O direito de saber do eleitor (Kid Gay)


Por Jackson Rangel Vieira, jornalista
 
A Folha do S. Paulo produziu editorial incongruente e discriminatório para o eleitor paulistano. Critica o candidato José Serra (PSDB) sobre seu posicionamento contrário ao chamado “Kid Gay” criado pelo seu adversário Fernando Haddad (PT), julgando como linha conservadora dos evangélicos e a pauta fora da órbita do interesse público.
 
Admiro a Folha e respeito a opinião em tela, contudo não apresenta nem paradoxo, mas completa falta de análises sociológica e antropológica da sociedade, sem mencionar que a discussão sobre a “união homoafetiva” , aprovada pelo STF, promove alterações comportamentais de caráter coletivo e, por sua vez, de interesse público.
 
Sobre conservadorismo sobre o mesmo tema, a Igreja Católica, com maior número de fiéis, é mais fundamentalista do que os evangélicos, se assim se é necessário comparar para melhor entendimento sobre editorial equivocado por ausência de conhecimento doutrinários e dogmáticos do sentimento religioso inerente ao ser humano.
 
O editorial almeja se mostrar liberal e tem o direito de fazê-lo sem, contudo, tratar o tema como se o homem fosse apenas animal político com capa de corpo, sem alma e espírito, gestando subjetividade sobre crenças absolutas de quem desaprova o comportamento antinatural, assim descrito na Bíblia como regra de conduta e fé dos cristãos. Vale respeito!
 
Como eleitor eu tenho o direito de conhecer todas as raízes holísticas do candidato. O homem é o que pensa e pratica. Pode-se ter um homossexual eleito, e tem-se pelo quadrante universal, e capaz. Porém, a maioria que lhe concede a procuração de representá-la a fez sabendo, sem apresentação implícita a pretexto da chamada corrente politicamente correta.
 
Considero uma desfaçatez o editorial da Folha de S. Paulo que, aproveitando-se de formadores de opinião sobre o mercado político e a eleição plebiscitária em segundo turno, faz a indução de transformar o errado em certo e o certo em errado. Não existe homofobia neste tema – que significa agressão aos homossexuais -. Há uma opinião partidária!
 
Está existindo, sim, por parte da grande Imprensa a falta de respeito com a maioria dos universais religiosos ou cristãos aos colocá-la às margens de conhecer as convicções morais, sociais, culturais e religiosas de quem pleiteia vida pública.
 
* Jackson Rangel Vieira é diretor-executivo da Editora Leia e evangelista

Publicado por

Jackson Rangel

Jackson Rangel Vieira, brasileiro, natural de Guaçui, Espírito Santo, com raiz em Cachoeiro de Itapemirim. Jornalista, nascido em 1963, combativo, responsável por produção de notícias e artigos. Analista político. Evangelista. Advogado, casado com Cristiane Feu Rangel Vieira. Dois filhos: Jackson Rangel Vieira Júnior e Nayara Tristão Vieira. A Bíblia é sua regra de conduta e fé.

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