Casteglione, o pior político do mundo, vence PF, MP e Judiciário

Carlos Casteglione pertence ao mesmo arraial petista comandado pelo ex-presidente Lula
Carlos Casteglione (E) pertence ao mesmo arraial petista comandado pelo ex-presidente Lula

Pode ser colocado no campo do mistério, mas o pior político da história de Cachoeiro de Itapemirim – no cumprimento do segundo mandato sequencial -, Carlos Casteglione (PT), nunca foi afastado e nem preso, mesmo metendo a mão, com uma quadrilha qualificada, nos cofres públicos. A Câmara é o quintal do Executivo. Nada de investigação.

Sua vida pública espoliou a cidade e matou muita gente com negligência e crimes na gestão pública, as dezenas de processos de improbidade são inócuos e seus denunciantes são arautos no deserto. Ele consegue passar a imagem de padre para a Polícia Federal, o Ministério Público e para a Justiça.

Enquanto prefeito lá do grotão do Estado é afastado e até preso por investigação pela Polícia Civil, Casteglione passa incólume no corretor dos escândalos. Uma coisa é certa, tem “costas quentes”, protegido pelo poder econômico. São incontáveis os secretários que passaram pela sua gestão, alguns acusados frontalmente de corrupção ativa.

Ele é um fantasma para o povo. Sem um único feito de relevância e um comboio de escândalos. Ninguém nem mais se lembra da operação “Moeda de Troca”, que em outra paragem custou a prisão do Chefe do Executivo de Santa Leopoldina, empresários e vários agentes públicos. O Ministério Público classificou o esquema de sofisticado com tentáculos musculosos em Cachoeiro-ES, mesmo “modus operandis”, (relatório do MP).

Carlos Casteglione foi o engodo criado em laboratório mais pernicioso da história cachoeirense. Inventor do nascimento do deputado estadual Rodrigo Coelho (PT) por fraqueza de personalidade política. O parlamentar, hoje, é forte pré-candidato a prefeito de Cachoeiro, sendo forasteiro, contudo com a mala cheia de dinheiro para chegar lá.

Casteglione tinha como se protetor ex-prefeito de Vitória-ES, João Coser, então ícone do PT. Pasmem, contou e conta agora com o apoio do governador Paulo Hartung (PMDB). Há de se reconhecer, um enigma a ser decifrado. Talvez, como homem religioso, tem fé em “corpo fechado”. Nenhum mal pode lhe ser acometido. Há, de fato, quem creia, desafiando todos guardiões da moralidade.

Segunda-feira, dia 19, ele recebe o senador Ricardo Ferraço (PMDB) no Palácio Bernardino, para anunciar recursos para a área da Saúde. Evento como este não pode ser feito em lugar aberto. Casteglione sempre corre perigo em situação flexível assim. Sobre ele, o povo tem reagido com instintos primitivos. O xingamento agudo é o principal assovio.

Ferraço não virá candidato a prefeito de Cachoeiro-ES

O deputado estadual e presidente da Assembléia Legislativa, Theodorico Ferraço (DEM), não diz e nem desdiz, mas seu método de dissimulação é arcaico e quem o conhece sabe que ele nunca mais virá candidato a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES, sua terra natal, depois de sê-lo por quatro mandatos.

Vontade de voltar a ser prefeito cachoeirense, acredito, até existe, mas gato escaldado tem medo de água fria. Depois de duas derrotas para PT, um direta e outra indiretamente, com Glauber Coelho (PSB). Além do mais, ele está fora da geração instagram. É um ignorante digital que faz diferença nas eleições anteriores e futuras.

Ferraço, entrando no motivo específico dos motivos pelos quais não virá nunca mais candidato a prefeito, tem nomes: o governador Paulo Hartung (PMDB) e o seu filho, senador Ricardo Ferraço, também do PMDB, próximo de se mudar com mala e cuia para o PSDB. Tratos e distratos influem!

O governador, parece-me, só quer a ex-prefeita Norma Ayub (DEM), esposa de Ferraço, na Prefeitura de Itapemirim-Es, Município rico no litoral do sul do Estado. Para aí a cota do deputado. Seu filho não apoia a ideia do seu pai em se aventurar por Cachoeiro. Pode atrapalhá-lo a probabilidade de disputar o Governo do Estado ou a reeleição do Senado.

O “ferracismo” está na UTI e limitado em Cachoeiro. Não sobrou muito hoje das chamadas “viúvas” abandonadas. Sobre eleições do próximo ano, temos uns três fortes candidatos e outros “ratinhos” apenas atrás de um “queijinho”.

A idade biológica também conta para Ferraço, contra.

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Ferraço (E) vai se concentrar em apoiar sua esposa Norma a voltar à Prefeitura de Itapemirim e ajudar a administrá-la como no passado

Uma boiada para entrar na briga e duas para não sair dela

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