Marcos do Val, um senador reticente para os capixabas

A atuação do senador Marcos do Val (ES), como neófito de meio mandato, ainda é uma reticência para os capixabas.

Candidato do PPS, Marcos do Val obteve 863.359 votos totalizados (24,08% dos votos válidos). Rapidamente, deixou o Cidadania e ingressou no Podemos. Uma armamentista nato pela própria formação. Bom para o presidente Jair Bolsonaro.

A reticência é a ligação dele com o Palácio Anchieta via assessoria, segundo o próprio classificada como “qualificada”, está lá por meritocracia . No episódio do Pen Drive, por exemplo, ele mesmo, pegou um texto do Governo enviado para sua milícia digital, para ajuda na propagação de era que era “fake news”.

Em ato contínuo, o Ministério Público Estadual suspende a licitação do Detran-ES de R$ 140 milhões porque os indícios não eram de notícias falsas. Ora, MP não para paralisa certamente desta monta sem evidências mínimas. Primariedade do senador.

Em linhas gerais, Do Val não encontrou, ainda, uma bandeira em que os seus eleitores identifiquem como essencial. Sua estatura pode aumentar ou não com a continuidade do mandato. Precisa passar pelo trauma da Imprensa que lhe foi útil na eleição e para a reeleição, será mais ainda. 

Sinopse de uma tragédia teatral em Cachoeiro-ES

Vamos pontuar alguns indícios da maior tragédia de gestão da história de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Um ator que conseguiu esconder a cidade atrás das cortinas, num palco repleto de protagonistas que serão cobrados pelas suas atuações pelo implacável destino.

Gestão Teatral

A candidatura de Victor Coelho em 2016, foi uma encenação. A turma de Cachoeiro que trabalhava com Glauber (Paulinho Miranda, Luana, Vander, Valdimar e Marcinha). Desde o início a intenção era lançá-lo para Prefeito e dar musculatura para deputado e assim a resgatar o capital político deixado pelo seu irmão. Deu azar, ganhou a eleição.

No início nem equipe tinham por isso montaram pelo PSB de Vitória. O depois de empossado, numa reunião no Clube dos Médicos, questionado porque estava trazendo pessoas de fora (Vitória) para assessorá-lo, respondeu que aqui em Cachoeiro não tinha pessoal competente.

Emprega estrangeiros e nada do povo de Cachoeiro

  • O grupo Vitória engoliu o de Cachoeiro, ocupando os melhores e mais estratégicos cargos (Fazenda – Rogélio / Márcio, Obras – César Madureira / Luciano Machado, Gabinete – Waydison, Planejamento – Pedro Ivo, Transporte – Alex da Vitória, Administração – Rodrigo Magnago / Ramon R. Gobetti / Cláudio, Licitação – Lorrana / Fábio, Esporte – Lilian, Agersa – Vanderlei, Procuradoria – Thiago Bringer).
  • Ninguém conhece os bairros, os problemas de Cachoeiro.

Só que todos eles se dedicam integralmente ao gerenciamento e controle das ações para adesões de atas, as terceirizações, anulam os procuradores de carreira e só pagam o que é de interesse do grupo.

O grupo atual de Vitória conta com 8 (oito) elementos, sendo que recebem, cada um salário de pouco mais de R$ 10.000,00 / mês e o procurador R$ 18.000,00 / mês, o que dá um total de pouco mais de R$ 100.000,00 / mês, e R$ 1.300.000,00 / ano, sem considerar encargos, que são subtraídos de Cachoeiro já que esses moram todos em Vila Velha / Vitória, chegando na segunda feira a tarde e retornando quinta ou sexta feira pela manhã.

Victor ficou todo o primeiro ano de 2017 ensaiando, estudando, encenando para ser Prefeito, e declara isso com a maior naturalidade na sua própria campanha.

Enquanto isso, tudo parado, obras, ações, decisões.

Em 2017 NADA FOI REALIZADO. Só deram andamento ao que era remanescente de Casteglione e outras coisas ficaram paradas por incompetência.

Em 2018 começou a trabalhar um pouco para tentar entregar em 2020 na campanha.

  • O grande feito dessa administração foi criar plano de demissão voluntária, plano de aposentadoria incentivada, o que reduziu a folha de pagamento em aproximadamente R$ 5 milhões, inclusive reduzindo e/ou eliminando cargos na estrutura organizacional para forçar o ato de adesão as terceirizações, onerando o orçamento em mais de R$ 20 milhões, chegaram até a desfaçatez de celebrarem contrato com uma empresa denunciada pelo MP, tendo que cancelar logo em seguida, mas contratando a seguinte do mesmo esquema, tais atos comprometeram bastante a capacidade de investimento em novas obras. É só pesquisar os contratos da empresa Soluções e da Corpus, essa última pegou o lixo e varrição. Sabe-se que tentou-se emplacar essas terceirizações em todas as secretarias, quiseram colocar segurança armado em todas as Unidades de Saúde, mas a Secretária Luciara não aceitou. Na Educação foi o contrário, a Secretária Cristina Lens foi coagida e não aguentou, cedendo à pressão, o que lhe trará problemas junto ao MP e a PF. A estratégia do grupo de Vitória, capitaneado pelo seu Chefe de Gabinete, Waydson Ferreira só havia interesse nos esquemas de adesão de atas de preços, que nada mais é do que uma contratação por dispensa de licitação.

