O recomeço sempre fortalece mais

São 2h32 de 7 de fevereiro. Assistindo uma séria sobre zumbis japoneses teens. Para minha idade, um besteirol para entreter a mente das preocupações reais de daqui a pouco. Sinto-me protetor de mim mesmo, único capaz de fazer mal ou bem, de verdade, à minha carne e alma Os demais açoites, por outras mãos, produzem apenas feridas superficiais.

Temo pela minha lucidez. Precisa permanecer intacta. Trabalho com a razão sustentado pelo imponderável. Com as chuvas que caem sempre no mesmo lugar, faz-me lembrar de uma frase do dramaturgo alemão Eugen Bertholt Friedrich Brecht: “Do rio que tudo arrasta se diz que é violento. Mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.”

A citação acima serve como uma metáfora para definir o governante de minha cidade. Culpa-se o temporal, mas ele esquece de desentupir os bueiros; criar pontos de alagamentos inteligentes; e construir galerias cortando os morros até às bocas do Rio Itapemirim que carece de desassoreamento urgente. Mas, essas medidas não são para frouxos.

No momento não chove. Choverá em breve e não é bom presságio, nenhuma brisa, porque a cidade da atualidade se afoga até dentro de um balde d’água. Como as águas não têm para aonde fugir, vão levando o que podem levar. As chuvas se transformaram em maldição por preguiça de quem não sabe cuidar de sua gente, transformando benção em maldição.

Dediquei muito deste riscado sobre as águas. 70% do nosso corpo é água, talvez, por isso! Como imã precisamos desses pingos e até do barulho do granizo, quando não se tem um idiota incapaz de captá-los para abastecer de esperança tanto o homem do campo, como o selvagem urbano. Obriga-nos a deslizar na lama até cair.

Os Incas. Os Maias. Os Astecas. Civilizações antigas que dão aulas de engenharia e arquiteturas para adaptar-se a todas as estações, são pura inspiração. Linda essa conjugação da sociedade com a natureza quando a humanidade respeita esse pacto desde do arco-íris dos tempos pós-dilúvio de Noé. Não sabemos construir arca.

As chuvas têm me empurrado a ser mais forte, melhor em tudo enquanto represada pela malignidade. Daqui algumas horas já tenho de pegar meu barquinho e remar até ao outro lado do lago. Sempre fui um sobrevivente. Espero encontrar abrigo e socorro bem presente. Não tem problema. Bebo a água da esquecida nas folhas.

Se o homem não sabe lidar com um temporal, principalmente os pusilânimes, sua existência é vã, pois, provavelmente, a qualquer instante, não teremos como escapar quando o céu cuspir fogo.

O povo cachoeirense não tem o direito de reclamar do governo que tem

Nem bem acabou a eleição municipal com a reeleição do prefeito Victor Coelho (PSB), já tem pessoas formadoras de opinião criticando sua inercia diante da ausência de plano de ação contra os possíveis estragos das chuvas. Não vale! Tudo que ele deixar de fazer, estará certo e justo.

O cachoeirense conseguiu o feito histórico de renovar a procuração de um governante que não tem uma obra autoral no seu portfólio. Ora, se um gestor é premiado pelo vazio, qualquer descompostura do eleitor – mesmo os que não votaram nele – é um despropósito. Comportamento incongruente.

Como jornalista investigativo e opinativo, estou conformado. A burrice espalhada por osmose como um tipo de coronavírus que infectou o povo venceu a minoria. Os empreendedores foram passivos e a sociedade apática com falta de indignação contra o rastro de desmandos de toda ordem. Eu sou um dos burros, pois nunca existiram mazelas. A cidade do esgoto é uma ficção. Só existe o País de Alice.

Ninguém tem o direito de se opor a um governo “aprovado” nos quatros anos anteriores. Certamente, no subconsciente coletivo as obras estruturantes existem em elevado conceito de melhoria da qualidade do povo. Será uma ingratidão reclamar, murmurar como se estivessem cegos e agora enxergam.

Acho um desaforo choradeira por falta de mamadeira que nunca tiveram. Deixa o homem trabalhar! Victor Coelho escreveu uma história fantástica e vai continuar construindo em prosa e verso o paraíso mais belo do que os nossos olhos já contemplam. Sem mi-mi-mi. Ele é o cara.

PT é favorito em Cachoeiro-ES

Por Jackson Rangel Vieira

Tenho a mania de predizer acontecimentos a partir de fatos, contrariando o raciocínio lógico. O Partido dos Trabalhadores, no momento, é favorito para ganhar as eleições de Cachoeiro de Itapemirim-ES. Isso, a despeito do cenário, extremamente, negativo da imagem do PT no Brasil e no Espírito Santo.

A dupla Braz Barros, a prefeito, e José Irineu, a vice, tem condições de produzir efeito de conquista maior dos demais adversários pela capacidade de organização e de estrutura eleitoral, a conferir. A sigla já sai, pela sua militância, no mínimo, com 15 mil votos. Com a pulverização em sete candidaturas no pleito, a eleição pode ser decidida entre 25 a 30 mil votos.

Tudo, é claro, tem de ser acordado com os eleitores já extenuados, mas cansados com a política em geral, o que vale para os demais.Braz Barros tem as mãos limpas, até prova-se contrário. José Irineu, amadurecido e experiente, tem características essenciais para ajudar na caminhada: organizado e pragmático. É gestor bem sucedido e sabe os atalhos dos bastidores políticos.

Em tese, a dupla precisa cabalar apenas 15 mil votos, enquanto os outros candidatos não tem o mesmo capital e terão de iniciar do zero, mesmo os que contam com apoio de caciques conhecidos e extirpados pela própria linha do tempo no enfrentamento com a transição do novo formato de governança.

Estou na contramão do pensamento da maioria? É assim mesmo que funciona a política, dentro da teoria do caos, quanto todo mundo pensa não haver ordem nos fatos, porém dentro do vácuo de uma implosão, lá está o genoma, o fio condutor para o aparente improvável. O PT é favorito. Está dito, está escrito!

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Zé Irineu tem preparo como vice para agregar valores ao candidato Braz Barros

A que pretexto o prefeito Casteglione ca$$ou a Acepes?