Eu confio no promotor Rodrigo Monteiro

Enquanto neste momento sai publicado no anuário da Segurança Pública Nacional a Instituição Polícia com 71% da desconfiança do brasileiro, qualquer jornalista tem prazer em elogiar representante de outra instituição tão importante para o Estado de Direito no avanço democrático das liberdades e contenção das mazelas públicas: O Ministério Público e refiro-me ao protagonista jovem e professor universitário Rodrigo Monteiro.

Pouco sei sobre sua trajetória – não pesquisei e nem o entrevistei para finalidade em tela-. Contudo, seus atos estão o descrevendo de forma diferenciada e de honrosa eficácia em representatividade para o MP do Espírito Santo. Sua atuação em Cachoeiro de Itapemirim, mesmo sem estrutura merecida em área sofisticada aonde se instala a corrupção com agentes preparados e organizados para usurpar o erário, ele tem sido herói.

Divide, no momento sua atenção entre as comarcas cachoeirense e de Mimoso do Sul, circunvizinhas. Ele não merece esta dicotomia, pois há muito o se fazer em Cachoeiro, maior centro político e econômico do sul do Estado, com mais de 200 mil habitantes. Rodrigo Monteiro não chama atenção para si em dezenas e dezenas de procedimentos com resultados contra a corrupção. Sinal de humildade e de jovem amadurecido. Competente.

Com tantos anos de trajetória jornalística, 32 anos, já vivenciei o descrédito de muitas instituições no decorrer do tempo pela omissão ou ação dolosa de cumplicidade com poderes econômicos e políticos. Particularmente, sou difícil de elogiar um agente público diante profundo mar de lama, porém o promotor Rodrigo Monteiro é merecedor de destaque pela atuação firme, implacável e justa junto à Fazenda Pública, principalmente.

Sua estatura pequena e franzina, em primeiro momento, sugere impressão de fragilidade. Engana-se. Existe um gigante com destemor que em Cachoeiro de Itapemirim cumpre seu dever com exígua estrutura funcional. Pessoas com Rodrigo existem em pequenos grupos nas raízes de muitas instituições, infelizmente, confrontadas com trabalhos de quase nenhuma excelência. Meu leitor deve perguntar o que ele fez para merecer tal distinção? No próximo parágrafo.

Em sinopse: Em curto espaço de tempo, com sinceridade que lhe é peculiar, em entrevista em que não deixa nenhuma pergunta sem resposta, Rodrigo Monteiro desmantelou toda uma estrutura de quadrilha organizada dentro da Câmara Municipal, com prisões e oitivas ainda em curso para conclusões de grande repercussão em favor da sociedade sofrida da terra de Roberto Carlos e do “Sábio” Rubem Braga. Milhões desviados e desvendados.

Há muito, os cachoeirenses não assistiam um homem, com apoio de sua instituição e uma secretária, numa sala de poucos metros quadrados, remexer com coragem no vespeiro notório aos olhos leigos. Rodrigo Monteiro demonstrou não se intimidar com colarinhos brancos, seja contador ou Al Capone, para se algemado na medida da exigência do direito e da legalidade.

A continuar assim, teremos um choque de moralidade em Cachoeiro de Itapemirim, tudo que os descamisados e sem vozes esperam e aguardam como esperança última da construção de uma sociedade justa. Eu confio na sua intenção republicana! O MP deve se orgulhar e precisaria de mais agentes públicos deste quilate.

PENSAMENTO PERFEITO ( O DESCONHECIDO – CAPITÚLO 6 )

CAPITULO 6

O DESCONHECIDO

Hoje conhecemos em parte. Há momento em que conheceremos o todo. Limitação do saber mantém a inocência e gera felicidade pela ignorância.

Estranhar a aparição do que nunca se viu pode ser privilégio ou momento de perplexidade na ausência da coragem de aceitar o inusitado..

Desconhecido mundo da visão que cria pela mente o desejado em integração com todos os sentidos para a existência ser uma surpresa para si mesmo.

Pelo medo do novo, o velho sobrevive na tradição, vagando pela cultura, e evoluindo sem sentido para a incompreensão até se construir o hábito.

Nos escombros encontra-se o verdadeiro ser, acuado, de olhos assombrados, porque se vê no espelho o lugar tão desapercebido de si.

Em todo o tempo, o desconhecido revolucionou o interior do homem e anarquizou a sociedade tocável. São habitantes de uma ilha perdida.

Maior mistério entre o nada é a morte está na própria vida. Entre o céu e a terra, infinitas experiências em metamorfose em vários tipos de estado.

No escurecer, o nevoado bombeia adrenalina na linha dorsal até à ao arrepiar da nuca. A cegueira cria todo tipo de alucinação e seres próximos.

Ingenuidade protege a que a nutre por mais tempo, até chegar o desconhecido e quase tudo levar: a virgindade e a perturbadora maturidade.

Horrenda coisa é ver o que não deveria; ouvir o que é segredo; e engolir se saborear. O novo imprime instâncias de suspense inimagináveis.

Culpa advém do passado não vivido, apenas desse desconhecido. Como fugir do que não entendemos e nem podemos compreender?

Confessar todos os sentimentos ocultos é como jogar fora todo lixo acumulado no sótão durante todo o vazio da linha do tempo e espaço.

Rosto deformado pela desconstrução de um outro vulto em encontro do acaso retrata uma forma de desconhecido pelo corpo desalmado.

Desconhecido sem fronteiras separa a matéria do invisível. Os limites de toda uma vida se resumem apenas no que se pode conhecer.

Em camisa de força, impenetrável lóbulo que descobre o além porque não existe responsabilidade para aprender nem para ensinar algo ou alguém.