo precisa de grupos voluntários de trabalho

O vice-governador Ricardo Ferraço (PMDB) que saiu na frente na corrida sucessória no Espírito Santo, construindo alianças desconsiderando a verticalização das ações políticas, agora precisa repensar a formatação de sua caminhada a critério de dar com os burros n`água.
A candidatura de Luiz Paulo Veloso Lucas (PSDB) ganha força por conta da solidez do candidato majoritário do seu Partido, José Serra. E Dilma Roussef, a escolhida de Lula não está correspondendo, sendo superada pelo socialista Ciro Gomes que espera ser o substituto. Neste caso, o palanque vai para Renato Casagrande do PSB.
Enfim, o apoio de João Coser, do PT, prefeito de Vitória, perdeu peso e a conversação com Neucimar Fraga, do PR, prefeito de Vila Velha, não significa capital eleitoral do senador Magno Malta e muito menos o coração dos evangélicos.
O grande trunfo até então, governadorPaulo Hartung, do PMDB, já não quer mexer tantas as pedras no tabuleiro para não levar xeque-mate, pois vai pensar nele para a disputa por uma vaga no Senado e não pode ser menos votado do que Magno Malta, pois se trata da disputa de quem é o maior líder do Espírito Santo, algo que só pode ser aferido no voto.
Ricardo Ferraço terá de confeccionar conselhos de gestão e não ficar somente com João Coser como coordenador, gerando ciúme nas demais estrelas da constelação. Magno Malta já disse para este blogueiro: “ se ele quiser ganhar terá de andar comigo”. Para quem entende um pingo é letra. O ideal é ser sábio é dividir as tarefas para tantos egos. Do contrário, o barco afunda.

O Legislativo não é independente do Executivo no Brasil

Quem pensa que a Constituição Federal segue o princípio de Montesquieu, com poderes independentes e harmônicos é um romântico ou hipócrita. O Poder Legislativo é o único poder dos Três que não tem independência. Em linhas gerais,
Seus membros dependem da benevolência do executivo, no vício do fisiologismo de origem longínqua.
O parlamentar, geralmente, tem parentes empregados no Executivo e recebem se aliado, benefícios como indicador de obras para sua comunidade. Nada de novidade. Mas, para o contribuinte é um assalto praticado por estes mandatários que deveriam produzir leis e fiscalizar o Executivo.
Com raras exceções, não só surrupiam no próprio poder os cofres não transparentes como o fazem em conchavo com os agentes do Executivo. O Poder Judiciário tudo assiste porque só age se provocado, mas é a Instituição mais independente do tripé democrático.
É até engraçado, aonde o prefeito ou presidente vai, os vereadores e parlamentares vão atrás, como no ditado popular cantado: “aonde o boi vai, a vaca vai atrás. E para os eleitores, uma banana. Os casos de Sarney e outros são provas mais recentes da república dos “amigos’ e seus interesses.

Jornalista foi convidado por vereador para esclarecer denúncias

O jornalista Jackson Rangel, titular deste espaço, foi convidado pelo vereador José Carlos Amaral (DEM) para utilizar seu tempo no grande expediente para levar provas e esclarece-las aos seus pares na terça-feira, dia29, sobre as denúncias relacionadas a compra de lideranças políticas nas eleições de 2008 que beneficiou o prefeito Carlos Casteglione, do PT.
“Estou pensando sobre aceitar ou não, até porque ainda tem o processo investigatório que será dado início pela Justiça Eleitoral sobre o tema”. Mas, pensa mais em não ir, porque vai explanar, justamente, para vereadores que tem seus nomes envolvidos. “É como jogar pérolas aos porcos” numa alusão bíblica citada por Jesus.
Mas como o jornalista se considera imprevisível, pode ser que aceita e vomita as verdade já de conhecimento público.