Sem infância, as crianças não serão adultas

Estamos vivendo um novo tempo. As nossas crianças estão expostas à revolução tecnológica tanto quanto os adultos. As regras estão valendo para as duas gerações e todas as faixa-etárias. O lado bom é o aprendizado sobre a vida, rapidamente. O lado ruim é o ensinamento absorvido de ilicitudes subjetivas e objetivas.

O pós-modernismo estreitou as diferenças entre país e filhos naquilo que deveria ficar, hierarquicamente, distantes. O respeito se tornou raro com a falta de comunicação nos quadrantes dos apartamentos e casas, intermediadas pela internet, pelo celular e outros meios da geração matrix de Steve Jobs.

Os excluídos desta nova geração híbrida e indefinida, por sua vez, estão na condição dos leprosos dos tempos medievais, em separados, mas ameaçadores pela falta de cura. Assim, estão os viciados em crack, os dependentes químicos, sem tecnologia, mas dominados pela invenção mais primata, a droga.

Nossas crianças precisam de parâmetros morais, éticos e espirituais. O Estado tem responsabilidade com políticas públicas, mas a família, já estressada, precisa se recompor para salvá-las. Sem infância, não teremos adultos responsáveis, mas, provavelmente, monstros aprisionados ou perambulando pelas ruínas da sua cidade.

É uma fase delicada, de transição ainda surrealista, libertária, mas anarquista na absorção de informações ao atacado, promovendo choques neurais em produzir objetivos obscuros para futuro próximo. Os abusos sexuais infanto-juvenis têm sido devastadores e atingindo todas as camadas sociais, quase incontroláveis.

O mundo se depara com uma falência econômica e, agora, familiar. Ninguém, que se saiba , criou uma tese ao menos sobre para onde está caminhando a humanidade, nos seus sentimentos inegociáveis. As nossas crianças vão precisar de norteamentos fora do padrão que conhecemos hoje. Que Deus nos abençoe na missão!

Redação vencedora do concurso promovido no tiwtter contra abuso infantil by @alexsandraleit

Concurso de Redação Carinho de Verdade

Tema proposto: “Abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes: como é possível
combater?”

O ser humano sempre teve a necessidade de explorar o meio em que vive, mas em dias atuais os sinônimos de exploração não são mais os mesmos, explorar, que em um passado recente teria sinônimo de pesquisa, análises, observações, hoje possui equivalência de abuso, sofrimento, amargura, dor, infelicidade e em muitos casos suicídio.

O abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes é algo alarmante em nosso mundo, um ato desleal que geralmente ocorre em ambientes onde há desigualdade,pobreza e exclusões sociais, crianças e adolescentes, principais alvos de exploradores,que as usam para obter capital. O ambiente familiar que essas crianças vivem também é indicador para a acentuação desse problema, já que esses jovens muitas vezes fogem de casa por não aguentar mais um ambiente de alcoolismo, drogas, brigas e agressões.

Projetos sociais de acompanhamento para famílias carentes e excluídas da sociedade, denúncias, combate a criminalidade de tráfico de crianças e adolescentes, atuação da sociedade civil, turismo sustentável e infância, são propostas que poderiam diminuir e futuramente extinguir o problema de exploração sexual no mundo.

 Acompanhamento psicológico para a vítima e familiares próximos, proteção legal seriam as propostas para as vítimas que já infelizmente já sofreram esse tipo de abuso.Além da punição aos culpados o objetivo também é reintegrar as vitimas do abuso sexual, ajudando-as a abandonar o sofrimento,a amargura no passado e prosseguira vida com seus direitos devidamente respeitados, uma vida com mais amor,dignidade e carinho de verdade.