“Barraco” pela disputa do Grupo Viação Itapemirim. Muitas denúncias e ameaças

Parece que não terá fim a novela entre os afastados novos donos do Grupo Itapemirim e a família Cola, fundadora da empresa. A Justiça derrubou a atual diretoria e vai indicar novo interventor.

A briga está no campo da Justiça, mas sabe-se que existem ameças de todas as formas entre os dois grupos. Por último, mesmo após decisão judicial de afastamento, os supostos compradores emitiram nota oficial à Imprensa, elencando séria de acusações graves por parte da família Cola, como fraudes, desvio de dinheiro para o exterior, suborno a membros da Justiça e outros crimes, conforme nota abaixo:

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Grupo Itapemirim, em nota, acusa família Cola de “denegrir” os novos donos

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Camila Valdivia é quem produz as ordens superiores sobre o Grupo Itapemirim

Espalhando notas de esclarecimento em cada revés sofrido por problemas internos ou com a Justiça, a nova direção do Grupo Itapemirim, para justificar problemas de salários com os funcionários na sede Guarapari-ES, agora, ataca frontalmente a família Cola.

Na nota emitida no último dia 4, no final do arrazoado, não economiza acusação contra os fundadores da Itapemirim: “A empresa mostra surpresa aos fatos como tem ocorrido, já que é sabido e provado a interferência da Família Cola em denegrir a nova
administração e fica mais perplexa, pois quando entrou na administração os
funcionários estavam com 6 salários e benefícios atrasados e não ocorria o que
hoje ocorre.”

A nota na íntegra:

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Juiz denunciado por Camilo Cola deixa processo e rebate acusações, mas terá de se explicar no CNJ

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Nerter Samora

No documento, o juiz da 13ª Vara Cível Especializada em Recuperação Judicial de Vitória classificou as acusações como maldosas e absurdas, destinadas exclusivamente a provocar estrépito (barulho) no processo. Desde o último fim de semana, circulam cópias da representação nas redes sociais. Ao longo do despacho, Paulino Lourenço faz a defesa de seus atos processuais, bem como de familiares citados na representação em que é acusado de corrupção e favorecimento de partes.

O juiz negou envolvimento com os advogados e administradores judiciais, citados na representação como partícipes do suposto esquema de fraude no âmbito da Vara – única na Justiça estadual a processar e julgar casos de falência e recuperações judiciais. Paulino Lourenço registra, ao longo do despacho, trechos de certidões solicitadas por ele com objetivo de refutar todas as acusações.

A denúncia feita pelo fundador do Grupo Itapemirim também cita uma eventual relação do juiz com o administrador judicial Jerry Edwin Ricaldi Rocha, vulgo Boliviano, rotulado como “braço direito” de Paulino Lourenço. Segundo o magistrado, ele nunca nomeou o profissional para “absolutamente nada” e este sequer participa da ação de recuperação judicial do grupo.

“Eis o quadro: alguém, sob circunstâncias que desconheço, declara ter levado ‘envelopes [com dinheiro] para uma pessoa conhecida como Jerry’, que, repito, nunca nomeei para nada e que não atua neste processo. Subitamente, a representação acrescenta, de forma venenosa ao extremo, a expressão ‘ao braço direito do magistrado Paulino’, que jamais fora pronunciada pelo depoente, e eis-me transformado em corrupto!”, acentuou o juiz.
Em relação à condução da ação, Paulino Lourenço rechaçou as insinuações de que teria deixado de praticar ou retardar atos processuais.

O juiz também citou dois episódios marcantes na disputa entre a família Cola e os atuais gestores da empresa – Sidnei Piva de Jesus e Camila de Souza Valdivia. Os antigos donos alegam que os novos sócios contraíram um empréstimo de US$ 150 milhões com um fundo americano e efetuaram a compra de uma companhia aérea, a Passaredo. No entanto, o juiz afirmou, com base em documentos, que nenhuma das transações foi concluída.

