O Fim da Humanidade

Quando se explora o tema sobre o fim, logo a mente é remetida às previsões apocalípticas desde cultura cristã até outras mais remotas e recentes. No caso, não pretendo entrar no mérito místico ou religioso. A questão vai se restringir ao campo sociológico e antropológico, com visão intimista deste autor.

Pela linha do tempo, no inicio de tudo, os seres humanos estavam confortados na procriação, em povoar a terra e seu espaço sobejante. Catástrofes foram registradas e a humanidade holística sobreviveu. Aliás, matanças em guerras por ocupação de territórios e poder sempre existiram em era a era.

Estima-se cerca de 100 bilhões de pessoas já morreram desde que o mundo é mundo, um número sem precisão e questionável, porém serve para a lógica sobre o fim da concepção humana, entrando na ficção cientifica não mencionada logo no início, por presunção minha, sem psicodelismo.

O fim da humanidade começa a partir da revolução tecnológica e científica. As drogas sintéticas e a navegação virtual se tornaram para a maioria das pessoas viagens renitentes, sem bússola, gestando novas criaturas, inclusive de sua concepção “in vitro’. Eu sintetizaria como geração “Zumbi”.

A evolução, enfim, da humanidade em muitos campos da atividade humana, é a própria regressão da vida para uma finitude próxima. Muito próxima! O contato humano irá se restringindo em ponto contagioso e, então, creio no surgimento de uma nova raça de seres de potencialidade de autodestruição.

Não vejo a vida cíclica, antes mais linear do que nunca se registrou. Os poucos movimentos manuais e analógicos serão de raridade fóssil. Sem se aperceber, como numa teoria do caos, aonde sempre existe uma ordem, a sociedade contemporânea não consegue mais conter-se nos limites da expansividade da mente, produzindo pensamentos infectados para a auto-aniquilação, sem os pilares de valores nos campos da moral, da ética e da tradição.

Simbolicamente, sistema de vida digital e de portas múltiplas dimensionais, resume-ser-ão em Caim vai matar Abel.

Pensamento Perfeito: A Senha

Antes, a senha quase se limitava a uma sequência de número para abrir um cofre. Surgiu com o avançar do futuro combinações de letras e números para todas as atividades humanas.

Pessoas, agora, trancam-se por fora. Enquanto o corpo sai para passear, a alma e suas chagas ficam aprisionadas. Solitários ficam os iníquos porquanto viciaram em oculto se guardarem.

Somente a senha, como sinal da besta, abre a vida para somente seu guardião para se deleitar nas mais infindáveis e profundas experiências nefastas, longínqua dos olhos do mundo real.

Ora, oração que a chave do céu se firma como senha menor do ser escravo de si e de todos os desejos como se Deus não existisse ou não fosse Deus para conhecer de tudo o que se passa.

A senha tranca rua; fecha o bordel para si se deleitar quando o desejo alcançar. Sim, a senha do celular; do computador, das redes sociais em geral produziram a síndrome do ocultismo.

Tudo tem senha. (Ã ) de pequenos e muitos segredos guardados por senha? O caroço do bom fruto vida fica de fora para mostrar o quanto a imagem é mais importante do que a essência.

Seria a senha de todos em todo mundo o resultado de todos os pecados não confessados? Entre dentes de números e letras pode o homem fugir de si mesmo e do seu uno Fabricante?

Tudo requer senha. Qual é a sua senha? Rua em que andas tem número, mas também tem câmara com um sistema com senha. A luxúria tem senha. Nada funciona sem digitadas senhas.

Com os séculos dos séculos, só não se exigirá senhas para entrar no céu e no inferno. Assim acho! Nada é mais perturbador do que perder a senha. Doloroso é o fugitivo sema sua senha.

Outrora, as crianças guardavam seus sentimentos e emoções em diário de papel, uma caderneta. Por algumas linhas de canetas, o arrazoado era escondido por detrás ou por dentro.

Outrora, os medos os mais hediondos ficavam trancados no âmago da horta arterial do coração. Raro era não se apresentar como era, pois as lágrimas, inevitavelmente, espargiam.

Fugir sem senha, hoje, é como fugir sem identidade. O outro e a outra, todos necessitam de senha para acionar a libido. Raridade o toque sem antes muito gozar em conexão por senhas.

A vida, tão simples e singela para os sem senhas, agora, convidou as muitas dimensões e portais para um baile com o δι?βολος, no arrasta pé até às profundezas do lago de fogo.