Capítulo 3: O Ano de 2020

Nenhum dia é igual ao outro. Nenhuma semana, Nenhum mês. Nenhum ano. Entretanto,  decisões e omissões marcam trechos do tempo.

O ano de 2020 foi diferente. Foi do azar. De quase todas as perdas. Da humilhação. Da indignidade. Da falta de esperança. Da depressão.

Ninguém podia ajudar. Todas as coisas não seriam se o paciente observasse os sinais. O agouro. A  negatividade humana. A malignidade sugando a fé.

Depois de meio século, tudo se torna mais lento. A reação ante o imponderável não é tão mais competitiva. Não há força em igualdade.

Não termina, parece que não acaba. As horas parecem semanas. A desgraça é alongada ao máximo em meio a dores indescritíveis. Envergonha!

Enquanto o sol por vezes aparece, as chuvas também, o desânimo é o melhor incentivo para ficar escondido, escondido das pessoas e do futuro.

Um sorriso salva o ano. Um sorriso leve, breve  em saber que 2020 se foi. Sim, está por ser aniquilado pelo porvir.  

No País das bundas, enquanto o caos persiste, Carnaval significa o escárnio

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A bunda brasileira no Carnaval significará o País de merda que está sendo

Nenhum País em crise que se preze promove cultura com feriados prolongados em nome da tradição. Várias cidades do Brasil cancelaram festas no ano de 2017 por conta da crise econômica que se encontra, ainda, na UTI.

Além do encontro de contas dar negativo entre fomentação de turismo e investimento  público na festa de fantasia,  a produtividade do País é comprometida. Este ano serão nove feriados prolongados, sem mencionar os paroquianos municipais.

O povo, de modo geral, é principal culpado pela dispersão e conivência dessa discrepância financiada com dinheiro público, pois prefere rebolar endividados ou aproveitar o feriado junto com os credores em algum balneário.

Só para se ter ideia, o Rio de Janeiro, o Estado do melhor carnaval do mundo, está quebrado pela corrupção. As escolas de samba estão conclamando colaboradores para terminar fantasias e musas desistindo de desfilar. Em todo Brasil a situação é análoga.

Quem está crise não pode oferecer banquete. Não é momento para mostrar ao mundo a abundância de bundas e muito menos alegria em momento de se lamentar.