Os “Evangélicos” estão matando Deus

*Jackson Rangel Vieira
 
Os evangélicos inventores da pirotecnia gospel com repertório para todos os gostos de pessoas religiosas estão matando Deus. Subtraíram a espiritualidade e inserirem a religiosidade com dosagens fortes de emoção no rito, com superprodução de palestras sem nenhum compromisso com a invocação do Espírito Santo.
 
Deus, Jesus Cristo, Espírito Santo e Bíblia se transformaram retórica de conferencistas e levitas comprometidos com o mercado gospel, aonde rola muito dinheiro e enriquecimento ilícito, sob a proteção do Estado. Deus definha no coração de compradores desta “fé” que se esfria dia-a-dia. A humanidade, criatura, se rebela contra o Criador.
 
As Igrejas feitas pelas mãos de homens são point de pessoas que conhecem a Deus, mas sem submissão. Vale-se de uso e costumo para uma satisfação interior programada para manipulação e sugestão por sacerdotes que se especializam mais na psicanálise e psicologia em detrimento da teologia do Reino de Deus. Holocausto espiritual!
 
O caminho está cada dia mais estreito no pós-modernismo. Transformaram o lugar santo em palco de shows. Chamados homens de Deus não vivem mais pela fé, antes pelo vil metal em contratos de conferencistas e pastores escalpelando os incautos negligentes em conhecer a vontade do Senhor pela simplicidade da Graça em Cristo. A ordem do culto, tanto é assim, primeiro os efeitos especiais. Por último, em ínfimo tempo, a Palavra.
 
A ofensiva dos falsos profetas, alguns estão caindo em desgraça para vergonha da Igreja. Por todos os lados, ensinado fábulas e filosofias vãs, negando a misericórdia e compaixão aos sedentos da Salvação. Estão matando Deus da presença do ser humano, mas nunca a criatura que está determinada a se tornar nova: filho e não bastardo.
 
 *Jackson Rangel Vieira é jornalista e evangelista

Tempo de reforma no Cristianismo

“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (João 8:32)

Escolhi a alta madrugada para escrever este artigo que pode levar a muitas interpretações. Contudo, lutarei, em palavras, para que seja compreendido ao menos. O cristianismo como se pratica está falido. Tantos os evangélicos como os católicos. A teologia sistêmica produziu regras aprisionadoras aos seus seguidores.

Não indicarei capítulos ou versículos para fundamentar a construção deste limitado pensamento. Que o leitor seja orientado pelo Espírito Santo, assim como dele careço neste momento. Defendo a desconstrução deste cristianismo, com suas mensagens distorcidas das Boas Novas. Jesus Cristo morreu, pagando bom preço, para a libertação da humanidade. E não para as Escrituras serem fardos sobre os ombros já decaídos do pecador.

Depois do catolicismo político; após a reforma protestante; e há 100 vivendo o pentacolismo com suas muitas ramificações, chegou o momento de homens e mulheres de fé e cheio do Espírito Santo dar um basta na mensagem ameaçadora e chantagista, não libertária. Passou da hora de viver em Cristo a sua mensagem da graça.

Inconcebível pastor que não dá a vida pelas suas ovelhas ameaçar incautos com “profecias” do medo, impondo hábitos, costumes e regras para sustentar um sistema de poder religioso. Quem aceita Jesus Cristo recebe no ato a libertação pela graça, mediante imensurável compaixão e eterna misericórdia.

Sendo mais específico e, talvez, insano para a maioria: O salvo só Poe viver sob a graça. Não tem obrigações com Igreja de paredes,  sacerdotes e roteiros eclesiásticos. Deve se congregar, mas não obrigado. Se o Espírito Santo não conduz seu templo com alegria e espontaneidade, nova criatura não é e libertado não está.

Se o salvo está imposto de participar de “correntes”, “retiros”, “vigílias’, em ações repetitivas, semanárias, mensais e anuais, que diferença  dos rituais “condenáveis” de outras religiões e seitas que impõem julgo de penitência para inferir aparente santidade? O cristão tem de ser livre até para se congregar. Não vai perder a benção porque não participou do culto ou missa, mas se selado, fará igual ou mais no serviço do Rei onde seu coração lhe conduziu, seja para dentro do quarto ou para o monte da oliveira.

Jesus não estabeleceu linha legalista para homens se aproveitarem na comercialização em seu nome. Muito menos deixou exemplo vexatório de mercado de louvor em troca de 30 moedas ou mais. Não existe respaldo apostólico para a existência do cristianismo como se apresenta.

Não há necessidade de inventar algo novo, o que seria patinar no farisaísmo. A reconstrução do Templo de Deus, digo eu, precisa ser habitada por justos livres em espírito e em verdade, sem a imposição de verdugos da fé.

O ser humano atingido pelas Boas Novas tem apenas o dever de fazer a vontade de Deus nas verdades absolutas. Deixar o Consolador cumprir a sua missão, falando por cada inscrito no Livro da Vida, como vento que sopra por onde quer, sem a imputação da culpa já apagada por Aquele que deu a vida para esta magnânima graça, que basta.

O novo Cristianismo tem de ser, fundamentalmente, Bíblico. Sem doutrina. Sem teologia. Sem Deus de templo feito pelas mãos dos homens. Prática espiritual sem cronograma imposto. Somente pela fé, esperança e o amor. Acho que merece um segundo capítulo! Acho!

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