Vamos lembrar dos remédios e produtos farmacêuticos que foi abortada porque a Secretária de Saúde – Luciara se recusou a assinar, de novo, e quase lhe custou a cabeça.

É só pesquisar TP 007/2020 cujo processo foi aberto em dezembro/2019, pasmem leitores, isso mesmo, a um ano atrás para um serviço orçado em aproximadamente R$ 65.000,00 (sessenta e cinco mil reais) e que a proposta mais vantajosa foi de R$ 36.000,00.

  1. Aos que se opõem, aos que não compactuam e nem se submetem aos interesses e esquemas do grupo gestor de Vitória, são trocados, remanejados, colocados de escanteio ou removidos:
  2. Ângela Barbosa (PGM) – Procuradora : colocaram Thiago Blinger, “cabra mandado de Waydson” que já veio cheio de processos e foi transformado em réu recentemente em um deles, foi retirado de cena para não queimar o filme, mas no período que esteve a frente da PGM “esquentou” todos os pareceres de interesse do grupo.
  3. Marcelo Rodrigues – Controlador: mesmo indicado pelo grupo Vitória, e vindo para substituir o primeiro Controlador que não compactuava com esse grupo gestor, profissional inteligente, estudado, experiente, não aceitou as falcatruas do grupo. Foi retirado de cena também.
  4. Um Secretário efetivo – Finanças: não compactuou com as falcatruas do grupo e ainda demonstrou por diversas vezes os impactos negativos e os absurdos que as decisões do grupo gestor provocariam nas finanças do município, foi retirado de cena e substituído por outro “cabra mandado” importado de Vitória.
  5. José Santiago – Obras: Não cedeu aos interesses do grupo Vitória, ganhou um “cala a boca” e foi substituído por Paulinho Miranda que em pouco tempo já teve envolvimento com escândalos, inclusive alguns envolvendo empreiteiros.
  6. Ramon Rigoni Gobetti (do grupo Vitória), ex secretário de administração, afastado após ser pego tentando passar a perna no Gran Capitão Waydson, e que orbita por diversas secretarias, estando lotado hoje na secretaria de esporte, e sendo sua esposa a secretária do PSB e coordenadora de campanha do Prefeito, faz lobby na prefeitura para a empresa Conilon Construções e Reformas Ltda – CNPJ 26.607.898/0001-54, cuja uma sócia chama-se Mercele Rigoni Gobetti Travesani, sua irmã, após algumas “ajeitadas” venceu a Tomada de Preços 005/2020 – Drenagem, Pavimentação e Contenção de ruas no B. Vila Rica, já com contrato assinado e publicado, porém a CAIXA encontrou algumas “INCONSISTÊNCIAS” no processo concluindo por ser o mesmo “INAPTO”, determinando o cancelamento do processo, o que deverá ser feito, por determinação do Prefeito, somente após a eleição para não se atrapalhar com o pessoal da Vila Rica.
  7. Unidade de Saúde do Zumbi: OS em 01/2020. Presença da Dep. Norma. Paralisada em seguida. Motivo: não tinha nem recurso e nem liberação do Governo Federal.
  • Nesse esquema feroz de gestão, o grupo tentou emplacar diversas outras adesões de atas, entre algumas destaca-se a de nº 003/2018 da Secretaria de Estado da educação, cujo objeto é a prestação de serviços de manutenção preventiva e corretiva nos prédios administrativos e escolares vinculados à rede pública de ensino do Estado do Espírito Santo, cuja empresa detentora da ata é a Art Deco Construtora e Incorporadora, no valor de R$ 7.498.234,88 (sete milhões, quatrocentos e noventa e oito mil, duzentos e trinta e quatro reais e oitenta e oito centavos), em que o grupo, como prática recorrente, coagiu secretários e funcionários para obtenção máxima dos êxitos, atropelando pareceres contrários da PGM e CGM, com acréscimos de valores através de aditivos maquiados e, de forma estranha e absurda, transformou o contrato feito sem licitação própria, já que foi oriundo de uma adesão de ata da SEDU, em contratação de serviços contínuos gozando repetidas vezes por mais 5 (cinco) anos. O que totalizará no final do quinto ano a importância de R$ 37.491.174,40 (trinta e sete milhões, quatrocentos e noventa e um mil, cento e setenta e quatro reais e quarenta centavos), sem considerar as maquiagens de aditivos. Esta aberração já foi requerida pelo Ministério Público que já solicitou cópia de todo o processo. 
