PH vem a governador ou a nada

São Paulo, SP,Paulo César Hartung Gomes. Foto Antonio Milena

Tenho acompanhado a política capixaba há quatro décadas. Nada me surpreende e alguns padrões são cíclicos como as crenças lunares com efeito do destino. Nunca o que parece é na política eleitoral. No Espírito Santo não foge à regra, nem mesmo no processo repetitivo de alguns atores.

No momento, quando se aproxima a abertura partidária (mudanças e definições de políticos pelos partidos que vão escolher para disputar as eleições), o ex-governador Paulo Hartung (sem partido) neste exato momento, gosta de mexer com o tabuleiro eleitoral, sempre protegendo a rainha com os peões.

PH, como ficou conhecido, tem agido nos bastidores com um grupo de políticos mais próximos de sua agenda centrista. Movimenta suas redes sociais, diariamente, no Instagram e no Twitter, e semanalmente no seu escritório politico em Vitória com agenda bem concorrida.

Ao mesmo tempo em que passa a impressão de permanecer no cenário nacional, seus tentáculos estão voltados para o Espírito Santo, principalmente à medida em não se estabelece com consistência um líder do centro empolgante. Ele não quer figurar ao lado de Lula e nem de Bosonaro. Sua habilidade camaleônica está com dificuldade disso.

Paulo Hartung, para encerrar, pequena análise, na minha modesta opinião: ou virá candidato a governador se o atual estiver em descendência, com pesquisa confirmatória até abril, sendo que seu destino partidário está muito próximo do PSD de Kassab e de Neucimar Fraga (ES). Ou não vem a nada. Arriscar perder o senado para Magno Malta (PL) seria fim de carreira melancólico. Esta possibilidade deixa mais evidente as duas primeiras alternativas.

Essa história de candidato a presidente da República pelo PSD é interessante, porém, mais um factoide

Amaldiçoou o governador e sua trupe

São 1h35 da madrugada do dia 19 de fevereiro. Está escrito na Palavra Sagrada que a Vingança é de Deus. Tipo, deixa pra lá, nas mãos do criador, o Juiz infalível com sentenças e decisões irrecorríveis. Contudo a maldição pode ser proferida pelo homem na sua incapacidade de lidar com sua imperfeição e com injustiças.

No mesmo piso desse inferno na superfície da atmosfera e mesmo além, alguns altivos seres humanos evitam amaldiçoar o próximo como proteção do princípio divino de amá-lo. Porém, tem quem ame até os inimigos, mas não os inimigos perversos e pervertidos, cruéis na excessiva força de fazer o mal, longe da conversão.

Eu respeito o Criador e submeto-me aos ensinamentos de Jesus, entretanto vou me permitir invocar qualquer maldição que recaia sobre o governador Renato Casagrande (PSB); seu braços direito Tyago Hoffmann; sua Advogada Luciana Andrade; o invertebrado Weidson Ferreira; o prefeito de Cachoeiro-ES, o ventrículo Victor Coelho; e os comparsas.

Essas pessoas terão mortes com deprimentes; fim de muita dor; e uma vida miserável pela utilização de ferramentas preparadas contra mim e minha família de modo covarde, ignorando a força de nossa dignidade e honra. Amaldiçoados sejam todos eles. Eu assistirei, nesta vida, como implorarão por morrer, morte sem sorte. São vermes! Suas tendas vão ser lares de dores intermináveis a partir de agora.

Sejam consumidos pela escuridão de suas almas, pelos assombros dos espectros invisíveis e trituradores de carnes trêmulas. A vingança é de Deus e a paga nesta terra que se derrete entre em erupção, desfragmentando a arrogância e orgulho dessa gente que são adoradores da mentira e discípulos de Adikia.

Eu amaldiçoo todos eles e todos que estão com eles contra a minha casa e a minha família. Amaldiçoados sejam! Que a vingança de Deus venha antes do agouro aqui lançado. Não adianta mais orar por eles. São opositores declarados do Espírito Santo, cujo pecado não tem perdão. Mexeram com a pessoa errada, predestinada. Se rirem, apodreçam!

Alguém cético dirá: eu não acredito na ousadia deste jornalista! Pois creia! E aos que se opõem, viajam para o mesmo destino, porquanto já vi muitos passarem diante dos meus olhos os olhos esbugalhados e sem vida.

A madrugada dos pensamentos

São 00h30 da madrugada do dia 12 de fevereiro. Estou com uma vazio no coração. Seria desumano não senti-lo. Uma melancolia rara em momento de pausa numa guerra entre mundos: interior versus exterior. Sempre fui uma nascente de múltiplos sentimentos. Parabenizo a mim por por me equilibrar nesse paralelismo.

Não é fácil explicar o vácuo com palavras escritas e nem faladas. Acredito ser um espécie de falta de expectativa por tudo vivido, empurrando-me para uma falta de interesse motivador. Como se houvesse um bloqueio, um tipo de limite por me considerar um dinossauro a espera da extinção.

