Jaguaré-ES: preso funcionário de fazenda suspeito de matar o gerente por causa de R$ 4,6 mil

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Em apenas algumas horas após o crime, a equipe da Delegacia de Polícia (DP) de Jaguaré prendeu um dos três suspeitos de ser o autor do latrocínio de Jordano Soprani Conceição, de 62 anos, gerente da fazenda São Carmo, na Zona Rural do município. Y.F.S., de 21 anos, que também era funcionário da fazenda, foi preso na tarde dessa terça-feira (06) enquanto trabalhava. A ação contou com o apoio da Polícia Militar.

O titular da DP, delegado Daniel Fortes, contou que o crime aconteceu por volta das 10 horas e a motivação seria por causa de R$ 4.600,00, referentes à venda da plantação de pimenta da fazenda. “Os três suspeitos entraram na fazenda e tentaram render o gerente, porém Jordano reagiu à abordagem e acabou sendo atingido por disparos de arma de fogo. Ele chegou a ser socorrido, mas faleceu”, informou.

Daniel Fortes disse também que Y.F.S. foi localizado após um dos envolvidos perder o aparelho celular no local do crime. “Na fuga, um dos suspeitos deixou o aparelho para trás e, a partir disso, conseguimos chegar até o suspeito. Durante as investigações, descobrimos que a função dele era informar para os outros o momento em que o dinheiro da venda de pimenta chegasse na fazenda”, explicou.

Ainda segundo o delegado, um adolescente de 17 anos também foi identificado como um dos envolvidos no latrocínio. “O terceiro participante ainda não foi identificado. As investigações continuam até que todos os envolvidos no crime possam ser localizados e presos”, concluiu o delegado.

Y.F.S. confessou o crime e foi encaminhado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Mateus.

DESEMBARGADOR ADALTO TRISTÃO NEGA HABEAS CORPUS A ACUSADO DE MANDAR MATAR MÉDICA

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O pedido era para que ele fosse reconduzido à Delegacia de Polícia do bairro Novo México.

O Desembargador Adalto Dias Tristão, da 2ª Câmara Criminal, indeferiu, nesta quinta-feira (07/12), o pedido de liminar impetrado em favor de Hilário Antônio Fiorot Frasson, para que fosse reconduzido à Delegacia de Polícia do bairro Novo México, Município de Vila Velha, onde, segundo a defesa, haveria carceragem específica para presos Policiais Civis. Atualmente, o acusado encontra-se detido no presídio de Viana.

Em sua decisão, o Desembargador destacou que o crime sobre o qual se trata o processo originário é um delito de grande repercussão, em que foi tirada a vida de uma jovem médica. “Portanto, não é demais concluir que se trata de crime grave, e que pelo menos em uma primeira análise existem elementos que indicam que possa ter sido praticado no contexto da violência de gênero (feminicídio)”, relatou.

O Desembargador Adalto Dias Tristão também lembrou que Hilário Frasson é Policial Civil e trabalhou na Superintendência da Polícia Civil do Estado antes de ser acusado por este crime, situação que, aliada ao fato da deficiência na segurança da unidade onde estava acautelado, possa revelar que talvez lá não fosse o local mais indicado para sua custódia.

Ao negar o Habeas Corpus, o Desembargador entendeu que, muito embora em regra os policiais civis devam permanecer segregados na Delegacia Novo México, a singularidade dos atos levados ao conhecimento do Juiz da 1ª Vara Criminal de Vitória o levou a ter que tomar tal decisão, “tendo em vista a fragilidade na segurança do referido estabelecimento, aliado à forma totalmente discrepante como foi tratada a saída do ora paciente quando comparada à dos outros presos comuns, que muitas vezes não conseguem nem mesmo comparecer às Audiências Judiciais por falta de escolta, e que quando necessitam de atendimento médico não usufruem da liberdade que o ora paciente gozava”, destacou.

Vitória, 07 de dezembro de 2017