Inspirado para a realidade perfeita

Nunca um fragmento de segundo é igual, como digital do dedo. As diferenças são notadas com tempo. Quando o corpo não corresponde. A mente mais perceptiva releva ofensas antes intoleráveis. A maturidade com envelhecimento conclui o pensamento primeiro.

Nada mais importa. Seus sonhos estão mais próximos da eternidade. Já não mais levitam ao alcance de ser realizados. Resta aguardar a realidade pavimentada ao longo do tempo. O prazer é apenas obrigação, não mais um desejo buscado e viciante.

A semelhança de realidades não implica em igualdade de espaço e vida. As dores também se distinguem entre tantas sentidas do ventre ao túmulo. Por isso, filósofos ousaram separar relativismo do absolutismo. Abaixo da atmosfera, relativo. Acima, absoluto.

Os olhos são denunciadores. O que se vê torna parte de você. Imagina, neste mundo cruel o que se é então! Navegando em bolhas de dúvidas, ser cego é uma virtude para poucos. Os cincos sentidos forçam a existência de um sexto: a fé.

As palavras jamais chegarão ao ideal de expressão em paralelo com a mente criativa. A imaginação poupa a humanidade da realidade instintiva, selvagem. Ainda assim, não nos livra da loucura parcial, inerente aos racionais, aos nascidos do pó.

Chega um triste dia de compreender a realidade, sem mais direito a sonhar. Tudo passou. Aconteceu. Chama-se, isto, de passado. Tem quem não chega a tanto, morre antes ou enlouquece plenamente. A este ponto, realismo e surrealismo se reencontram.

Só quando se controlar a fonte dos pensamentos, o ser terá paz de espírito. Não será traído. Não terá sentimento de culpa. Não será surpreendido. Quando isto for possível, o homem será autor de sua obra, responsável, plenamente, pelos seus atos, sem punição pelo destino.

A fatura eleitoral já está quitada no Espírito Santo

                Em meio à eminência parda, governado Paulo Hartung (PMDB), que se valeu do acaso para receber méritos indevidos, as eleições do Espírito Santo estão definidas nas majoritárias. O governador será Renato Casagrande (PSB) e os senadores serão Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PMDB).

               A popularidade do governador não conseguiu conter o progresso de Casagrande antes do abril sangrento para Ricardo Ferraço, então candidato ao Executivo. A quem pense ter sido uma estratégia de PH a retirada forçada do vice-governador por desconhecimento dos bastidores.

              Foi o acordo do PSB com o presidente Lula, para saída de Ciro Gomes da concorrência de Dilma Roussef, envolvendo cinco Estados da federação com os socialistas na cabeça, entre eles o capixaba, determinou o factóide da fatídica substituição de candidaturas.

              O senador Magno Malta manteve-se coerente na sua posição de não ceder ao governador, disposto a disputar com o próprio, permanecendo o quadro eleitoral da época. Nisto sim, não havia combinação vertical: Paulo Hartung se retira do pleito para o Senado.

              Ricardo Ferraço, que foi a Brasília receber o novo mapa estratégico eleitoral do Espírito Santo, foi privilegiado para pleitear o novo cargo ao Senado, pois ficou no ar um clima de gratidão obrigatório do eleitor para com ele. Em tese, teria sido vitimado.

               Luiz Paulo Veloso e Rita Camata, respectivamente candidatos a governador e a senadora, pelo PSDB, não souberam  aproveitar a torre de babel gerada naquela ocasião de desentendimento do que chamavam de “condomínio do poder”. Tersiverjaram.

               Tudo que está sendo feito nas eleições majoritárias pelo lado contrário ao capitaneado por Renato Casagrande, resume-se em esforço, suor, transpiração, legítimo, mas nada que supere a inspiração e talento. Claro, com um pouco de sorte e muita competência.

