Há 25 anos, o primeiro medicamento para tratar pacientes com HIV

 
  
 
 

  

   

No Brasil, a distribuição gratuita começou em 1991, mas, até meados da década de 1990, o tratamento era para poucos. Além disso, o AZT estava longe de ser o remédio perfeito. A dose prescrita era o dobro da atual e provocava efeitos colaterais como anemia e intolerância gastrointestinal e deixava de agir após um ano, em média.   

Em 1995, o desenvolvimento dos primeiros inibidores de protease – drogas que agem em um estágio avançado da multiplicação do vírus nas células de defesa – mudou todos os paradigmas de tratamento. Nessa época, o exame de carga viral possibilitou uma avaliação mais acurada da progressão da doença, ajudando a definir o melhor momento de iniciar o tratamento.   

No ano seguinte, a lei de acesso universal aos antirretrovirais foi aprovada, alçando o Brasil ao posto de protagonista mundial na luta contra a Aids. Segundo a Unaids, braço da ONU para o tema, as mortes decorrentes da doença caíram 18% desde o lançamento dos coquetéis, mas a transmissão está longe de ser interrompida.   

No Brasil, a taxa de incidência da doença era de 18,2 por 100 mil habitantes, em 2008, quando 34.480 novos casos surgiram, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Atualmente, há cerca de 700 mil pessoas com o vírus, no país, mas menos da metade sabe que é portadora.   

    

Fontes: Programa de DST/Aids, Ministério da Saúde, OMS, ONU, Sociedade Brasileira de Infectologia   

    

    

               

Cirurgia de circuncisão pode diminuir risco de doenças, como AIDS

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos, revelaram resultados de um estudo sobre circuncisão (remoção do prepúcio, prega de tecido que recobre a glande do pênis) e como ela pode ser benéfica na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. No relatório eles pedem para que a Academia Americana de Pediatria indique a cirurgia para todos os recém-nascidos, afirmando a necessidade de adotar o procedimento rotineiramente.

O trabalho foi realizado durante dois anos, acompanhando 3.500 homens sexualmente ativos em Uganda. Segundo os resultados, a cirurgia diminui em até 60% o risco de contrair o vírus HIV, além de reduzir a contaminação por HPV (30%) e por herpes (25%).

Normalmente associada a motivos religiosos – a prática é difundida no judaísmo e islamismo -, ou não aconselhada, como no cristianismo, a circuncisão sempre foi alvo de polêmicas.

O procedimento começou a se “popularizar” por considerações de higiene e por evitar o desenvolvimento de fimose. Mas a Academia Americana de Pediatria foi contra a difusão da cirurgia, uma vez que não havia indicação médica absoluta para o procedimento, por não haver evidência científica suficiente sobre os seus benefícios.

Anos depois, em 1989, o argumento foi revisto e a entidade afirmou que havia tanto benefícios quanto riscos aos recém-nascidos circuncidados. A ordem foi mantida nas últimas diretrizes (2000), acrescentando que o procedimento, quando adotado, deveria ser feito com o uso de anestésicos locais. A ideia dos pesquisadores da Johns Hopkins é que as novas diretrizes recomendem o procedimento em todos os casos.

Fonte: Fonte: OMS, Universidade Johns Hopkins