Cirurgia de circuncisão pode diminuir risco de doenças, como AIDS

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, Estados Unidos, revelaram resultados de um estudo sobre circuncisão (remoção do prepúcio, prega de tecido que recobre a glande do pênis) e como ela pode ser benéfica na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. No relatório eles pedem para que a Academia Americana de Pediatria indique a cirurgia para todos os recém-nascidos, afirmando a necessidade de adotar o procedimento rotineiramente.

O trabalho foi realizado durante dois anos, acompanhando 3.500 homens sexualmente ativos em Uganda. Segundo os resultados, a cirurgia diminui em até 60% o risco de contrair o vírus HIV, além de reduzir a contaminação por HPV (30%) e por herpes (25%).

Normalmente associada a motivos religiosos – a prática é difundida no judaísmo e islamismo -, ou não aconselhada, como no cristianismo, a circuncisão sempre foi alvo de polêmicas.

O procedimento começou a se “popularizar” por considerações de higiene e por evitar o desenvolvimento de fimose. Mas a Academia Americana de Pediatria foi contra a difusão da cirurgia, uma vez que não havia indicação médica absoluta para o procedimento, por não haver evidência científica suficiente sobre os seus benefícios.

Anos depois, em 1989, o argumento foi revisto e a entidade afirmou que havia tanto benefícios quanto riscos aos recém-nascidos circuncidados. A ordem foi mantida nas últimas diretrizes (2000), acrescentando que o procedimento, quando adotado, deveria ser feito com o uso de anestésicos locais. A ideia dos pesquisadores da Johns Hopkins é que as novas diretrizes recomendem o procedimento em todos os casos.

Fonte: Fonte: OMS, Universidade Johns Hopkins