Afinal, quem é normal?

São 2h19 da manhã do dia 05 de maio de 2022. Horário da primeira teclada. Pois bem! Há muita confusão no mundo de antes, de agora, e também no porvir. Afinal, existem seres racionais e irracionais andando por aí! As regras para estabelecer algum controle moral e ético pela perspectivas de seus autores, ao meu ver, limitam o expansionismo mental.

Essa limitação behaviorista, de observar os elementos subjetivos, contribui para o avanço das maiores idiotices comportamentais. O sistema está à beira da implosão. As pessoas estão em um campo de perguntar-se: “sou normal? Por qual parâmetro? Qual a referência digna de confiabilidade para ofertar um diagnóstico por conta dessa histeria coletiva.

A saúde mental é negligenciada em toda organização cultural que se pode ter notícia. Cuida-se do corpo muito mais por exigência dessa loucura em chegar ao ápice narcisista como modo de aceitação e inclusão nesse hospício chamada mundo. A religião e a psiquiatria são irmãs siameses captadoras de lóbulos adoentados que internam pacientes em prisão eterna. Prometem a cura, a normalidade, o padrão aceitável. Você que chegou até aqui lendo este texto é normal?

Uma pessoa normal, pelo meu olhar, é aquela que ama o próximo – independente da expressão ser religiosa – Quando se importa mais com o outro do que consigo mesmo, então, deduz-se que esse eu empático está muito adiante do que a maioria sobre compreender o significado da conexão de todos os fragmentos do espaço e do tempo como um só elemento regente fora da caixa de pandora.

Entendeu? Se entendeu, você é normal!

Itapemirim-ES tem o “Doutor do Povo”

Zé Lima é a esperança de grande parte da população para acabar com a “maldição” dos doutores na cidade de Itapemirim

O prefeito de Itapemirim, ES, Zé Lima, tem um mês para ser eleito o “Doutor do Povo” e quebrar a maldição de quase duas décadas governadas por médicos desastrados na governança pública. Agora, mais um médico, o terceiro, Doutor Antônio, é o herdeiro dessa continuidade, incrivelmente, escrita com muitos escândalos pelos antecessores da sua classe.

Lá na terra imperial, por onde andou Dom Pedro II, um homem comum, que após 32 anos militando na política, conseguiu na última eleição eleger-se vereador e se tornar presidente do Legislativo. A cassação do prefeito, outro doutor, Thiago Peçanha, empurrou a gestão da cidade litorânea para o Zé Lima, já chamado de “Doutor do Povo”.

O homem simples, trabalhador, pode dar um corte no tempo, impondo uma nova geração e inovadora na política itapemirinense. Sem medalhões ao seu lado que gostam de mandar nos políticos e na politicagem local, Zé Lima anuncia uma máquina comandada por cabeças brilhantes da terra nativa (nada de importação de centenas de servidores) que conhecem cada rua, cada bairro nas áreas rurais e urbanas.

Zé Lima, até ontem um vereador que não almejava ser prefeito, hoje, simpatizantes e correligionários, o eleitorado, clamam por uma nova realidade, mais desenvolvimentista preferenciando a inovação sustentável. Esse povo podem lhe auferir o diploma de “Doutor do Povo”.

Os gritos estão aumentando o tom como um “chega de médicos” fazendo experimento com a população, vítima do caos produzido pelos homens de jaleco branco, inclusive, desertores da Saúde e dos hospitais carentes de profissionais.

Está nascendo o “Doutor do Povo”. Dia 5 de junho, ele poderá receber o seu diploma e tratar das pessoas ao invés das coisas.

Zé Lima já recebe a alcunha de “Doutor do Povo”

A dúvida do existir

Penso que a maioria dos quase 8 bilhões de pessoas não exerce suas funções plenas em direção à vontade de viver. Apenas, resiste e tem medo do antagonismo, a morte. É diferente entre a satisfação pela vida e a insegurança e a dúvida sobre o além do último respiro.

Os mais corajosos se matam, mesmo sendo chamados de covardes. Os medianos preferem não ousar a tanto ainda que já perderam o sentido e o entusiasmo de existir pelos corredores dos múltiplos sentimentos vagantes dentro de si, sem compreender o propósito.

Não tenho dúvida que a melhor fase do tempo, com raras exceções, era o da irresponsabilidade juvenil, cujos medos se limitavam a lendas urbanas e contos dos pais para disciplinar alguns impulsos fora da tradição. A inocência é bela, espetacular!

A linha do tempo adulta foi se tornando um sacrifício, por vezes, sem margens racionais. Há uma degeneração moral. O hábito vicia e mata até a lembrança do primeiro arrependimento. Tudo fica comum, normal. Exala uma sensação do fim de limite. Viu, ouviu, tocou, cheirou e degustou o mal e o bem em toda sua forma. Seria como voltar ao Paraíso após o diálogo com a serpente.