  • O Gestor Victor não iniciou praticamente nenhuma obra significativa e/ou estruturante, se resumiu a terminar o que a gestão anterior já tinha iniciado, e dessas muitas com recursos do governo federal, além da maquiagem de algumas escadas, e pracinhas já existentes, inclusive com tinta doada por comerciantes (“Casa das Tintas” – com placa nas escadas da Lacerda de Aguiar e Aristides Campos) – coincidentemente Vander (o secretário pintor que teve o celular tomado pela PF pinta seu casarão da Vila Rica e Paulinho Miranda também pinta sua casa)
  • Com o orçamento saqueado e comprometido, e sem dinheiro, qual brilhante ideia tiveram os gestores: “Pegar dinheiro emprestado – FINISA”, e ainda teve a cara de pau de fazer um vídeo postado em suas redes sociais comemorando, o que será pago pelos futuros gestores, inclusive para concluir as obras já iniciadas e que estão sem recursos  para continuidade como as 30 ruas do bairro Gilson Carone, que estão abandonadas sob risco de se perder o que já foi feito e pago de terraplanagem e drenagem, do bairro Aeroporto, dos bairros Coramara e Rubem Braga.
  • Quanto as obras no Bairro Gilson Carone, a Concorrência nº 010/2018, que contempla pavimentação e drenagem de 19 (dezenove) ruas do bairro, e por não ter sido  “ajeitada” para a RBR, que vem a ser uma empresa associada ao grupo Vitória, e já que a RBR acabou sendo desclassificada pela própria Comissão de Licitação por não atendimento do edital, o então controlador Thiago Bringer, membro do grupo Vitória e que se transformou em “RÉU”, recomendou a “ANULAÇÃO“ da concorrência fundamentado em argumentos inexistentes. Após brigas internas entre  SEMO/CGM/CPL e por pressão de alguns vereadores que mesmo sendo apoiadores do Prefeito, não concordaram com a falcatrua, a PGM contrariando o dito Controlador Thiago opina por “NÃO RECOMENDAR” a anulação do certame, o que certamente salvou a obra de pelo menos iniciar, mas devido a má gestão com os recursos públicos, a obra está paralisada e abandonada por falta de recursos, o que certamente perderá os serviços executados e já pagos. Hoje a Três Marias está fazendo paliativos até as eleições porque não tem dinheiro, não tem empenho – é só pedir pra mostrar o empenho.
  • Ainda na sua ânsia de “raspar o tacho” dos cofres públicos fez um decreto, já no período da pandemia, confiscando, sabe lá com quais intenções, recursos que obrigatoriamente são de responsabilidade e geridos pela Secretaria de Saúde, tendo que retroceder de forma constrangedora após intervenção do Ministério Público.
  • Essa volúpia em saquear os cofres públicos e o desrespeito com o erário municipal resultou na falência do município, acarretando a descontinuidade de obras, necessidade de obtenção de empréstimo (FINISA) e a derrocada orçamentária como apontado no relatório do Tribunal de Contas onde Cachoeiro terminará o ano de 2020 com déficit.
  • Por diversas vezes Victor Coelho tapeou, maquiou, enrolou o pessoal do Distrito Industrial de São Joaquim, num tremendo descaso com os empresários e moradores do distrito, é só “Paliativo”, após 4 (quatro) anos vai liberar a contratação da elaboração do projeto de interseção do acesso ao distrito pela BR 393, não é da obra – é projeto, que depois sabe lá Deus quando, poderá se transformar numa nova licitação para uma obra.

Hoje a obra está abandonada. Canteiro e barraco depredados e saqueados. Resumo:  vai ter que pagar duas vezes.

Isto é apenas uma sinopse da peça de uma tragédia teatral!

Quadro “Vai Encarar?” será levado para os candidatos

O polêmico quadro “Vai Encarar?”, apresentado pelo jornalista Jackson Rangel, será levado aos candidatos a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES, todos os dias, a partir da 20h00 do dia 19 de outubro, no estúdio da FOLHA.

O formato ficou conhecido por não apresentar pauta antecipada aos entrevistados. O objetivo das entrevistas é revelar o candidato com o máximo de transparência aos eleitores. Pode ser determinante para decidir o voto.

A inscrição dos candidatos e candidatas será pela ordem de aceite através dos canal do WatsApp da FOLHA (28 99994-2122). Além da pergunta livre do entrevistador, haverá sorteio de temas para o entrevistado demonstrar deu domínio a partir do plano de governo.