Tenho levantado cansado. Tenho tentado descansar à beira de levantar. Um ciclo de lutas repetidas. Com percepção aguçada. Discernimento aprimorado, custa-me caro, com dores, antecipar-me aos fatos e tentar ingerência sem ser convidado a isto pelas pessoas ao meu entorno. Com isso, decepciono. Assusto!

São poucos os seres viventes que me conhecem. A minha mãe não conta. Ela sabe quem sou desde o seu ventre. A meditação solitária sempre me foi aprazível. Conheci-me bem assim. Olhando-me para dentro. Orgulho-me desse estilo de construção. Faz-me forte além dos que me mensuram nesse quesito. Sou quem sou e gosto de sê-lo.

Enquanto muitos se matam em ter para ser, desde criança nunca sonhei em obter coisas como referência humanista. Sei viver com nada, com pouco e com muito, assim como também se descreve o apóstolo São Paulo. Nos meus textos, sempre faço referência espiritual. Sabe por quê? Sou holístico e não tenho vergonha do meu Deus. Por hoje basta!

O meu vazio é um cisco no oceano de infinitos preenchimentos transbordantes. Acompanha-me se não for prejudicial à sua saúde.

O sistema sob controle demoníaco

São 4h55 da madrugada do dia 10 de fevereiro. Nos meus 40 anos de jornalismo, lutando contra injustiças de toda ordem com indignação que me é peculiar, concluo que o sistema de controle da sociedade na vastidão da humanidade está possuída pelo principado infernal e suas legiões de demônios.

A estratégia de ataque aos seres humanos que nascem bons e se transformam monstruosos é a de produzir lavagem cerebral com dinheiro e poder, deformando caráter e extirpando quaisquer indícios de bondade. Essa possessão se expressa com sinais, aparentemente, normais: manipulação do livre arbítrio.

Têm pessoas ao sol do dia falando sozinhas. Outras entram no espiral da depressão e não conseguem sair nunca mais. Gente religiosos caçando semelhantes para hierarquizar virtudes em comparação destrutiva. A vida como está cheia de gatilhos, um campo de minas explosivas. O bem não está vencendo o mal. Difícil de escrever isto.

As doenças mentais somadas com ações cruéis formam um ciclo de maldade sem precedentes. Agentes desses sepulcros estão em posições privilegiada, ditadores e vassalos com a mesma essência de aniquilar os valores nobres um dia conhecidos pelos primitivos homens e mulheres na alegria de gerar família e clãs sob as ordens de Deus.

No momento, está tudo fora de controle. Lembra um pouco o filme “Iluminado” em que a loucura vai se estabelecendo aos poucos até conseguir completar o coliseu da tragédia sob aplausos dos seus principados.

O recomeço sempre fortalece mais

São 2h32 de 7 de fevereiro. Assistindo uma séria sobre zumbis japoneses teens. Para minha idade, um besteirol para entreter a mente das preocupações reais de daqui a pouco. Sinto-me protetor de mim mesmo, único capaz de fazer mal ou bem, de verdade, à minha carne e alma Os demais açoites, por outras mãos, produzem apenas feridas superficiais.

Temo pela minha lucidez. Precisa permanecer intacta. Trabalho com a razão sustentado pelo imponderável. Com as chuvas que caem sempre no mesmo lugar, faz-me lembrar de uma frase do dramaturgo alemão Eugen Bertholt Friedrich Brecht: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.”

A citação acima serve como uma metáfora para definir o governante de minha cidade. Culpa-se o temporal, mas ele esquece de desentupir os bueiros; criar pontos de alagamentos inteligentes; e construir galerias cortando os morros até às bocas do Rio Itapemirim que carece de desassoreamento urgente. Mas, essas medidas não são para frouxos.

No momento não chove. Choverá em breve e não é bom presságio, nenhuma brisa, porque a cidade da atualidade se afoga até dentro de um balde d’água. Como as águas não têm para aonde fugir, vão levando o que podem levar. As chuvas se transformaram em maldição por preguiça de quem não sabe cuidar de sua gente, transformando benção em maldição.

Dediquei muito deste riscado sobre as águas. 70% do nosso corpo é água, talvez, por isso! Como imã precisamos desses pingos e até do barulho do granizo, quando não se tem um idiota incapaz de captá-los para abastecer de esperança tanto o homem do campo, como o selvagem urbano. Obriga-nos a deslizar na lama até cair.

Os Incas. Os Maias. Os Astecas. Civilizações antigas que dão aulas de engenharia e arquiteturas para adaptar-se a todas as estações, são pura inspiração. Linda essa conjugação da sociedade com a natureza quando a humanidade respeita esse pacto desde do arco-íris dos tempos pós-dilúvio de Noé. Não sabemos construir arca.

As chuvas têm me empurrado a ser mais forte, melhor em tudo enquanto represada pela malignidade. Daqui algumas horas já tenho de pegar meu barquinho e remar até ao outro lado do lago. Sempre fui um sobrevivente. Espero encontrar abrigo e socorro bem presente. Não tem problema. Bebo a água da esquecida nas folhas.

Se o homem não sabe lidar com um temporal, principalmente os pusilânimes, sua existência é vã, pois, provavelmente, a qualquer instante, não teremos como escapar quando o céu cuspir fogo.