Um dia fatídico

Um fundo musical melancólico. Múltiplas escolhas. Ouvindo palavras por ouvir. Sentindo um final infeliz. Vidas de dores de todas as intensidades, mas sem arrependimento. Todos crescem com o respirar, ofegante ou não. Quando se nasce, não se pertence. Não se busca algo claro nas frases enquanto faltar ordem, apenas muitas curvas.

Desistir não é uma opção. Depois do reinício vem outros e mais términos de ciclos. Uma esquizofrenia. Existe longo caminho de formação de caráter dentro de uma personalidade esbanjando valores relativos. O absoluto? Sim, existe, tudo que você é, na sua perspectiva, é inflexível, literal, sem interpretações. Somente aos olhos alheios você é subjetivado!

Um dia difícil produz lamentações. Sensação de impotência. Motivo para abrir o mar de lágrimas. Mudar a montanha de lugar é bem mais fácil do que vestir uma alma a prova de vaidades, orgulho e narcisismo antropofágico. Escrever sem compromisso com a lógica é o ápice da felicidade a partir de si mesmo. Pontuar, virgular e reticência.

Quando o corpo desmancha, quase nenhuma serventia tem. Só o cérebro funcionando é a proximidade do abismo porque ninguém se afeiçoa pelo seu pensar. Somente o físico atravessa a ponte da satisfação e eclode em prazer pleno por alguns segundos. A mente guarda a verdadeira vida, os segredos mais indescritíveis, inefáveis.

Hoje, foi um dia fatídico. Daqueles, sem mensuração, sem altura, profundidade ou largura. Um dia fatídico.

32 ANOS DA FOLHA SEM SE DOBRAR

Parece que foi ontem 1º de março de 1990. Desde do nascimento nunca se dobrou a grupo político ou econômico, a nenhum movimento antidemocrático. Enfrenta até hoje um sistema policialesco que almeja criminalizar a opinião e a liberdade de expressão. Essa perseguição sistêmica deriva da sua linha editorial: investigativa, analítica e opinativa.

Os consórcios integrados por desafetos da verdade ficam incomodados com a existência da FOLHA. Alguns juízes, a banda ruim, ofertam ao stabilisch proteção draconiana por meio de liminares de censura, tutelando a liberdade sagrada de informar. A FOLHA tem sido alvo preferido dessas “jabuticabas” jurídicas. Invertem e pervertem a ordem.

Os criminosos, geralmente, agentes públicos, aproveitam-se do analfabetismo desses poucos magistrados no Espírito Santo, para tentar calar um dos maiores pilares do Estado Democrático de Direito: A Imprensa. No caso, a FOLHA no que pese essa análise em particular sobre si.

Esses guardiões da lei não sabem nada sobre estilo: jornalismo Opinativo, Analítico, Investigativo, com uso de figura de linguagem, palavras caricatas, potencializadas; editorial, coluna; crônica, enfim, vale, e têm togados insipientes para compreender, até mistura de tudo num só texto para desenhar em linguagem simples as informações de interesse público. Ora, no mercado do jornalismo quem não tem credibilidade não se estabelece. 32 anos!

A FOLHA já passou por muitos quebra-molas na linha do tempo. No Espírito Santo, sem nenhuma dúvida, o jornalismo em destaque sofre com os predadores da liberdade de expressão que almejam a inexistência do veículo. Contudo, a verdade tem sido sustentáculo da FOLHA, às vezes, acusada de antecipar os fatos por interpretar personagens, tempo e espaço.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) tem sido uma entidade incentivadora e protetora do direito da FOLHA de praticar o seu jornalismo ousado. Ministros do STF e outras instituições sérias, como a OAB, estão com a FOLHA na manutenção dos direitos civilizatórios e humanitários.

Essa gente que forjam narrativas e misturam verdades com mentiras para avalizar as maldades de alto preservação do poder a qualquer custo ainda vai enfrentar o “Tribunal de Nuremberg”.

Em síntese, a FOLHA não tem nem o direito de errar na concepção tacanha dos desafetos do livre pensamento. Sim, a FOLHA é independente. Seus detratores têm obsessão por saber quem são as fontes desse portal de notícias que antecipa as sujeiras debaixo dos tapetes de colarinhos brancos, malfeitores.

A FOLHA sobrevive de parceiros e colaboradores que nada exigem do jornal. Antes, admiram o destemor desse jornalismo sem cabresto para combater a impunidade. Incentivam o jornal a cumprir a missão que o diferencia de muitos iguais, alcunhados de chapas brancas. Praticam colunismo social.

A um preço alto de custo, sim, a FOLHA completa 32 anos.

CUIDADO! POR EDUARDO COSTA