 

Vitória da harmonia dos Poderes

Não se questiona a importância do Ministério Público, como órgão fiscalizador pelos interesses públicos. Mas, a instituição, no máximo, pode ser considerada apêndice da estrutura criada por Charles de Montesquieu, com três Poderes: Executivo, Judiciário e Legislativo. Não deve ultrapassar de suas atribuições, criando sistema híbrido.

A promotoria, com exceções, tem pousada em subtrair o poder discricionário do poder ou executar alem do ato de fiscalizar para manter o estado de direito. Uma aberração praticada com lacuna da lei, em dobradinha, com exceção, com o Judiciário. Também, por algum complexo, legislar, com excessos de intervenção.

O pedido de demissão de 271 servidores, recentemente, foi uma das ações com requinte de crueldade legal. Já vivemos numa sociedade automatizada. Sem humanização de seus parâmetros. Deve-se esgotar diálogos, ainda a letra seja fria. A proteção de direito não pode ser aplicada matando outro direito.

Em Cachoeiro de Itapemirim-ES, bem verdade, o Ministério Publico tem atuado com méritos, mas também erra, induzindo, numa dobradinha, a Justiça tirar as fendas de um olho, enxergando apenas em parte e não no todo. Ajuste de conduta, termo de compromisso, entre outros instrumentos, contribui para a manutenção da ordem.

O desembargar Carlos Simões foi lúcido concedendo liminar a Prefeitura de Cachoeiro para manter os servidores nos seus quadros, evitando, abruptamente a interrupção de serviços essenciais. Os concursados têm de ser convocados. A municipalidade tem compromisso com o ato legal, livre e acabado. É ato Executivo.

O prefeito Carlos Casteglione (PT) agiu com sabedoria e celeridade, não abrindo mão de suas funções conferidas pela população. Do contrario, melhor seria entregar o Executivo para o Ministério Publico e ao Judiciário. O governante, herdeiro de situação esdrúxula, terá tempo honesto de recompor tal realidade.

E preocupante as chamadas cartas recomendatórias do Ministério Publico, verdadeiras advertência com sutileza de ameaça. Alem do mais, se a realidade fosse mutua, os outros poderes poderiam se valer da mesma indicação, o que representaria o caos no sistema adotado pelo estado democrático formulado por Montesquieu.

A Promotoria, em alguns casos, tem poder de policia e de justiça, condenando previamente, antes mesmo de o pleito ser acatado pela Justiça, quando não, numa combinação visível e maléfica. Cada um na sua cadeia estruturante, sem atropelos e servindo a sociedade com humilde função, sem desarmonizar os poderes constituídos.

Do inverso, fica-se sentenciando contra liminares concorrentes.

Nota do Partido Municipalista Nacional (PMN)

O PMN de Cachoeiro de Itapemirim-ES passa a participar efetivamente do Governo Muncipal com a inserção do ex-vereador Fabrício Ferreira Soares como Secretário de Serviços Urbanos e o procurador de carreira da municipalidade, Giuseppe D E”Torres, na diretoria executiva do Procon.

A decisão vem sendo debatida desde o início do ano. A nota em tela demonstra transparência nos seus atos, enquanto partido, instituição, porquanto pretende não somente contribuir com a Prefeitura, mas debater políticas públicas em várias áreas.

A sigla tem representatividade no Poder Legislativo com dois vereadores. Suas plenárias, serão intensificadas a partir de agora, com participação de lideranças comunitárias, empresariais e políticas. Oficialmente, busca-se, por instrumentos públicos, formalizar sua participação na base governamental.

Desde o primeiro momento, da nova fase do PMN, por unanimidade, está assentada disciplina partidária entre seus pares, com orientações concordantes, por maioria de sua vontade, nas questões relevantes no Legislativo e Executivo, onde tiver representantes.

O Partido espera colaborar com a população de Cachoeiro de Itapemrim, servindo as suas comunidades nas demandas, principalmente, mais prementes. Pela democracia, a transparência.

 

 

Jackson Rangel Vieira

Presidente do PMN – Cachoeiro de Itapemirim-ES