Sucessão em Cachoeiro de Itapemirim-ES e algumas verdades

O processo sucessório de Cachoeiro de Itapemirim-ES, terra de Roberto Carlos e Rubem Braga entre outros expoentes, é atípico comparado às demais eleições no Município e em relação às outras cidades do Estado. Tudo pode acontecer, mas, hoje, dia 17, nada está visível.

Algumas verdades precisam ser registradas. O favorito Theodorico Ferraço (DEM), que já foi prefeito por quatro vezes, está, ainda, impedido de pretender ser candidato porque tem duas condenações por improbidade em colegiado. Anunciou-se que 1 processo foi arquivado. Mais não se sabe além da sua estratégia de produzir factóite ao lançar sua assessora de anos, Vera Maria e sua irmão Helenice, em chapa majoritária.

O empresário Camilo Cola (PMDB), presidente do PMDB, pretendia formar um grupo para lançar um nome de consenso, sendo ele mesmo uma possibilidade, que dias atrás, abdicou por motivos vários. E mesmo que quisesse disputar as eleições, não passaria na convenção do PMDB, dia 24, que está sob a liderança do ex-prefeito Roberto Valadão, também, presidente do Comitê Suprapartidário que busca um nome para contrapor a gestão presente.

O prefeito Carlos Casteglione (PT) já está lançado, contudo, todas as pesquisas até agora reprovam sua administração, ou seja, não passará por repetência se depender do eleitorado. O deputado estadual Glauber Coelho (PR), que antes tinha dúvidas e medo, vem declarando sua determinação de pleitear. No momento, sem Ferraço, tem a preferência popular pelo recall do seu nome.

O PSB de Cláudia Lemos, presidido pelo ex-deputado Luciano Cortez, está dividido e engessado até para fazer alianças. É incerto seu futuro. Os pré-candidatos Marcos Mansur (PSDB); David Loss (PDT) e Abelzinho (PV) implodiram por inferências do próprio processo.O peemedebista José Tasso pode sair vencedor da convenção, porém o PMDB poderá deixar para a Executiva decidir sobre coligações, deixando janelas abertas para outras possibilidades, como indicar um vice.

O Partido Progressista, do qual sou presidente e pre-candidato, tem conversado com outros partidos. A maioria está focada na chapa proporcional. Sou o azarão, desconhecido do mercado eleitoral. E a quem interessar: nunca disputei eleição, não estou oficialmente no processo para negociar espaço presente ou futuro. Só acredito na existência de um sentimento em comum com a população: a sociedade no Poder! 

Escrever pouco e falar menos ainda

A escrita como conhecemos na escola está morrendo e será artigo de estudo no futuro. A fala, oral, como forma de comunicação está compactada para ser entendida em 140 caracteres. Mais do que isto, ninguém quer ouvir.

Este post, por exemplo, tem uma limitação, para eu escrever não mais do que alguns parágrafos dependendo da minha capacidade de síntese. Eu chamaria de comunicação cibernética. Os diálogos por SMS, celulares e via redes sociais estabelecem uma nova forma de linguagem que mudará o conceito de comunicação em todos os meios sociais, indistintamente.

É a morte do escritor. É o fim das linguagens especializadas, do jurídico ao  à fofoca paroquial. É tempo de assimilar o varejo, a soma das pequenas informações, em detrimento da concentração do pensamento alongado. Uma tese de mais do que 10 minutos será heresia. É o fim do intelectual e o nascimento do “intelectuvirtual”.

Meu computador avisa que meu tempo de texto, neste formato , está chegando ao fim. Escrita manual nunca mais. Teclar até que esta civilização encontre formas mais eficaz de interagir. Viva a revolução tecnológica que oferece informação de uma vida inteira num pendrive!

Este texto, pelo tamanho e quantidade de caracteres, já está fora de moda. Somente o remanescente da velha geração vai ler até ao final.