Pensamento Perfeito: O Chip


Estufa de cetim, assentamento de rei. Sua majestade, a Vida, destina vazio para o que serei. Tudo é muito pouco. Ouço ego dentro do eu.

Uma a uma, a cada frustração, a petrificação dos rins chega até ao coração. Doente fica o corpo e a alma desaceleram em hipotermia.

Inclinado à beira da cama, pensa no que pode lembrar. Sensibilidade mesmo só na inércia. Parado, sem palavras, só tem resto do interior.

Outro mundo, o real, é como se fosse a ponte bucólica com poucos passantes. Sente saudades dos tempos sem câncer, sem paralisia mental.

Tentações não cessam com o esfriamento do espírito em virtualidade abusiva e viciante. Outrora, a pracinha do bairro era tão ocupante.

Assassina, a Vida altiva lhe conduz a caminhos fragmentados e sem sinalizações por teclados frenéticos de mundo paralelos sem sentimento.

Tormentas mesmo a anatomia em coma. Uma catarse carcomendo célula por célula, causada pelo tédio infinito, tomado pela terna solidão.

Desde da infecção, as redes se conectam e gentes nunca tocadas produzem artificiais momentos em troca dos seus reais elementos.

Oscilações, no limiar, são imperceptíveis , até ao acaso de não mais sentir a pernas passeando. Enfermidade não classificada, a tela hipnotiza.

Suas asas voam para aonde os sonhos não podem levar. Tempo passa. O tempo escoa. Um estado de loucura pluralista com cores vibrantes.

Digno de pena os avançados no estágio de completa entrega ao enigmático mundo novo. Instantâneo, efêmero e sem criador. Similaridades.

Poço sem fundo, tomado por imaginação, a solidariedade se intensificam nas palavras, pois não existe mais ação e nem mais a benignidade.

Olhar é aguçado e de maior importância entre demais sentidos. Sorvido por tantas informações, a mente em transe na artificialidade.

Toque no toque superado por neurotransmissor implantado no ponto G do prazer, não havendo mais necessidade da velha coletividade.

Ouvir é indispensável. Apenas importante e opcional. Falar somente pelos dedos. Instinto controlado, um ser novo, recriado, da conectividade.

Cara a cara, na tela, por “Cam”, espelhando práticas primitivas de ver um ao outro de perto ou de longe. Ambiguidade . Rara. Óbitos sem idade.

Publicado por

Jackson Rangel

Jackson Rangel Vieira, brasileiro, natural de Guaçui, Espírito Santo, com raiz em Cachoeiro de Itapemirim. Jornalista, nascido em 1963, combativo, responsável por produção de notícias e artigos. Analista político. Evangelista. Advogado, casado com Cristiane Feu Rangel Vieira. Dois filhos: Jackson Rangel Vieira Júnior e Nayara Tristão Vieira. A Bíblia é sua regra de conduta e fé.

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