Nossa responsabilidade diante do céu e da terra

*Por Jackson Rangel Vieira

Há um erro crasso no meio cristão. A intervenção espiritual por parte de Deus ou dos adversários só acontece com o consentimento do seu livre arbítrio.

Por isso, não devemos demonizar e nem endeusar tudo no mundo secular, depositando as ações e os efeitos como resultados do mal ou do bem, senão, o certo, deveria você se convencer como principal agente livre para tomar as decisões e assumir as responsabilidades.

Logo, não culpemos nem a Deus e nem ao diabo, muito menos seu semelhante pela construção de sua vida. Invoque a Deus, então ele atenderá. O mesmo vale para as demais potestades celestiais.

Somos seres especiais do Criador, feitos à Sua semelhança no caráter espiritual. Tome seu destino para si e não se deixe negligente por falta de conhecimento dos portais sob o caminho em que deseja trilhar.

Tema da próxima reportagem da FOLHA (19)

Circula na segunda-feira (14) novo modelo da Folha do ES impresso

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Poesia sobre o colarinho

*Por Jackson Rangel Vieira

 

O colarinho branco com nada se espanta

À luz do dia se convence da impunidade

Tem no povo a imagem de ser uma anda

Confia na urna como porta  da felicidade

 

Usurpa dos cofres públicos sem arrombar

Foi-lhe dado os números em combinação

Como raposas no galinheiro para matar

A esperança dos incautos sem comoção

 

O MP e a Justiça em paços de tartaruga

Não alcançam este paletó  tão impulsivo

Em usurpar célere com sua face sem ruga

Voraz na impunidade de um compulsivo

 

Somente zerando as regras do sistema

Ai sim! Extirpando o colarinho tão alvo

Sem temor pegá-lo na jugular sem pena

Devolvendo ao humilde o espírito a salvo

 

*Jackson Rangel Viera é jornalista

 

 

Duas almas não gêmeas

*Jackson Rangel Vieira
Preconceitos lineares transformam sentimentos bem-intencionados em emoções sem controle. Oscilações angustiantes!
Duas pessoas se conhecem em explosão de paixão proibida. Deixam seus destinos no passado. Tentam dia-a-dia vencer as culpas.
A rotina e os diálogos eram constantes e sem resultados. As razões irracionais e até destrutivas. Ninguém mais se lembrava da paixão e do amor.
Nada diferente de um casal comum. A distância de idade não era tão esticada e não tão curta. Mas, o que o tempo tinha a ver com a paz?
Eles só desejam ser felizes. Contudo, antes, sem planejamento, ninguém mediu a compatibilidade de gênio, muito menos suas almas.
Habitavam numa casa. Porém, nunca houve um lar. Deus era sempre clamado até nas discussões como interventor. Ele nunca os ouviu.
O quarto era maior testemunha das dores que provocavam um ao outro, às vezes, lembrando o início, de como era bom. O passado doía mais.
Como reprises se viram sós. Nada mais fazia sentido. Eram irmãos. A insegurança produzia retardamento do fim. Eles só erraram o alvo.
Cada um deveria seguir seu caminho. As pessoas gostam de finais felizes. Logo, as dúvidas: se morriam tentando ou se tentavam morrendo.