A eleição das redes sociais que surpreendeu candidatos analógicos

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As eleições de 2018 estão sendo impactantes e surpreendentes em vários vertentes comparadas aos pleitos passados. Tempo de televisão é irrelevante e dinheiro não garante segurança de vaga.

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), o Trump brasileiro, construiu sua imagem quase toda ela na plataforma das mídias sociais, com apenas 8 segundos de televisão e sem nenhuma aliança partidária.

No Espírito Santo, assim como outros Estados da Federação, os candidatos analógicos, mesmo com cheio do fundo partidário, perderam e alguns vexaminosamente, como os casos dos senadores Magno Malta (PR) e Ricardo Ferraço (PSDB).

Algum até imaginava que o senador republicano navegava bem nas redes sociais com milhares e milhões de seguidores e curtidas, entretanto, sem efeito prático quando as redes são habitadas por reações orgânicas compradas.

O único político analógico capixaba que sobrevive pelo instinto de animal nessa fauna é o deputado estadual reeleito Theodorico Ferraço (DEM) desde os anos 60. Ele não deve ter nem conta no tiwtter e nem foi apresentado ao instagram.

Sem recursos, os candidatos eleitos a governador, Renato Casagrande (PSB), e ao senado, neófitos, Fabiano Contarato (REDE) e Marco Do Val (PPS), aniquilaram as velhas lideranças que se descuidaram em navegar com melhor conteúdo nessas águas virtuais.

Essas eleições provaram uma nova forma de política em curso, aonde a internet forma opinião em intensidade sem medição daqui em diante. Quem se descuidar do marketing digital, ainda que tenham plataforma de dinheiro, está fadado ao fracasso.

Efeito colateral nas eleições gerais para a governança socialista de Cachoeiro-ES

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O resultado das eleições gerais de 2018 deixou recado agudo para o núcleo político da governança de Cachoeiro-ES, considerando ainda a votação do governador eleito Renato Casagrande abaixo da média geral no Espírito Santo em confronto contra Manato (PSL). A Prefeitura é a maior conquistada do PSB nas eleições de 2016.

O núcleo politico do prefeito Victor Coelho (PSB) empreendeu esforço, mas fracassou em eleger o candidato a deputado federal Dedé Di Jesus (PSB) e o vereador Alexandre Bastos (PSB), candidato a deputado estadual. Fracassou na tarefa porque se baseou em leituras equivocadas do atores e dos momentos criados pelo quadro eleitoral, aonde a gestão tem cerca de 60% de reprovação.

O retrato do futuro é mais assustador para os articuladores políticos do Palácio Bernardino. O vice-prefeito, Jonas Nogueira (PP), obteve uma votação além da esperada, quase 17 mil votos. O pepista é divorciado do modo de operar da gestão municipal e será o provável adversário político à sucessão do prefeito Victor Coelho.

Para piorar, o casal Ferraço (Theodorico e Norma) foram eleitos com folga, ele para deputado estadual, reeleição, e ela para deputada federal, também reeleição. Com isso, cria-se forças aspirais que vão sufocando os interesses políticos dos socialistas na terra de Roberto Carlos.