Jornalista eleito pelo PP candidato a prefeito de Cachoeio de Itapemirim-ES

O jornalista Jackson Rangel Vieira, presidente do Partido Progressista (PP), em Cachoeiro de Itapemirim-ES, foi eleito na noite de ontem (28), pela convenção do seu partido, candidato a prefeito. O evento partididário também definiu os candidatos a vereadores.

Os convencionais delegaram à Comissão Executiva do partido para dentro do prazo legal, dia 5 de julho, apresentar as melhores opções de possíveis coligações e o vice na chapa majoritária. A convenção aconteceu no auditório da União Geral dos Trabalhadores (UGT).

Com a confirmação da candidatura do jornalista, as eleições poderão ser disputadas no Município por quatro candidatos : Theodorico Ferraço (DEM); Glauber Coelho (PR); e o prefeito Carlos Casteglione (PT). O peemebista José Tasso (PMDB) deve ser preterido como candidato para apoiar o democrata.

Jackson Rangel disse aos seus convencionais que está preparado para o “debate e o embate’ com seus concorrentes. “O meu partido foi o único que preparou uma cartilha de linhas estratégicas para governar Cachoeiro de Itapemirim. Vamos discutí-la com a sociedade. Quero ser o diferente entre os iguais, com ousadia e coragem para mudar”, ressaltou.

Quando o povo não vota direito só vai levando no topa (metáfora)

Vista grossa do Ministério da Justiça e de seus aliados

O ministro da Justiça, Eduardo Cardoso, tem a cara de pau de emitir uma declaração fajuta: “Como boa parte dos delitos não envolve competência federal, não seria o caso de uma força tarefa.” Esta explicação insípida foi só para agradar alguns políticos do Espírito Santo, do contrário, desconhece a realidade do crime organizado do Espírito Santo.

Senhor Ministro, “boa parte de delitos” são para trombadinhas ou Vossa Excelência desconhece a corrupção em volúpia no estado capixaba? Em quase todos os 78 Municípios, instalada oficialmente por governos?  Desvios na Educação, Saúde e nos Royalties não são da competência federal? A maior matança, porventura, proporcionalmente, não acontece no solo espírito-santense?

Enquanto isto, leio, recentemente, que a força tarefa da Polícia Federal atuou numa pequena cidade próxima de Maceió, Alagoas, cercou uma Câmara de Vereadores, e levou todos para a cadeia. Os políticos do meu Estado se calaram sobre a corrupção em escala e o senhor os acoitou. Sem mais nada a dizer!

Sucessão em Cachoeiro de Itapemirim-ES e algumas verdades

O processo sucessório de Cachoeiro de Itapemirim-ES, terra de Roberto Carlos e Rubem Braga entre outros expoentes, é atípico comparado às demais eleições no Município e em relação às outras cidades do Estado. Tudo pode acontecer, mas, hoje, dia 17, nada está visível.

Algumas verdades precisam ser registradas. O favorito Theodorico Ferraço (DEM), que já foi prefeito por quatro vezes, está, ainda, impedido de pretender ser candidato porque tem duas condenações por improbidade em colegiado. Anunciou-se que 1 processo foi arquivado. Mais não se sabe além da sua estratégia de produzir factóite ao lançar sua assessora de anos, Vera Maria e sua irmão Helenice, em chapa majoritária.

O empresário Camilo Cola (PMDB), presidente do PMDB, pretendia formar um grupo para lançar um nome de consenso, sendo ele mesmo uma possibilidade, que dias atrás, abdicou por motivos vários. E mesmo que quisesse disputar as eleições, não passaria na convenção do PMDB, dia 24, que está sob a liderança do ex-prefeito Roberto Valadão, também, presidente do Comitê Suprapartidário que busca um nome para contrapor a gestão presente.

O prefeito Carlos Casteglione (PT) já está lançado, contudo, todas as pesquisas até agora reprovam sua administração, ou seja, não passará por repetência se depender do eleitorado. O deputado estadual Glauber Coelho (PR), que antes tinha dúvidas e medo, vem declarando sua determinação de pleitear. No momento, sem Ferraço, tem a preferência popular pelo recall do seu nome.

O PSB de Cláudia Lemos, presidido pelo ex-deputado Luciano Cortez, está dividido e engessado até para fazer alianças. É incerto seu futuro. Os pré-candidatos Marcos Mansur (PSDB); David Loss (PDT) e Abelzinho (PV) implodiram por inferências do próprio processo.O peemedebista José Tasso pode sair vencedor da convenção, porém o PMDB poderá deixar para a Executiva decidir sobre coligações, deixando janelas abertas para outras possibilidades, como indicar um vice.

O Partido Progressista, do qual sou presidente e pre-candidato, tem conversado com outros partidos. A maioria está focada na chapa proporcional. Sou o azarão, desconhecido do mercado eleitoral. E a quem interessar: nunca disputei eleição, não estou oficialmente no processo para negociar espaço presente ou futuro. Só acredito na existência de um sentimento em comum com a população: a sociedade no Poder! 

Escrever pouco e falar menos ainda

A escrita como conhecemos na escola está morrendo e será artigo de estudo no futuro. A fala, oral, como forma de comunicação está compactada para ser entendida em 140 caracteres. Mais do que isto, ninguém quer ouvir.

Este post, por exemplo, tem uma limitação, para eu escrever não mais do que alguns parágrafos dependendo da minha capacidade de síntese. Eu chamaria de comunicação cibernética. Os diálogos por SMS, celulares e via redes sociais estabelecem uma nova forma de linguagem que mudará o conceito de comunicação em todos os meios sociais, indistintamente.

É a morte do escritor. É o fim das linguagens especializadas, do jurídico ao  à fofoca paroquial. É tempo de assimilar o varejo, a soma das pequenas informações, em detrimento da concentração do pensamento alongado. Uma tese de mais do que 10 minutos será heresia. É o fim do intelectual e o nascimento do “intelectuvirtual”.

Meu computador avisa que meu tempo de texto, neste formato , está chegando ao fim. Escrita manual nunca mais. Teclar até que esta civilização encontre formas mais eficaz de interagir. Viva a revolução tecnológica que oferece informação de uma vida inteira num pendrive!

Este texto, pelo tamanho e quantidade de caracteres, já está fora de moda. Somente o remanescente da velha geração vai ler até ao final.