Hartung trai mercado político, a pedido

Não vou exaltar minhas desconfianças em artigos anteriores, desde o cenário nacional até estadual. Tentarei, humildemente, fazer prognóstico sobre o cenário posto. Ricardo Ferraço (PMDB) foi retirado da disputa como protagonista para ser substituído pelo senador Renato Casagrande (PSB) que assombrou o tempo todo Palácio Anchieta até espantar seus moradores.

 Pela ordem. Independente da ascensão linear do senador na sua caminhada pelo ES, denominada Senado Lado a Lado, havia acordo há dias sobre o mapeamento geopolítico no País, entre PSB e PT, como condicionamento para implosão da pré-candidatura de Ciro Gomes (PSB), envolvendo cindo Estados, entre eles o estado capixaba.

 Todo mudo ficou olhando para o umbigo, e se esqueceram da cabeça, simbolizando as alianças nacionais que influiriam diretamente nos estados. Ricardo Ferraço, na boa fé, nunca pensara ser levado à execração pública para abdicação sacrifical, como expiatório dos pecados alheios. O “Fico” de Hartung foi primeira facada. Ele tinha convicção de assumir o Governo no dia 4 de abril.

 O senador Magno Malta (PR) foi literalmente profeta dentro do processo da construção de aliança coordenado até então pelo vice-governador, mas, por fim, por sensibilidade, antecipou-se ao lance, esperneando e não permitindo oficialização da coligação. Estava certo e seus “irmãos” prefeito da Serra, Sérgio Vidigal, e Neucimar Fraga, prefeito de Vila Velha, estavam errados.

 Sobre prognóstico, perdeu nesse imbróglio, o governador Paulo Hartung, com seu “Fico” desesperador; o prefeito de Vitória, João Coser (PT), que brigou com quase todo partido para bancar a pré-candidatura de Ricardo Ferraço que foi o maior perdedor pela pusilanimidade pública na qual foi vítima de processo aloprado de seus tutores.

 Menos vergonha, o PDT e PR passaram, pois na hora “H”. Sob iluminação do senador Magno Malta, os partidos amigos não entraram no bornal. É impossível estas siglas acompanhem a orientação de Paulo Hartung que mudou o jogo sem consultá-las. Viram como traição o cumprimentos de acordos por cima.

 O deputado federal Luiz Paulo Velozo Lucas, pré-candidato a governador pelo PSDB, já anunciava há tempos que o “condomínio hartunguista” iria virar “pombal”. Dito e feito. Amigo há 40 anos do governador, por processo seletivo, sabia da inconfiabilidade da montagem da candidatura única, inclusive, escolhendo-o como aniversário fácil de ser batido. Mas, a história está reservando surpresas naturais de campanha eleitoral. Nem sempre o céu é de brigadeiro e nem o mar de marinheiro.

 Luiz Paulo que estava sem visibilidade, virou um sol, cujo brilho passou a cegar os céticos, brilhando para uma polarização como no campo nacional. Ele representa o candidato a presidente José Serra, do PSDB. Casagrande simboliza a Dilma Rousseff, do PT. E a Brice Bragato, a Marina, do PV. Luiz Paulo foi o maior beneficiário dessa lambança “dilmática”.

 Em próximo artigo, trarei mais novidade sobre o processo desencadeado como rio violento que corre para o mar.

O mundo fantástico do bastidor político. Sacanagem pura!

jornalista vem observando cada dia a degradação da classe política e a hipocrisia reinante no mercado do poder

 

Não entrarei no mérito sobre inocência ou não de políticos envolvidos em situações imorais, antiéticas, em processo judicial em curso. Mas, até no ato político de cassação da vereadora Arlete Brito, do PT, os bastidores são mais repugnantes do que a própria ação em julgamento.   

Digo, e tenho como provar. Não é só a vereadora que ensaiou a prática de “rachid” na Câmara de Cachoeiro de Itapemirim. O caso dela ficou no campo da teorização, porque o crime na sua plenitude não foi consumado, até prova-se em contrário, mas de outros sim.   

Agora, consumada sentença recorrível, eu posso confirmar: vereadora estava certa quando disse que a maioria pratica este ilícito no mesmo sentido de subtrair vantagem, alguns usurpando o erário, o que não foi no caso dela. Não desnunciando o denunciado. Estou acrescentado verdades.  

A cara de pau de alguns foi tão grande, votando pela cassação, mesmo sabendo, com consciência, possivelmente cauterizada, ser adepto de práticas mais pusilânimes contra a instituição e a moralidade. A cultura da corrupção não é fácil de ser erradicada.   

Nas votações polêmicas, com exceções, parlamentares querem vantagens: um, para votar pela cassação, pediu a CIRETRAN-ES do Município. Outro, para não cassar, pediu R$ 50 mil. E outros, entenderam buscar o colo de deputado influente para se safar de processos no Tribunal, supostamente “amigo” de desembargador.   

Mas esse processo de barganha em votações polêmica não vem de agora. Acompanho a Câmara de Vereadores desde os 18 anos de idade quando comecei o sacerdócio de jornalista. Ali, é dinheiro, cargos e poder. Tem sexo no meio, menos. A grande parte de seus habitantes gosta de dinheiro e poder.   

