Presidente da BRK tem muito a explicar

 

Teresa Vernaglia
Tereza Vernaglia é a presidente da BRK Ambiental e responsável pela filial em Cachoeiro-ES

O processo da “compra” de 70% da parte acionária da Odebrecht Ambiental de Cachoeiro de Itapemirim, ES, a presidente da BRK ( acionista majoritária) tem muito a explicar sobre como se faz para comprar concessão em cima de um mesmo CNPJ, sem audiência pública, e sem o contrato da compra estar anexado ao processo concessionário.

Havendo CEI pela Câmara, a sociedade cachoeirense terá oportunidade de obter os esclarecimento até do critério do aumento das tarifas de água e esgoto. Troca de ofícios não adianta. O diretor Bruno Ravaglia, da filial de Cachoeiro-Es, por exemplo, não responde aos pedidos de informações.

Em Cachoeiro-ES essa caixa preta não foi aberta. Só ficam entre partes interessadas que sequenciaram, no mesmo modus operandis, escândalos pelo Brasil e mundo afora, revelados pela operação lava a Jato. Os serviços de água e saneamento básico, segundo pesquisas, estão reprovados pela população.

As ilegalidades da Odebrecht no ES

O funcionamento ilegal da Odebrecht em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo, além de ser uma máquina de financiamento eleitoral ilícito para políticos locais, tem sido uma afronta aos capixabas porque é evidente a omissão do Ministério Público e da Câmara de Vereadores, ante o escândalo nacional e até internacional da empresa.

O jornalista Toninho Carlos descobriu que a gestora de fundos canadense Brookfield comprou por R$ 2,8 bilhões 70% da Odebrecht Ambiental, braço do grupo Odebrecht , contudo de forma ilegal, além do mais os 30% pertencem ao fundo do FGTS dos trabalhadores, infringindo a lei 8987, descaradamente.

Algumas das ilegalidades:

1 – Desde da transição do SAAE, a Odebrecht utiliza o mesmo CNPJ da vencedora da licitação do grupo Águia Branca, passando por Citágua, Foz do Brasil, Odebrecht e, agora, BRK, uma forma explícita de burlar a lei, trepando novos proprietários em sucessões para não devolver a concessionário ao poder cedente como prevê a legislação;

2 – Nunca os concessionários realizaram audiência pública para esclarecer as sucessões e muito menos prestação de contas de suas ações milionárias. Nem o Ministério Público procedeu alguma auditoria ou investigação, muito menos a Câmara de vereadores, instituições apropriadas para o ato de fiscalização;

3 – Mesmo após a delação na Lava Jato do envolvimento dos “Gaviões” (prefeito, advogado e deputado) em recebimento de propina e Caixa Dois, nenhuma autoridade competente citada acima se indignou em abrir processo investigativo sobre a Odebrecht e seus crimes partindo de Cachoeiro de Itapemirim-ES.

4 – Em outubro de 2016 toda Impresa local, estadual e nacional divulgava a venda da Odebrecht para empresa canadense – sem audiência pública ou ampla publicidade- , apenas troca de ofícios entre o Prefeito Carlos Casteglione e o diretor Bruno Ravaglia;

5 – O crime se consolida quando mesmo depois de “vendida”, a Odebrecht Ambiental de Cachoeiro-ES, somente em 10 de de novembro – após finalizada a transação comercial – o prefeito Carlos Casteglione (PT) assina ato de anuência prévia para a troca acionária, em ato jurídico imperfeito;

6 – O pior, após insistência do jornalista Toninho Carlos, ele é informado em junho pela Agersa – Agência Reguladora – de que no processo tem cerca de 10 aditivos só beneficiando a empresa, inclusive ampliando em quase mais duas décadas , além dos 30 anos iniciais a concessão, e que o contrato de venda não existe nem em anexo, podendo aparecer após esta matéria.

Farta documentação com todas as possíveis ilegalidades e crimes foram protocoladas no Ministério Público de Cachoeiro-ES, inclusive com exemplos de outras cidades, em situações similares, que agiram diferente, negando anuência prévia para transação comercial da Odebrecht. A sociedade, sem conhecimento de tantos desmandos, geme com as tarifas altas de água e esgoto.