A vontade de viver perde para o medo da morte. Por isso, a resistência. O desconhecido apavora. Logo, a falta de empatia para uma geração inumana progressiva para o estágio animalesco, instintivo. O ponto: uma espécie mata a sua espécie por um celular como um tipo de regresso à caverna de Platão.

Quando morrer é viver

São 5h00 da manhã do dia 07 de abril de 2022. Eu pensava que dormir era uma perda de tempo, um estado de morte com respiro. A medicina diz ao contrário. A necessidade de dormir é obrigatória. Bem! existem muitas pessoas que sofrem da síndrome do drácula.

Os pensamentos noturnos, em geral, são inspiradores para enxergar a vida mais triste pelo acordar com a inerente responsabilidade de compromissos e responsabilidade. Alguns chamam isto de ansiedade, estresse, depressão e causas assemelhadas de dormir acordado.

Dormir é estar morto para o otimista. Para o pessimista, o viver é a própria vontade de morrer. No meu caso, sempre fui noturno. Se andar comigo, pode acordar de cabeça para baixo. A fina flor do auto conhecer, acho, acontece na solidão da noite para a madrugada até ao amanhecer.

Quando o HD está cheio é preciso descarregar em outra mente. Essa transferência não é fácil. Entornar suas emoções e sentimentos, parte, só um transplante tridimensional ainda não descoberto. Logo, você sente que o limite é o fim da missão, da jornada, sem mais destino.

Por isso, não dá para julgar como atitude covarde aquele (a) que desiste de dormir e acorda. Quando a repetição das luas e dos dias são rotinas de um ser sem perspectiva, então, de fato, morrer é viver na passagem para a linha infinita do tempo. A maioria quer ficar. Outra parte quer ir embora.

No fundo, você percebe que não tem mais corações e que existe um tempo ilimitada para seus parcos sentidos. Por isso, a ambição de querer tocar, obter, ter e não envelhecer. Aos mais desapegados aos instintos primitivos, o conformismo, mesmo doloroso, produz resultado mais nobre para esperar o não existir.

32 ANOS DA FOLHA SEM SE DOBRAR

Parece que foi ontem 1º de março de 1990. Desde do nascimento nunca se dobrou a grupo político ou econômico, a nenhum movimento antidemocrático. Enfrenta até hoje um sistema policialesco que almeja criminalizar a opinião e a liberdade de expressão. Essa perseguição sistêmica deriva da sua linha editorial: investigativa, analítica e opinativa.

Os consórcios integrados por desafetos da verdade ficam incomodados com a existência da FOLHA. Alguns juízes, a banda ruim, ofertam ao stabilisch proteção draconiana por meio de liminares de censura, tutelando a liberdade sagrada de informar. A FOLHA tem sido alvo preferido dessas “jabuticabas” jurídicas. Invertem e pervertem a ordem.

Os criminosos, geralmente, agentes públicos, aproveitam-se do analfabetismo desses poucos magistrados no Espírito Santo, para tentar calar um dos maiores pilares do Estado Democrático de Direito: A Imprensa. No caso, a FOLHA no que pese essa análise em particular sobre si.

Esses guardiões da lei não sabem nada sobre estilo: jornalismo Opinativo, Analítico, Investigativo, com uso de figura de linguagem, palavras caricatas, potencializadas; editorial, coluna; crônica, enfim, vale, e têm togados insipientes para compreender, até mistura de tudo num só texto para desenhar em linguagem simples as informações de interesse público. Ora, no mercado do jornalismo quem não tem credibilidade não se estabelece. 32 anos!

A FOLHA já passou por muitos quebra-molas na linha do tempo. No Espírito Santo, sem nenhuma dúvida, o jornalismo em destaque sofre com os predadores da liberdade de expressão que almejam a inexistência do veículo. Contudo, a verdade tem sido sustentáculo da FOLHA, às vezes, acusada de antecipar os fatos por interpretar personagens, tempo e espaço.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) tem sido uma entidade incentivadora e protetora do direito da FOLHA de praticar o seu jornalismo ousado. Ministros do STF e outras instituições sérias, como a OAB, estão com a FOLHA na manutenção dos direitos civilizatórios e humanitários.

Essa gente que forjam narrativas e misturam verdades com mentiras para avalizar as maldades de alto preservação do poder a qualquer custo ainda vai enfrentar o “Tribunal de Nuremberg”.

Em síntese, a FOLHA não tem nem o direito de errar na concepção tacanha dos desafetos do livre pensamento. Sim, a FOLHA é independente. Seus detratores têm obsessão por saber quem são as fontes desse portal de notícias que antecipa as sujeiras debaixo dos tapetes de colarinhos brancos, malfeitores.

A FOLHA sobrevive de parceiros e colaboradores que nada exigem do jornal. Antes, admiram o destemor desse jornalismo sem cabresto para combater a impunidade. Incentivam o jornal a cumprir a missão que o diferencia de muitos iguais, alcunhados de chapas brancas. Praticam colunismo social.

A um preço alto de custo, sim, a FOLHA completa 32 anos.