Magno Malta como vice de Bolsonaro revela dois iguais na bandidagem política

 

maxresdefault
Bolsonaro e Magno: as más companhias corrompem os bons costumes

A entrevista recente do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSC) – ainda não validou sua saída do partido – , para emissora do Piauí, confirmando que Magno Malta (PR) será seu vice e com essa dobradinha, segundo suas declarações, “nem haverá segundo turno”, é estarrecedora. O republicano representa a escória e a imoralidade da política no ES.

Para muitos correligionários ou apoiadores da candidatura de Bolsonaro essa possibilidade pode significar o fim da progressão do chamado “Bolsomito”. Magno Malta tem antecedentes criminosos de recebedor de “propina” do então presidente José Carlos Gratz, atualmente preso. Lavava dinheiro, via cheques nominais do Banestes, na sua instituição Vem Viver, casa de recuperação de toxicômanos no município de Itapemirim-ES.

Bolsonaro, ao dizer que está “namorando” o senador capixaba, oriundo da Bahia, consegue no ápice da sua segunda colocação, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula (PT), levantar desconfiança sobre a marca de “político honesto”. Magno é conhecido nos bastidores do mercado político como destruidor de lares mesmo antes de assumir a cantora e a ex-deputada federal, Lauriete.

O senador é a personificação da imoralidade por todos os ângulos, principalmente pela captação de recursos advindos do Ministério dos Transportes desde seu primeiro mandato de senador, comandando o Denit-ES por anos. Ele é conhecido pela capacidade manipuladora forjada no seio evangélico para andar em todas os caminhos religiosos à semelhança do que se chama de “falso profeta”.

Com retórica afirmativa e metáforas, engana parte do povo capixaba e a nação brasileira. Ao convencer ou ser convencido por Jair Bolsonaro a formar dupla, ambos se revelam qualificados como aquilo que dizem combater: a imoralidade na velha política. Se mostram neste momento tão bandidos quanto os que desmoralizam o Brasil. “Canalhas, mil vezes canalhas…” se confirmada esta junção por osmose.

*PS: eu era Bolsonaro até essa entrevista e revelação de quem seria seu vice

Ex-gerente dos Correios de Marataízes é condenada por facilitar arrombamento da agência

loja_correios-5391401

O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) obteve a condenação da ex-gerente da agência dos Correios de Marataízes, no sul do Estado, Karla Andrea dos Santos, pelo crime de peculato. A Justiça determinou a pena de prisão de três anos e três meses, em regime inicialmente aberto, que foi convertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de multa no valor de 30 salários mínimos.

Karla valeu-se da condição de gerente da agência para facilitar seu arrombamento, na madrugada do dia 4 de fevereiro de 2014, e o roubo de um cofre com R$ 75.287,31. Mesmo não tendo participado diretamente no dia do crime, o MPF/ES conseguiu reunir provas que demonstraram sua coparticipação e a autoria do crime de peculato.

Entre as provas está o fato de que duas semanas antes do roubo Karla foi pessoalmente à casa de uma funcionária terceirizada, que atuava na limpeza da agência, e ofereceu R$ 5 mil para que ela participasse de um assalto.

Também foi apurado que a então gerente tentou modificar a cena do crime. Na manhã em que o roubo foi registrado, Karla pediu que um vigilante quebrasse uma porta de vidro, por onde os criminosos teriam entrado, mas não foi atendida por ele. Ela também foi vista limpando a maçaneta da mesma porta.

Preparação. Para entrar na agência, os responsáveis pelo roubo arrombaram uma porta de aço, e encontraram a porta de vidro, que dava acesso ao local do cofre, destrancada. No dia anterior ao crime, Karla foi a última pessoa a deixar a agência – sendo que ela deveria estar de férias, e não trabalhando – e, nesse mesmo dia, a gerente fez a conferência dos produtos da agência para passar ao seu substituto, porém, “se esqueceu” de realizar a conferência do valor existente dentro do cofre.

Ela afirmou, em depoimento, que, por um equívoco, programou o sistema de retardo da abertura do cofre para o dia 4 de fevereiro e não para o dia 3, que seria o correto. Esse “erro” da gerente propiciou que uma alta quantia em dinheiro estivesse no cofre exatamente no dia em que ele foi roubado.

O crime de peculato consiste na subtração ou desvio, de dinheiro público ou bens móveis, para proveito próprio ou alheio, por funcionário público que os administra ou guarda. O número do processo para consulta no site da Justiça Federal (www.jfes.jus.br) é 0000325-21.2014.4.02.5002.