“A máfia do guincho quer voltar com permissão do Detran”, Enivaldo dos Anjos

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Deputado Enivaldo dos Anjos denuncia volta da “Máfia do Guincho” pelo Detran

O deputado estadual Enivaldo dos Anjos (PSD) manifestou nesta sexta-feira (12) indignação com o anúncio do Detran de que, a partir da próxima segunda-feira (15), os guinchos voltarão a atuar no Estado, rebocando e levando carros para pátios do órgão e também arrendados. Para Enivaldo, só há uma resposta para isso: “É a máfia do guincho que quer voltar a agir, agora, com a permissão do Detran”.

O parlamentar, que preside na Assembleia Legislativa a Comissão Parlamentar de Inquérito denominada “CPI da Máfia do Guincho”, salientou, entretanto, que, assim que voltarem do recesso, os deputados do colegiado se reunirão para enfrentar a situação.
“Posso garantir ao povo capixaba que não daremos descanso a essa gente.

Eles se aproveitaram do fato de o Legislativo estar em recesso para criar essa situação. O Detran está conivente com uma organização criminosa e se colocando contra o povo capixaba, mas formaremos trincheira na Assembleia. Se é guerra o que eles querem, é guerra o que vão ter, porque eu combato o bom combate”, disse Enivaldo.

O parlamentar lembrou que, antes da constituição da CPI da Máfia do Guincho, havia um conluio entre donos de guinchos, de pátios e agentes públicos para explorar o capixaba: “Com a atuação da CPI, demonstramos para a sociedade que havia uma quadrilha por trás disso tudo e conseguimos desarticulá-la, mas eis que, agora, eles estão de volta. A máfia não dorme, mas pode estar certa de que nem eu e nem os demais deputados da CPI também não dormimos. Estamos sempre vigilante”.

Enivaldo assegurou que nos primeiros dias de fevereiro vai convocar o diretor de Habilitação e Veículos do Detran, José Eduardo de Souza Oliveira, para comparecer à CPI, e que, se preciso for, sairá em diligência com os demais membros da Comissão para “enfrentar essa máfia nas ruas”.

Do ponto de vista político, o deputado, que faz parte da base do Governo na Assembleia Legislativa, disse que “essa atitude do Detran pode causar dificuldades para o Governo no parlamento neste ano de eleição” e acrescentou estranhar a atitude da autarquia justamente na semana em que o Diário do Judiciário publicou a sentença condenatória contra oficiais da Polícia Militar e a Associação dos Servidores Policiais Militares do Batalhão de Polícia de Trânsito (Assetran).

“Passaram-se dois anos e sete meses desde que o juiz de primeiro grau (Jorge Henrique Vale dos Santos, hoje desembargador) prolatou a sentença condenatória, e somente agora o Diário do Judiciário publicou a decisão. Nela, quatro coronéis são condenados, sendo que para dois deles a sentença prevê a expulsão dos quadros da Polícia Militar. É estranho, e espero que o governador veja isso, que o Detran afronte a Justiça dando espaço para uma organização criminosa agir no Estado”, finalizou Enivaldo.

No País das bundas, enquanto o caos persiste, Carnaval significa o escárnio

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A bunda brasileira no Carnaval significará o País de merda que está sendo

Nenhum País em crise que se preze promove cultura com feriados prolongados em nome da tradição. Várias cidades do Brasil cancelaram festas no ano de 2017 por conta da crise econômica que se encontra, ainda, na UTI.

Além do encontro de contas dar negativo entre fomentação de turismo e investimento  público na festa de fantasia,  a produtividade do País é comprometida. Este ano serão nove feriados prolongados, sem mencionar os paroquianos municipais.

O povo, de modo geral, é principal culpado pela dispersão e conivência dessa discrepância financiada com dinheiro público, pois prefere rebolar endividados ou aproveitar o feriado junto com os credores em algum balneário.

Só para se ter ideia, o Rio de Janeiro, o Estado do melhor carnaval do mundo, está quebrado pela corrupção. As escolas de samba estão conclamando colaboradores para terminar fantasias e musas desistindo de desfilar. Em todo Brasil a situação é análoga.

Quem está crise não pode oferecer banquete. Não é momento para mostrar ao mundo a abundância de bundas e muito menos alegria em momento de se lamentar.

 

Não reeleger e não votar em quem tem mandato a cumprir é sinal de renovação

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Já que o Congresso Nacional do Brasil não teve coragem de fazer ampla reforma política para melhor e deputar o sistema eleitoral, o povo poderá, indiretamente, produzir o efeito nas urnas almejado: renovação da classe política, com o fim do ciclo vicioso.

A melhor ideia e que se espalha pelo Brasil afora é a não reeleição e o movimento para que não se vote em quem tem matado por cumprir até 2020, evitando de uma eleição servir apenas para trampolim de outra, traindo os eleitores de forma covarde.

Outra reforma informal, que o o prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES, Victor Coelho, serve de referência, é o Executivo não convidar e nem nomear mandatário para ser secretário, abrindo vaga para suplente de forma acintosa com objetivos escusos.

No caso, o não chamamento de políticos eleitos para assumiram postos no Executivo, em todas as esferas – municipal, estadual e federal – eliminaria o fisiologismo, ou negociatas de balcão entre partidos políticos a pretexto de construção “de alianças da base”.