Conversando com plantas e me descobrindo


A introspectividade, fizera-me um adolescente místico. As dores eram expansivas no meu mundo interior. Quanto ao mundo exterior, sentia-me indestrutível, invisível e vitorioso por achar-me diferente dentre outros seres. Não tinha certeza de nada, contudo me considerava predestinado a uma grande missão, como abrir o Mar Vermelho.

A partir dos 12 anos, pelo registro do diário em livro, comecei a conversar com plantas. Gostava de cuidar da vida vegetal em vasos da minha mãe. Eu conversava sobre tudo: guerras, pessoas, sexualidade, perguntava e me conectava com as feições da folhas e pétalas várias. Foi criando em mim um espírito poético aquela sensibilidade.

Havia um lugar específico, num quintal de arbustos,  plantas várias e nativas beira-rua, onde costumava me sentar numa mureta e fazer questionamentos sobre a vida. O vento era o pêndulo que, para mim, significava, quando passava entre aquelas folhagens,a decodificação das inquirições.

Era o nascimento de um jovem homem se descobrindo.

Publicado por

Jackson Rangel

Jackson Rangel Vieira, brasileiro, natural de Guaçui, Espírito Santo, com raiz em Cachoeiro de Itapemirim. Jornalista, nascido em 1963, combativo, responsável por produção de notícias e artigos. Analista político. Evangelista. Advogado, casado com Cristiane Feu Rangel Vieira. Dois filhos: Jackson Rangel Vieira Júnior e Nayara Tristão Vieira. A Bíblia é sua regra de conduta e fé.

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