Diário de um Evangelista- Sinopse auto-biográfica

Quando menos que uma criança, a recordação mais latente ainda guardada é de minha imagem subindo um morro pelas mãos de minha avó, e fragmentos outros do mesmo tempo, com menos de 5 anos de idade, do meu avô como meeiro de uma fazenda em Guaçui. A partir daí, o filme passa rápido e me vejo em Cachoeiro de Itapemirim, no bairro Coronel Borges, na chamada Vila Camponesa, sob os cuidados do meu falecido pai adotivo.
Lembro-me da primeira televisão em preto e branco, antes de eu ficar horas se queimando ao sol escaldante sobre a cerca do vizinho, numa distância de quase 10 metros, para ver vultos de desenhos animados numa TV mais sofisticada. Fase, aparentemente difícil, mas eram momentos áureos de criança, daquelas que mereciam o céu, sem preocupação, sem compromisso, sem culpa.
Em decorrência da pouca compreensão do mundo, na inocência inerente, com dois irmãos por parte de mãe, tornei-me intimista, introspectivo, quieto, gerando mundos particulares que foram crescendo com o tempo. Lembro-me bem de que as dificuldades existenciais me remeteram à vaidade de desejar ser o melhor em tudo que pudesse ser. Nas brincadeiras de criança, era destaque, da bola de vidro até o jogo de bafo, já extintas nos dias atuais.
Logo me foi revelado no recôndito do meu cérebro, a necessidade de buscar explicação para todas as coisas. A busca pela justificativa da criatura me elevava ao Criador, de modo espontâneo e sem orientação pedagógica e religiosa. Descobri que nada era pelo o acaso. O propósito, a organização do universo, teria de ter sentido para a vida humana. E isso me fascinava.
Primeiramente, busquei com toda a minha capacidade de pensar, com certeza insuficiente, compreender-me. Conhecer a mim mesmo. Todos os meus limites. Comecei por construir um diário num caderno de papel, onde registrava todos os detalhes significativos ou não. Era a carência de me fazer amigo de mim mesmo.
Hoje, esses diários, umas três cadernetas que guardo, com erros primários de uma inteligência comum, me regozijam porque foi assim a forma de gestação do caráter e também da personalidade. Confesso, registrei mais momentos de tristezas, porque no fundo, solitário no universo (“ego dimensional”), via-me incompreendido e pouco amado pelo mundo exterior.

Entenda os direitos dos eleitores com o cadastro biométrico

Cirurgia de circuncisão pode diminuir risco de doenças, como AIDS

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos, revelaram resultados de um estudo sobre circuncisão (remoção do prepúcio, prega de tecido que recobre a glande do pênis) e como ela pode ser benéfica na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. No relatório eles pedem para que a Academia Americana de Pediatria indique a cirurgia para todos os recém-nascidos, afirmando a necessidade de adotar o procedimento rotineiramente.

O trabalho foi realizado durante dois anos, acompanhando 3.500 homens sexualmente ativos em Uganda. Segundo os resultados, a cirurgia diminui em até 60% o risco de contrair o vírus HIV, além de reduzir a contaminação por HPV (30%) e por herpes (25%).

Normalmente associada a motivos religiosos – a prática é difundida no judaísmo e islamismo -, ou não aconselhada, como no cristianismo, a circuncisão sempre foi alvo de polêmicas.

O procedimento começou a se “popularizar” por considerações de higiene e por evitar o desenvolvimento de fimose. Mas a Academia Americana de Pediatria foi contra a difusão da cirurgia, uma vez que não havia indicação médica absoluta para o procedimento, por não haver evidência científica suficiente sobre os seus benefícios.

Anos depois, em 1989, o argumento foi revisto e a entidade afirmou que havia tanto benefícios quanto riscos aos recém-nascidos circuncidados. A ordem foi mantida nas últimas diretrizes (2000), acrescentando que o procedimento, quando adotado, deveria ser feito com o uso de anestésicos locais. A ideia dos pesquisadores da Johns Hopkins é que as novas diretrizes recomendem o procedimento em todos os casos.

