O mundo investiga Odebrecht e BRK, menos Cachoeiro de Itapemirim-ES


Enquanto a Câmara de Vereadores de Cachoeiro de Itapemirim-ES aprova modesta Comissão Especial para investigar possíveis irregularidades nos contratos da Odebrecht/BRK, em vez de uma CPI com poder de polícia, o mundo não poupa a corporação por fraudes. Na cidade cachoeirense a empresa é pura, sem uma investigação sequer por parte das autoridades competentes.

A vereadora Renata Fiório (PSD) deve se sentir aliviada por presidir uma CE – para inglês ver –  e sem muito trabalho, aguardando relatórios oficiais e, provavelmente maquiados, escamoteando os crimes já auditados no Brasil e no mundo. A parlamentar é conhecida por se dizer representante das corporações e elites econômicas em seu próprios pronunciamentos.

No mundo é assim:

Odebrecht e Braskem pagarão R$ 6,9 bi a Brasil, EUA e Suíça

A Odebrecht e a Braskem anunciaram nesta quarta-feira que assinaram acordos pelos quais se comprometeram a pagar, em conjunto, R$ 6,9 bilhões em multas e indenizações aos governos de Brasil, Estados Unidos, e Suíça no âmbito da operação Lava Jato.

Foto: Newton Menezes / Futura Press

O valor, segundo o Ministério Público Federal brasileiro (MPF), é o maior da história em todo o mundo a ser pago em um caso de corrupção.

 Pelo acordo, as duas empresas se comprometeram a revelar os fatos ilícitos que praticaram no Brasil e no exterior e assumiram sua responsabilidade por terem violado as leis anticorrupção nos três países.

“Colaboração das empresas revela vasto caso de corrupção, nacional e internacional; considerados conjuntamente, os valores devolvidos são recorde mundial em termos monetários”, disse o MPF em comunicado.

A Odebrecht tinha anunciado um acordo de colaboração judicial em 1º de dezembro por um valor ligeiramente inferior, mas a soma foi “elevada e atualizada” após as negociações entre os três países para estabelecer o valor a ser pago, disse à Agência Efe um porta-voz da empresa.

A construtora se comprometeu a pagar individualmente R$ 3,828 bilhões, sendo a maior parte para os cofres públicos brasileiros. A cifra será quitada ao longo de 23 anos, e a dívida será atualizada anualmente segundo a inflação por meio do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Já a Braskem pagará R$ 3,131 bilhões no total, dos quais R$ 2,3 bilhões ficarão no Brasil.

Por sua vez, a Suíça receberá 211,5 milhões de francos suíços (US$ 206,5 milhões) para escavar as cerca de 60 investigações abertas pelo Ministério Público do país desde 2014 contra o grupo brasileiro.

Os acordos de leniência foram assinados com o Ministério Público brasileiro, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Procuradoria Geral da Suíça, e visam, segundo a Odebrecht, a “resolução da investigação sobre a participação da empresa na realização de atos ilícitos praticados em benefício das empresas pertencentes ao grupo econômico.”

De acordo com a construtora, ao calcular a multa, as autoridades dos três países já levaram em conta a “plena cooperação com as investigações e as amplas medidas de remediação adotadas pela Odebrecht para corrigir eventuais falhas de conformidade”.

Publicado por

Jackson Rangel

Jackson Rangel Vieira, brasileiro, natural de Guaçui, Espírito Santo, com raiz em Cachoeiro de Itapemirim. Jornalista, nascido em 1963, combativo, responsável por produção de notícias e artigos. Analista político. Evangelista. Advogado, casado com Cristiane Feu Rangel Vieira. Dois filhos: Jackson Rangel Vieira Júnior e Nayara Tristão Vieira. A Bíblia é sua regra de conduta e fé.

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