Miriam Leitão tem praticado um jornalismo “porco”

Miriam Leitão

Fui surpreendido hoje, dia 17, com o comentário da jornalista capixaba na Rede Globo, Miram Leitão, fazendo paralelo estapafúrdio e, supostamente, encomendado, entre o ex-governador Paulo Hartung (sem partido) e o atual Chefe do Executivo, Renato Casagrande (PSB).

Com aquela voz robótica – que às vezes dá boot – , ela teve a coragem de definir o que considera bom e mau gestor, citando o Espírito Santo. Exaltando o ex-governador Paulo Hartung, pela nota “A” nas finanças públicas, em ato contínuo desanca o socialista Casagrande.

Ela disse que a lei de anistia dos PMs e a reintegração dos mesmos com salários repostos é o exemplo de gestão temerária e do mau gestor, numa referência clara ao governador Renato Casagrande que se destacou na governo anterior como o melhor executivo na Segurança Pública.

Foi de amargar assistir a jornalista, que já presta serviços de opinião positiva ao ex-governador Paulo Hartung há décadas, por assim, então, analisa-se a prática de um jornalismo “porco”, impuro, manchado e mercantilista. A colega está em fim de carreira, quase parecendo caquética.

Depois daquele episódio bizarro e da desmoralização em que foi submetida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), deixando-a em semelhança com ritualistas mediúnicas, Miriam Leitão deveria fazer auto-crítica e parar de utilizar seu CNPJ com fins de exaltar o ridículo e atacar o que nada sabe.

Medo de “pular” o Carnaval para se solidarizar com os “aleijados”

As máscaras dos foliões simbolizam o esquecimento da realidade em troca de um trecho de fantasia de um mundo irreal em que o grito não é de alegria, mas de dor

Entre o dia primeiro e seis de março acontecerá a Festa do Carnaval no Brasil. Uma tradição de origem religiosa que encobre a nefasta realidade de milhões de “aleijados” impedidos do direito à dignidade.

Mesmos os incautos, muito mais estes, são sugestionados anos pós anos a se dopar para esquecerem a vida de gueto, assim como um viciado em busca do seu vício para fugir da cruel realidade em que vive.

Poucos governantes têm coragem de pausar a tradição enquanto houver fila da morte nos hospitais ou unidades de saúde bem como moribundos desempregados levando o corpo arrastado sem espírito para a rendição.

São bilhões em gastos por todo o País. Do presidente ao prefeito, ninguém se importa com esse paralelo dimensional antagônico. Pular Carnaval e externar alegria em cantos, com fantasias milionárias, é um escarro na sociedade marginalizada e usurpada nos seus direitos básicos.

A alegria efêmera proporcionada nesses dias não pode ser um valor incondicional superior ao conceito da vida e suas necessidades. O Carnaval, a julgar pela sua origem, deveria ser efeito de um sacrifício em memória do livramento do homem da morte pela morte de outro Homem.

Entretanto, no período do Carnaval é quando ocorrem os excessos, mortes e atrocidades, sem nenhum vínculo humanista ou espiritualista. É a comemoração da desgraça no primitivismo antropofágico sob a licença da covardia dos outorgados que deveriam cuidar de sua gente.