Paulino Lourenço rebateu ainda a insinuação de que a transferência da sede do Grupo Itapemirim de São Paulo para uma sala comercial em Jardim Camburi, em Vitória, teria fins escusos. “É quando alcançamos o paroxismo: o denunciante, Camilo Cola, denuncia a si próprio! Ora, foi ele mesmo a fazer tal transferência! É evidente: se foi ele a propor a ação de Recuperação Judicial aqui em Vitória, é precisamente porque para cá já havia transferido a sede de sua empresa”, criticou.

Ao final do despacho, o juiz faz um desabafo: “Fomos eu, minha esposa e meu filho caluniados, da forma mais vil possível – e assim porque simples consulta às certidões em anexo prova a falsidade dos acusadores. Porém, feito já está o mal, a manchar para sempre minha caminhada”. Paulino Lourenço criticou a exposição da imagem da foto, portando uma arma de fogo, em um diagrama anexado à representação. O juiz afirmou que o filho – que é advogado especialista na área de recuperação judicial – também é instrutor de tiro da Polícia Federal.

“Isto posto, pelos motivos acima, e por sensível falta de condições institucionais, declino de atuar nestes autos. Sejam os mesmos remetidos ao meu substituto legal”, diz o despacho. Paulino Lourenço solicitou a remessa do documento ao CNJ e ao corregedor-geral da Justiça estadual, solicitando a realização de correição nos autos. Ele sugeriu ao Tribunal de Justiça que também faça uma reflexão sobre a diluição da competência da Vara de Falências para outras unidades.

O juiz determinou ainda a realização de uma auditoria contábil em repasses feitos para uma empresa de propriedade dos novos sócios da Itapemirim. O processo de recuperação do grupo foi protocolado em março de 2016. As dívidas das cinco empresas do conglomerado (Viação Itapemirim S/A, Transportadora Itapemirim S/A, ITA – Itapemirim Transportes S/A, Imobiliária Branca Ltda, Cola Comercial e Distribuidora Ltda e Flexa S/A – Turismo Comércio e Indústria) ultrapassam a casa dos R$ 300 milhões.
Século Diário

Século Diário

Camilo Cola denuncia desembargador, juiz e outros por “conluio” em favor dos novos donos da Itapemirim

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Família Cola vai para ofensiva contra suposto conluio no Judiciário

Parece que a “guerra” judicial não tem fim entre a família Camilo Cola e os novos donos do Grupo Itapemirim. O patriarca fundador do Conglomerado, que já foi o maior da América Latina, denuncia juiz, desembargador, servidora judiciária e outros em que  chama de “conluio” em favorecimento aos novos proprietários, estes, supostamente, fraudando, dilapidando o patrimônio e não pagando os compromissos em contrato de recuperação judicial.

A briga está se estendendo na área do Judiciário e por dentro do Grupo que até emitiu nota oficial se colocado como vítima de “conspiração”, atacando meios de comunicação por divulgar vazamentos de informações sobre possíveis fraudes contra a família Cola e a Justiça que bloqueou as contas da empresa esta semana. Leiam abaixo a reclamação e a decisão do CNJ que acatou a denúncia de Camilo Cola, dando prazo de 15 dias para os requeridos se manifestarem.

A história é tão cabulosa, envolvendo, juiz, serventuária, advogados, desembargador, que para peça de ficção. Melhor para o leitor ler o “esquema” montado, segundo Camilo Cola, através da sua reclamação ao Conselho Nacional de Magistratura (CNJ).

1 – RECLAMAÇÃO Reclamaçâo CNJ

2 – DECISÃO CNJ Decisão CNJ – Representação Camilo Cola 

PARTE DA DECISÃO DO MINISTRO CORREGEDOR NACIONAL DA JUSTIÇA – MINISTRO JOÃO OTÁVIO DE NORONHA:

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Capa da Revista/FOLHA que circula amanhã (8)

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