Não precisa ser nenhum vidente. Norma Ayub volta a ser prefeita de Itapemirim-ES em 2020 pela fraca liderança local

1-IMG_8251
Norma Ayub só não será prefeita novamente em 2020 se não quiser

A deputada federal Norma Ayub (DEM) tem o quebra-mola das eleições deste ano. Entretando, pela ausência de liderança decente e necessidade do povo, ela que já foi prefeita de Itapemirim-ES, voltará de forma triunfal de volta ao comando executivo daquela Prefeitura.

Os dois maiores cabos eleitorais serão seus algozes nas eleições de 2016, a dupla Luciano de Paiva (PROS), afastado como quadrilheiro pelo Tribunal de Justiça, e seu vice e interino Thiago Peçanha (PSDB), que quase sofreu o impeachment ano passado e faz uma gestão impopular.

As maiores mudanças realizadas naquele Município são de autoria da então prefeita, destacando obras de infraestrutura em Itaóca e Itaipava, maiores centros, e os trabalhos sociais nas comunidades carentes. Norma perdeu a reeleição porque importou quase todo secretariado.

O prefeito interino é visto pelo mercado político como um “crianção” sem palavra, que não cumpre promessas, além da sua insegurança de administrar. Na verdade, Thiago Peçanha parece não saber o que fazer com seu direito discricionário de governar. Pode não chegar ao final do mandato.

Judiciário pratica meritocracia hereditária. Filhas neófitas de ministros podem ser desembargadoras

2952625_orig (1)

Marianna Fux, 32, filha do ministro do STF Luiz Fux, é, para o governador do Rio, Sérgio Cabral, “respeitada e brilhante”.

Para Ophir Cavalcante, ex-presidente da OAB, o currículo de Letícia Mello, filha do ministro do STF Marco Aurélio de Mello, “impressiona”. Luis Roberto Barroso, o mais novo ministro do STF, exaltou as qualidades da mesma em carta enviada a desembargadores do TRF da 2ª Região.

A despeito de inexperientes, tendo poucos anos de advocacia, as duas são as mais cotadas para o preenchimento de vagas para o cargo de desembargador, no Rio de Janeiro, que inclui salário de mais de R$25.000,00 e regalias como gabinete de assessores, carro oficial, entre outros.

Segundo a Folha de S. Paulo, o ministro Marco Aurélio de Mello procurou desembargadores para tratar da indicação da filha, em lista tríplice, para o cargo. Sua filha não tem cursos de pós-gradução, formou-se em uma universidade pouco prestigiada e, no TJ do Rio, há menção a apenas cinco processos em que teria atuado. Em defesa, Marco Aurélio afirmou: “É pecado (a indicação)? É justo que nossos filhos tenham de optar por uma vida de monge?”.

Em contrapartida, Marianna Fux é formada há mais tempo, mas não apresenta nem mesmo uma pós-graduação, apenas curso de extensão universitária de quatro meses. Teria atuado em apenas seis processos no Rio, sendo um sobre extravio de bagagem.

Os casos despertaram acusações de nepotismo e imoralidade no judiciário. Para o advogado Marco Beckmann, “Acreditar que essas senhoras seriam indicadas se não fossem filhas de quem são é digno de riso. Há advogados com pós-doutorado, décadas de experiência e nome reconhecido no meio jurídico que jamais foram”.

FONTE: JUSBRASIL