Prefeitura de Cachoeiro -ES vem sendo alvo do MP, TC e Judiciário

Revista.Folha.Edição.0815

Capa da Folha do ES Dia 18/08/2012

Ferraço perde de 6 x 0 no TRE sobre compras de votos em 2008 pelo PT

O presidente da Assembléia Legislativa do Espírito Santo, Theodorico Ferraço (DEM) tem perdido todas na Justiça, basta lembrar de sua inelegibilidade para o pleito em curso em decorrência de duas condenações por colegiado em segunda instância, envolvendo improbidade quando prefeito de Cachoeiro de Itapemirim.

Desta vez, perdeu em segunda instância, por 6 x 0 , no TRE, a ação ajuizada por ele em 2008, acusando o prefeito eleito, candidato à reeleição Carlos Casteglione (PT), de comprar votos de candidatos de sua coligação.

Na época, havendo o processo, não me omiti e fornecer vídeos de monitoramento da empresa para contribuir em desvendar possível crime eleitoral. E assinei declaração me colocando à disposição da Polícia Federal para quaisquer esclarecimentos sobre a parte que me competia.Nunca fui chamado para tal investigação!

Em ato derradeiro de Juízo da Primeira Instância, por exigência da corregedoria do TRE, a Justiça teve de dar provimento à ação, quando reafirmei o conteúdo das fitas não só de imagem como de áudio. Mas, a sentença da juiza do feito levou em conta a mesma premissa do colega anterior. A soma dos candidatos não alterariam o resultado das eleições, uma sentença meio inusitada, levando a crer que se pode comprar votos desde que não se mude o resultado do pleito.

Acaso os desembargadores entenderem que precisa-se investigar se o vídeo foi montado ou fraudado, terá sido uma tacada de mestre do Ferraço. Perdeu, mas não parou o processo e, ainda, me chama para dentro dele, tirando-me da acomodação, passados quase 5 anos. Deve entender que, assim, eu tomaria partido eleitoral em curso, lembrando que não sou autor da mencionada ação danificada.

Enquete mostra estabilidade nas eleições para prefeito de Cachoeiro-ES

A eleição para prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES continua indefinida pelos números da mais recente enquete realizada pelo Instituto Leia entre os dias 06 e 09 com 900 entrevistados.

A disputa entre Carlos Casteglione (PT) e Glauber Coelho (PR) deverá se definir melhor com o início do horário eleitoral, no dia 21.

O republicano continua liderando com 44% e o petista mantém-se na posição de 33,11% enquadrando uma diferença de 10,89%. Apenas dois fatos políticos aconteceram nos últimos cinco dias que podem refletir na próxima amostragem: a inauguração do comitê de Glauber com as presenças políticas do deputado Theodorico Ferraço (DEM); ex-prefeito Roberto Valadão (PMDB) e José Tasso (PMDB). O outro registro foi à adesão pública do deputado federal, Camilo Cola (PMDB).

O número de indecisos já cai para a casa dos 22,89%. Os números não indicam um favoritismo e o fato de duas candidaturas divide o eleitorado de 120 mil, gerando pela primeira vez tanto para um lado quanto para o outro a sensação de vitória.

O Instituto Leia já registrou pesquisa para a publicação, na próxima semana, confirmando a posição do eleitorado de forma científica, ouvindo 800 pessoas e mantendo o leitor deste jornal ainda melhor informado sobre as tendências do processo eleitoral de Cachoeiro de Itapemirim.

 

Eleições: Theodorico apadrinha Glauber a serviço da geopolítica

O presidente da Assembéia Legislativa-ES, Theodorico Ferraço (DEM), foi quem lançou o deputado estadual Glauber Coelho (PR) a prefeito de Cachoeiro de Itapemirim-ES, quinto colégio Eleitoral do Estado.

A geopolítica inventada pelo ex-governador Paulo Hartung (PMDB), integrada pelo senador Ricardo Ferraço (PMDB), governador Renato Casagrande (PSB) e João Coser (PT), define suas preferências, eliminando outros.

Cachoeiro de Itapemirim

Cachoeiro de Itapemirim foi uma das últimas cidade a ser atingida nos últimos dias antes de fechar as homologações das candidaturas encerradas no dia 5. Impedido de ser o candidato, o grupo indicando Glauber o “eleito”.

A estratégia política eliminou de uma vez só os peemedebistas Camilo Cola e José Tasso. Com impedimento legal de Theodorico, o próprio foi comissionado indicar seu colega com a benção do senador Magno Malta (PR).

Todos negam a existência dessa política seletiva, apelidada pela Imprensa como “geopolítica”. No caso de Cachoeiro, a fatura está nas costas de Theodorico que operacionou todo o processo com apoio do ex-prefeito Roberto Valadão, atual presidente do PMDB.

O que o grupo não contava é que, em Cachoeiro, este golpe contra várias candidaturas transformariam a eleição num plebiscito entre Glauber Coelho e prefeito Carlos Casteglione (PT), em condições iguais.

O povo vai ter de ser convencido de que o republicano não é apenas fantoche das velhas lideranças políticas. Neste momento, o jogo zerou, o prefeito entra ganhado no processo sem ter feito nenhum esforço.