No ES, Eduardo Campos se torna “eis a questão”, por Jackson Rangel Vieira


*Jackson Rangel Vieira

O Espírito Santo com seus 2.631.497 eleitores, segundo resultado apurado pelo TRE-ES, não tem representação eleitoral como fator decisivo para Presidência da República. Mas, em tempos de vagas magras, uma milhar de votos deve ser relevada em 2014.

O raio X do mercado eleitoral capixaba se apresenta confuso pelas dissimulações e blefes às vésperas das decisões das candidaturas nacionais possíveis. Se o ingresso no jogo do socialista Eduardo Campos se concretizar, haverá uma mutação política de fácil previsão.

Em princípio, para não sofrer possíveis retaliações do Governo Federal, o governador Renato Casagrande (PSB), com anúncio da pré-candidatura do governador de Pernambuco, seu presidente partidário, chegou a pronunciar neutralidade no palanque.

O Chefe do Executivo Estadual fez este combinado com o partido, porém desagradou a cúpula do PSB nacional, exigindo postura de servir a somente um “senhor”. Casagrande, no momento, deve rezar todos os dias pela sucumbência para a pretensão de Eduardo Campos.

Enquanto se trabalha com quadro de lançamento de candidatura própria pelo PSB, Renato Casagrande está fragilizado em alianças, pois busca a todo custo coligações com o PT e o PMDB, o que é um quadro abstrato de livre interpretação, pois estes podem ser justamente, seus adversários diretos.

O governador capixaba apresenta até o momento gestão incolor, sem digital, sobreposta pelo antecessor, o peemedebista Paulo Hartung. Somado a isto, ainda tem o senador Ricardo Ferraço (PMDB) como promessa de vingança por ter sido obrigado a ceder lugar ao socialista em inteligente jogada de Eduardo Campos para garantir espaço federativo ao PSB, incluindo, o Espírito Santo, no Palácio do Planalto, em troca de sacrificar Ciro Gomes.

O pacto foi cumprido. O peemedebista saiu do páreo e apoiou Casagrande, juntamente com o PT. O plano socialista foi realizado com êxito. Ficaram resquícios de mágoas para acertos de contas futuras. Hoje, o governador tem sua reeleição dependente do PT e do PMDB, sem chances em outras vertentes conjecturais.   Além da possibilidade de se manter a verticalização politico-eleitoral, o governador sofre de insegurança com o terceiro elemento, senador Magno Malta (PR) que, mesmo desgastado, trata todos os demais desafetos com recíproca verdadeira.

O republicano tem fama de solista na área política e uma preocupação obsessiva de reeleger a sua esposa Lauriete Rodrigues (PSC-ES), por questão de honra, envolvendo vida pessoal (ambos recém-divorciados e recasados evangélicos) para manutenção do seu patrimônio eleitoral. Apresenta-se como adversário agressivo e direto do governador e tem a rejeição do PT e do PMDB regional. Funciona como pêndulo.

Em síntese, o governador Eduardo Campos será a razão de grande dor de cabeça dos jogadores de xadrez no tabuleiro eleitoral do Espírito Santo.

*Jackson Rangel Vieira é jornalista do Espírito Santo

Publicado por

Jackson Rangel

Jackson Rangel Vieira, brasileiro, natural de Guaçui, Espírito Santo, com raiz em Cachoeiro de Itapemirim. Jornalista, nascido em 1963, combativo, responsável por produção de notícias e artigos. Analista político. Evangelista. Advogado, casado com Cristiane Feu Rangel Vieira. Dois filhos: Jackson Rangel Vieira Júnior e Nayara Tristão Vieira. A Bíblia é sua regra de conduta e fé.

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