A Torre de Babel


 

Cachoeiro de Itapemirim-ES, no mercado político, sedia uma Torre de Babel. Para evitar o impeachment ou derrotas sucessivas no Parlamento, o prefeito do PT, Carlos Casteglione, teve a  “brilhante” idéia de reinventar uma idéia maligna e condenável pela história. Ajuntou um sobre o outro a maioria dos partidos para falarem um só língua.

Acusado de improbidade pelo Ministério Público por manter contratos superfaturados de serviços de manutenção de veículos, sustentada pela apuração da Polícia Federal, na operação “Moeda de Troca”, Casteglione está escrava de sua própria decisão para manter a maioria no Legislativo. Fez concessões imorais, ficou nu, sem pudor.

Depois de 30 anos tentando chegar ao poder, o PT chegou ao executivo, despudoradamente, com um prefeito sem postura, um embuste eleitoral. Ele tenta represar as águas sujas que descem as escadas do Palácio Bernardino Monteiro. Seus secretários sangram em corrupção. Casteglione calou os vereadores pela dissimulação.

Em 28 de jornalismo, nunca assisti a tanta roubalheira à luz do dia. Confiados na impunidade, prefeito e secretários ignoram as investigações do Ministro Público, da Polícia federal e da CEI em curso na Câmara com caminhões de provas de fraudes em licitações e formatação de caixa dois para campanhas eleitorais. Algo bizarro.

A Torre de Babel está formada pelo PT, PTB, PV, PDT, PSDB, PSB, PSC e PMDB. Fora do condomínio, apenas o DEM e PMN. Em menos tempo que se espera, não ficará pedra sobre pedra, e a construção será derribada, sem não antes os representantes fisiologistas corroerem até os ossos com cancro dos petistas.

Em nome de projeto de poder fadado ao fracasso de reeleição de 2012, Carlos Casteglione se sentem protegido por aliados de conveniência e, alguns, obrigados camisa de força. Porém, quando chegar a pré-convenção partidária, a dispersão será como água morro abaixo e fogo morro acima. Quem viver, verá.

Enquanto o prefeito e seus asseclas buscam escudos políticos, a sociedade ainda confia na ação do Ministério Público e da lisura da Justiça para por fim a esta afronta contra o povo oprimido pela inércia de um governo lerdo, usurpador, mau e corruptor. A Torre de Babel está construída em bancos de areia.

No próximo artigo pretendo analisar todos os protagonistas deste condomínio. Os leitores saberão quem está dormindo em poleiro de galinheiro.

Publicado por

Jackson Rangel

Jackson Rangel Vieira, brasileiro, natural de Guaçui, Espírito Santo, com raiz em Cachoeiro de Itapemirim. Jornalista, nascido em 1963, combativo, responsável por produção de notícias e artigos. Analista político. Evangelista. Advogado, casado com Cristiane Feu Rangel Vieira. Dois filhos: Jackson Rangel Vieira Júnior e Nayara Tristão Vieira. A Bíblia é sua regra de conduta e fé.

Um comentário em “A Torre de Babel

  1. Jakson, vivemos em um regime em que o presidente escolhe os mandatários da justiça, controla o legislativo com decretos leis, não respeita os limites da diplomacia e, pior, descumpre a constituição sem que nada ocorra… Foi o que aconteceu no caso Zelaya… O Lulalá interferiu abertamente em problemas internos de outro pais, calou nossa diplomacia e não deu nada… Em todos os níveis de nossa política, vencedores de eleições afirmam abertamente que só vão conseguir governar porque fizeram acordos com as “oposições” para ter maioria nas assembléias… Nada disto é produto de uma democracia, três poderes independentes e uma constituição soberana… Decisões por assembléias sem maioria… Então, o que acontece neste aparente caos de Cachoeira é a realidade do nosso todo… Temos uma ditadura presidencial explícita… Isto é ruim??? Será que esta falsa democracia não é uma solução para chegarmos à algo realmente democrático num futuro próximo??? Acho que sim… Temos muita coisa boa e podemos esperar por algo melhor sem cair no caos da violência onde todos perderemos… Amigão, no começo de um parágrafo teu tem… “Em 28 de jornalismo…” Não seria em 28 de janeiro :o??? Abração!!!

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