A entrevista terá duração de 1 hora a 1h30. Será transmitida pelo canal do youtube e pela página principal da FOLHA. O último dia de inscrição será na sexta-feira no dia 18, véspera da estreia do quadro para os candidatos. A vantagem da confirmação com antecedência é o benefício de obter até sexta-feira (9), uma matéria bigráfica.

O candidato ou candidata que não aceitar participar da entrevista democrática, perderá oportunidade singular que pode arranhar a imagem do postulante ausente. Conforme o número de candidatos confirmados, a entrevista poderá ser de dois em dois, com formato híbrido de debate.

Não apoio a reeleição de Victor Coelho (PSB)!

Em 2016, eu apoiei a eleição do atual prefeito Victor Coelho (PSB). Acreditava na renovação e na transição para melhor do governo petista para uma gestão jovem e dinâmica, independente de cor partidária ou gênero ideológico. A intenção foi boa, mas errei.

No primeiro ano, não somente eu, mas a maioria da população acreditava que a morosidade e erros primários se tratavam de equívocos de um neófito e na ingenuidade de um virgem em gestão pública. O perdão em nome da governabilidade era natural. Existia, ainda, alta grau de confiabilidade.

No segundo ano, a burocratização da governança e a centralização de poder a uma única pessoa, foi o fim da picada. O socialista substabeleceu a procuração ao seu então Secretário de Governo, Weidson Ferreira, preposto do governador Renato Casagrande (PSB). O povo entrava em curto circuito.

No terceiro ano, no marasmo, sem uma obra sequer para dizer de sua, a sociedade cansou. Vieram os desmandos, as mazelas, os cadáveres boiaram e a roubalheira se espalhou com dreno ao erário de forma intensa e pecaminosa e vampiresca. MPF. PF. Omissão da Câmara de Vereadores.

Sem entrar em detalhes, submergi em depressão, não encontrando mais a esperança, mesmo sendo um homem de fé. Meses antes de deixar o mandato, neste momento em outubro de 2020, sem nenhum portfólio, Victor Coelho pede nova oportunidade para mais 4 anos, sem pudor.

Se na urna tivesse a opção deletar o candidato Victor Coelho (além de confirma, branco e nulo), eu nem pestanejava. Ele dilacerou a minha alma e de quase 100% da população. Talvez, 20% ainda se deixarão enganar. Precisamos resgatar também estes. Humildemente, peço perdão pelo erro!

A soberania dos Estados caiando e vem o Corona-Jato

Os cofres precisam ser protegidos nesta pandemia das dispensas de licitação

Governadores e prefeito, inclusos os do Espírito Santo, precipitaram-se em decretar calamidade pública e de peitar o Governo Federal para transformar o coronavírus o pano de fundo ideal para gastança sem licitação.

Depois do decreto de calamidade pública por seis meses apoiado pelo Legislativo mês passado, o Diário do Estado do Espírito Santo disparou em contratar com dispensa sem licitação objetos até fora da área de isolamento, infectando setores desconhecidos da Saúde.

São milhões incontáveis em investimento em área de Tecnologia de WiFi para o prédio que abriga as Secretaria de Governo e da Comunicação, em plena quarentena. Aquisição de projetos de logística de mais de R$ 13 milhões – só projeto – , também sem licitação pelo DER. Coisa de maluco!

A flexibilização do confinamento horizontal forçada pela vontade popular está expondo agentes públicos de bunda de fora. Se se importassem com o zelo pelo erário, economizariam e não superfaturariam, para aguentar o tranco da maior recessão econômica por chegar desde de 1930.

Traçaram um plano para inviabilizar o Presidente da República que não deu certo. Agora, uma auditoria na Secretaria da Saúde, na Secretaria do Governo e na Secretaria de Comunicação, a proposta de ontem (21) do Ministro da Justiça, Sérgio Moro, de investigar todos os casos suspeitos de usurpação pela dispensa de licitação, poderá produzi implosão dentro da máquina pública do Estado do Espírito Santo.

As eleições de 2020 instigou governadores e prefeitos abusarem da desgraça, de forma deliberada, inclusive, calculando mal o impacto econômico, esperando que a teoria do caos funcionasse. Não funcionou. Os R$ 100 bilhões que esperam do erário federal não sairá fácil dos cofres e muito menos sem contrapartida. No caso do Espírito Santo, pequeno em representatividade eleitoral, o coice será duro. Está quebrado!

Se Sérgio Moro levar a sério o que anunciou de investigação com grupo de ação aos moldes da Lava Jato, abrindo canal para denúncias anônimas, com ação da Polícia Federal, a situação será de prisão pelo abuso de autoridade sob uma soberania pífia dos estados, agindo como países com suas próprias ditaduras, violando direitos constitucionais com extrema agressão. Deu ruim!

Pelo Brasil afora está assim, deste jeito: