Em política você tem de ter lado. Não há como servir a dois senhores. Trairá um

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Jonas Nogueira , de camisa amarela (D), efusivo, oportunisticamente

Se você ver o mesmo político em todos os espaços diferentes e de protagonistas adversários com a mesma desenvoltura, escreva sem errar: é um vagabundo político. Peregrino com desvio de conduta. Ele vai se decidir com juras de amor no momento em que um dos protagonistas estiver na frente ou vencendo.

O político sacana levanta a mão de um em um evento. Em outro, levanta a mão do adversário sem corar o rosto. Acha que vai ganhar simpatia de um jeito ou do outro, quando na verdade nada angariará com esse comportamento dúbio, safado e medíocre. Só vai chafurdar mais na lama.

Como jornalista já assisti , no decorrer dos anos, muito desses personagens insípidos, sem assessoria adequada e sem senso crítico. No momento, por perto, vejo o vice-prefeito de Cachoeiro-ES, Jonas Nogueira (PP), cumprindo essa “agenda institucional” muito sem noção.

Beija no rosto do ex-governador Renato Casagrande (PSB) e enfia a língua na boca do governador Paulo Hartung (PMDB), adversários. Não é fato isolado. É registro recorrente. Como papagaio de pirata está perfeito. Meu deputado federal é o cacete!

*PS: Significado desse ‘cacete”: Diz-se do indivíduo chato, aborrecido, desinteressante, que abusa da paciência.

Não existe Imprensa imparcial. Existe jornalismo mentiroso e mercantilista

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Nunca existiu Imprensa imparcial. Toda escrita tem seu lado e sua convicção. O que sempre existiu, em nome dessa pretensa imparcialidade, foi o jornalismo de conteúdo implícito com sua dosagem exagerada de interesses disfarçados nem sempre republicanos.

Para exemplificar: Um emissora católica não vai permitir um pastor evangélico pregar suas crenças nela e vice versa. É óbvio. A parcialidade vai defender os interesses de sua difusão conforme assentamento do nicho do seu público. Perfeitamente legítimo a relatividade da notícia. O que não pode é censurar Deus ou o Diabo.

O jornalismo moderno desmistifica essa falácia de Imprensa Imparcial. O jornalismo moderno é analítico e opinativo. O registro do fato é apêndice para ser decifrado, errado ou certo, aplicando hermenêutica e exegese, interpretando o fato para o leitor, ouvinte ou telespectador.

As redes sociais, por exemplo, acaba de vez com esse surrealismo. O internauta não é apenas expectador e nem pólo passivo de informado. Ele também é comunicador. Quanto aos tendenciosos ou mercantilistas, a credencial dos meios de comunicação se incube de separar o joio do trigo.

Engana-se quem quer ou está aquém da cultura, além de se submeter à imbecibilidade.