Afinal, quem é normal?

São 2h19 da manhã do dia 05 de maio de 2022. Horário da primeira teclada. Pois bem! Há muita confusão no mundo de antes, de agora, e também no porvir. Afinal, existem seres racionais e irracionais andando por aí! As regras para estabelecer algum controle moral e ético pela perspectivas de seus autores, ao meu ver, limitam o expansionismo mental.

Essa limitação behaviorista, de observar os elementos subjetivos, contribui para o avanço das maiores idiotices comportamentais. O sistema está à beira da implosão. As pessoas estão em um campo de perguntar-se: “sou normal? Por qual parâmetro? Qual a referência digna de confiabilidade para ofertar um diagnóstico por conta dessa histeria coletiva.

A saúde mental é negligenciada em toda organização cultural que se pode ter notícia. Cuida-se do corpo muito mais por exigência dessa loucura em chegar ao ápice narcisista como modo de aceitação e inclusão nesse hospício chamada mundo. A religião e a psiquiatria são irmãs siameses captadoras de lóbulos adoentados que internam pacientes em prisão eterna. Prometem a cura, a normalidade, o padrão aceitável. Você que chegou até aqui lendo este texto é normal?

Uma pessoa normal, pelo meu olhar, é aquela que ama o próximo – independente da expressão ser religiosa – Quando se importa mais com o outro do que consigo mesmo, então, deduz-se que esse eu empático está muito adiante do que a maioria sobre compreender o significado da conexão de todos os fragmentos do espaço e do tempo como um só elemento regente fora da caixa de pandora.

Entendeu? Se entendeu, você é normal!