Fonte: Fonte: OMS, Universidade Johns Hopkins

Diário de Um Evangelista: Que queres de mim?

Chega momento da vida cristã, em alguma parte da caminhada, em meios a promessas e experiências celestiais, com a carne lutando contra o espírito e nessa luta sem trégua, ora vence um, ora vence outro, o templo de Deus na forma humana entra numa crise espiritual. No silêncio do Senhor remove a existência dos filhos do homem a este ponto, da fé ser questionada pela dúvida.

O tempo passa, e o seu servo se abate pela dúvida por causa da incerteza da vontade de Deus para sua vida, ainda que tenha a certeza da vitória, prometida pelo o Filho Jesus Cristo. A impotência do crente diante da vontade do Criador não significa a ausência de fé, ainda que o interrogatório sobre a alma seja paradoxal, pode e deve representar o poder de Deus que se reveste, justamente, na fraqueza.

As provações de Deus e as tentações do diabo são dosagens celestiais acima daqueles que não conseguem andar em espírito e verdade. E aos que conseguem, suportam o flagelo, solitariamente. Da parte de Deus, a gente recebe com dor e amor a correção e o aperfeiçoamento. Da parte do inimigo, nós suportamos com desconfiança, porque se testa a lealdade e intimidade com o Senhor.

E quando se passa pelo terceiro céu, na unção de Jeová, é para dar glória e louvar Santo, Santo, Santo, numa alusão da trindade e seu domínio por todas as dimensões sobrenaturais e metafísicas. Mas quando se passa pelo vale da sobra da morte, o peregrino se esforça pelo Espírito Santo, orando para que este não esteja fosco, para ultrapassar os laços do passarinho e as sombras do maligno, intacto.

Nas duas situações, prostrando diante do Altíssimo, ou lutando com a armadura de Deus contra as hostes malignas, com suas potestades e legiões, quase sempre se sai aleijado. Se a luta é com Deus, como lutou Jacob, a benção foi dada e as marcas de Cristo justificam o embate. Porém, se a guerra se trava contra o inimigo, não se pode sair manco, porque não se devem carregar as moléstias de Satanás para testemunho dos que devem ser salvos.

Entre uma luta e outra, entre o céu e as chamas do inferno, o crente, como eu, pergunta-se: qual o prazo de minha validade neste mundo? E enquanto aqui estiver, neste tabernáculo terrestre, que desejas de mim Senhor, além da minha humilde e limitada capacidade de entender a Tua vontade? Sim, por mais que busque, achamos que não se encontrou o limiar da glorificação como se não tivesse iniciado nem trilha da santificação. Assim, me sinto, entre a primeira pessoa do singular e do plural, que queres de mim?

Grupo de trabalho criado para anteprojeto da Comissão da Verdade

O Diário Oficial da União desta quinta-feira (14) publicou o decreto criando o grupo de trabalho responsável pela elaboração do anteprojeto que definirá a composição e as atribuições da Comissão Nacional da Verdade. O decreto foi assinado ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após reunião com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e com o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.
A comissão, prevista no 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, terá o objetivo de apurar responsabilidades pelos crimes e violações aos direitos humanos cometidos contra opositores à ditadura militar no Brasil (1964-1985).
De acordo com o decreto publicado hoje, a comissão deverá “examinar as violações de direitos humanos, a fim de promover a reconciliação nacional”. A Comissão também terá de “identificar e tornar públicas as estruturas utilizadas para a prática de violações de Direitos Humanos, suas ramificações nos diversos aparelhos de Estado e em outras instâncias da sociedade”. No decreto foi suprimida a expressão “repressão política”, que causou mal estar entre os ministros militares e dos Direitos Humanos. Mas outros pontos polêmicos foram mantidos.
Entre esses pontos estão a tentativa de controle da imprensa, a não punição às invasões de terra e o debate em torno da descriminlização do abordo e da união civil homossexual, que foram criticados por entidades como Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão (Abert), da Confederação Nacional de Agricultura (CNA) e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).