Jornalistas denunciam Odebrecht no ES

Os jornalistas Toninho Carlos e Jackson Rangel Vieira se unem para propor ações em conjunto com objetivo de não deixar passar indiferente as ilegalidades envolvendo a Odebrecht em Cachoeiro de Itapemirim, única unidade instalada no solo do Espírito Santo. Ela opera no mesmo modus operandis da sede nacional, denunciado pela Lava Jato.

A prova mais real foi a delação de um dos seus diretores de como funcionava a filial cachoeirense nas transações de Caixa 2 e propina, envolvendo o ex-prefeito Carlos Casteglione, o advogado José Irineu e o deputado Rodrigo Coelho, na época, todos do PT, chamados na lista de “Os Gaviões”.

Hoje, o parlamentar Rodrigo Coelho se encontra escondido no PDT para fugir do DNA defeituoso do PT. Segundo a delação, as conversas com o prefeito da época e com o advogado eram no sentido de recolher a propina para atender o plano de poder político do partido.

A Justiça na vala comum dos demais Poderes

A maioria das Comarcas do Espírito Santo está viciada. Os magistrados, exceções, em tabela com o Ministério Público, são retardados quando lhes convém e aplicam a lei pelas lagunas de forma pessoalizada e nada republicana.

A verdade que está sendo descortinada a bandidagem de toga denunciada pela ex-ministra Eliana de Calmon e, agora, o sistema vicioso do Judiciário se desmonda no vale de ossos secos juntamente com o Legislativo e o Executivo.

O curioso disso tudo que, com o desmonte da tese de Montesquieu, não existe quem fiscaliza quem, permitindo que o errado seja o certo e o certo seja o errado. Bandidos e mocinhos se mistura nessa nuvem negra sob o Brasil de iguais mais do que outros.

Como jornalista combativo aos corruptos, desde 18 anos, sou – na estatística – o mais perseguido no Estado.  O corrupto se safa e eu fico agarrado na judiação de juízes e promotores recalcados porque fazem pouco pela sociedade no combate à corrupção.

A verdade se verifica em números neste espiral da vergonha de ser brasileiro:

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Estou acumulando a tempo dossiê que já passa de 2 metros de altura sobre promotores e juízes que se aproveitam das ações de injúria, calúnia e difamação dos colarinhos brancos, orquestradas por grupos políticos e poder econômico,  que se valem do e expediente censurante para se safar em flagrante à luz do dia.

Ei de proceder a denúncia no tempo certo – estou amarando as pontas – e escrever um livro por tal desfaçardes. Ser condenado por “bandido de toca” me enobrece para deixar legado de envergonhar os verdugos.

Magno Malta compra seguidores e curtidas em redes sociais

Comprar seguidores, curtidas e visualizações em redes sociais não é crime. Várias empresas prestam serviços, principalmente, a artistas que necessitam divulgar ou potencializar seus trabalhos. Entretanto, quando um político busca esse serviço para se auto promover, a realidade conflita com o virtual.

O senador Magno Malta (PR-ES) em quase todas as postagens, em segundos, “viriliza”, contudo quando marca uma reunião, como recentemente, em Cachoeiro de Itapemirim-ES e Vitória, Capital, apresenta-se para grupo de “gato pingado”, mesmo com a presença de celebridades gospel, como pastor Silas Malafaia.

Para psicólogos ou estudiosos dessa necessidade de comprar seguidores e likes é um tipo de insegurança, ao mesmo tempo que se torna viciante, já que os números não podem despencar uma vez potencializados. Algumas “celebridades” da mídia se valem muito do recurso para serviços de agenciamento sexual.

Em síntese, o senador republicano que almeja ser candidato a vice na chapa presidencial do deputado Jair Bolsonaro (PEN) almeja ser mais “amado”pelos internautas e superestimar seu poder de influência que não é mais o de outrora  do primeiro mandato.  A realidade não falseada é bem mais dura.