Uma vergonha! Descaramento! Arlete já foi cassada, notoriamente, era uma realidade irreversível, mas ela não estava errada. Muitos praticam atos piores de imoralidade. Arlete foi belo bode de expiação para as culpas do mercado político, achando que o MP e a Justiça, com isso, ficam saciados. Este artigo está apenas dizendo que a ferida não foi fechada com a cassação dela. Pelo contrário, abriu mais.   

Como sempre, o leitor poderá pensar o jornalista não tem como mencionar nomes: pelo passar do tempo, seria uma idiotice pensar assim. Posso citar vereadores que foi useiro e viseiro de prática de “rachid”, e o deputado que tenta ajudar estes contaminados com desembargadores supostamente a sua mercê.   

 E muito mais. Até um vereador que levou R$ 30 mil de um caixa dois de um então prefeito que apoiava um candidato a deputado federal que perdeu, além de exigir seus cargos imexíveis. O Ministério Público; Policia Federal; e Justiça só enxergam o que a imprensa tem denunciado, mas se fizessem operação conjunta de cruzamento de dados, com quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico, facilmente mandaria prender uma meia dúzia, no mínimo.   

Quando escrevo artigo assim, geralmente aguardo, justamente, o mais “puritano” se manifestar, vociferar, por experiência, é o mais culpado. Fico mais estimulado. Então, gosto de entrar em ação como jornalista desafiado. Mas, a hipocrisia, embrulha-me o estômago. E estou na fase de escolher meus amigos. E não o contrário, por tanto, qualquer debate em areópago é um diversão pela verdade. Vou continuar e não paro. Só a morte atmosférica.

Falando sobre YouTube – Irmão Elifaz Borges – Louvando ao Senhor

Maratona estética faz parte da pré-candidatura de presidenciáveis

 Nem só de obras, programas de governo e alianças vivem os pré-candidatos à Presidência da República. Antes de ir aos palanques e discursar sobre suas pretensões caso assumam o cargo máximo do Executivo, os “presidenciáveis” buscam melhorar sua imagem dando “trato” no visual. De cirurgia plástica ao guarda-roupa renovado, José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) parecem acreditar que a estética é um fator que pode lhes ser útil na hora da escolha dos eleitores.

A ex-ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por exemplo, foi uma das primeiras a fazer mudanças em seu visual. Ela começou com pequenas alterações, como deixar de lado os óculos. Logo após, teria passado por possíveis cirurgias no rosto e no pescoço, que a assessoria do ministério negou na época, e mudou o tom dos cabelos, deixando-os mais claros e repicados. A revista Época online chegou a publicar, em janeiro do ano passado, quais teriam sido as intervenções pelas quais a petista teria passado – olhos, testa, bochechas e pescoço. Hoje, seus cuidados indispensáveis incluiriam guarda-roupa renovado, com peças mais requintadas, e uma maquiadora que a acompanha em seus compromissos.

Já o ex-governador de São Paulo, José Serra, passou por duas intervenções cirúrgicas. Em uma delas, retirou as bolsas de gordura ao redor dos olhos. A outra, por sua vez, foi para uma alteração do contorno das gengivas, para deixar o sorriso mais expressivo, completado com um clareamento dentário. Marina Silva, que nunca foi taxada como vaidosa, é outra que promoveu mudanças estéticas consideráveis. Se há algum tempo ela circulava com coques nos cabelos e roupas largas, hoje, sem os óculos habituais, ela desfila com cabelo amarrado e com um novo guarda-roupa, que inclui vestidos longos com cintos marcando a silhueta.

Apesar dos esforços dos pré-candidatos, há controvérsias sobre os efeitos dessas modificações. Muitos especialistas em marketing político costumam afirmar que consideram intervenções corretivas, como retirada de pálpebras caídas, positivas, mas não aconselham aquelas mudanças puramente estéticas.

Doações de candidatos serão acompanhadas em tempo real

             

              O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a Polícia Federal vão anunciar um plano para combater doações ilegais nas eleições, a partir de uma força-tarefa que vai acompanhar, em tempo real, as contas de campanha de candidatos e partidos através de um sistema já utilizado contra o crime organizado, conhecido como LAB-LD (Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro).

               A medida inédita tem o objetivo de rastrear eventuais anomalias nas movimentações financeiras no período eleitoral e reduzir brechas para atos ilícitos que, até agora, eram analisados somente após o pleito. O mais poderoso instrumento para deter o caixa dois será uma ferramenta de combate à lavagem de dinheiro, que já foi disponibilizada ao TSE pelo Ministério da Justiça.

               O LAB-LD é um conjunto de softwares e hardwares, desenvolvido em parceria com o Banco do Brasil, que permite o cruzamento infinito de dados. O sistema foi utilizado pela polícia para rastrear possíveis contas suspeitas do PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que age nos presídios paulistas.

               Nas eleições, será possível mapear, por amostragem ou em casos específicos, as contas de candidatos e partidos e acompanhar manifestações atípicas. Como o TSE também tem convênio com a Receita Federal, será possível cruzar os dados “on-line” e detectar se as contribuições de empresas ou pessoas físicas foram feitas dentro do limite legal.

 Fonte: Ministério da Justiça, TSE, Polícia Federal