MP pretende investigar concurso de Cachoeiro de Itapemirim-ES

 Numa ação rápida e eficaz, baseado em indício, o Ministério Público de Cachoeiro de Itapemirim, com responsabilidade, está notificando responsáveis pela coordenação do Concurso Público anunciado pelo presidente David Loss (PDT), sem a concordância da maioria dos seus pares.

 A celeridade do Ministério Público é digna de elogio em defesa do possível crime público contra incautos diante de possíveis e graves irregularidades de um processo seletivo com custo de R$ 170 mil, vencido por uma única empresa participante e, também, suspeita por denúncias em vários Municípios.

 A promotoria deve começar ouvir os envolvidos a partir do dia 6 de outubro, com observação, em caso de negativa, sob força policial. Este jornal, calejado em situação semelhante no passado, foi o primeiro veículo a levantar a suspeição. A maioria dos vereadores na última sessão protestou contra o concurso.

 Como jornalista, denunciante toda vida profissional, sinto-me honrado não pelo escândalo porvir, mas por não se sentir só em demandas tantas. Só o fato do MP almejar apurar os indícios aumentam a lisura e transparência dessa caixa preta da Câmara que já criou feudo maligno com poder maior do que a dos parlamentares.

A promotoria, por certo, tomará um susto se, in loco, convocar todos os efetivos e comissionados nos seus ambientes de trabalho. Vai ter gente fazendo fila em quarteirão, que não trabalham. Digna de uma cena de repercussão nacional. O objeto não permite discutir que ali estão também os maiores marajás do serviço público do Município. Espantoso!

 Ficou claro, pelas denúncias da maioria dos parlamentares, que o concurso foi objeto de desejo pessoal do presidente da Casa, pois foi aprovado sorrateiramente num artigo entre tantos outros, sem ser nominado. Traiçoeiramente. E, ainda, ficaram justificando nos corredores ser exigência do Ministério Público, no que ninguém acredita pelo inchado quadro.

 O promotor Cleto Pedrollo, uma das reservas moral e ativo sentinela dos direitos públicos da cidade, com atos corajosos, ao notificar os envolvidos, demonstra sua preocupação em preservar a lisura e a transparência dessa determinação discricionária e solitária de alguns membros dirigentes da Câmara.

 Após o culto em Igreja Batista Village da Luz, na quarta-feira, fui abordado por um membro com olhos marejados, depois de tomar conhecimento da denúncia de domínio publico, de como fazer para recuperar os seus R$ 60, 00 de inscrição. Confesso, não soube responder! Foi uma cena lamentável para mim, de impotência.

 Além da série de outros fatores, testemunhais e materiais, pesa ainda a desconfiança porque o atual presidente David Loss se valeu de tanta pressa depois de perder a reeleição para realizar o concurso, cuja legitimidade estaria, se fosse o caso de fazê-lo, para o sucessor determinar seu prosseguimento ou não.

Além do mais não consultou nenhum membro da sua mesa e nem mesmo debateu com os 12 vereadores sobre o processo em aberto do famigerado concurso. Somente uma resolução suspendendo resolveria este escândalo e daria alento à sociedade.

Deus abençoe Cachoeiro de Itapemirim e suas Instituições!

O concurso de David Lo$$, alguém acredita???

David Lo$$ vai para o segundo concurso como bom moço, mas é uma farsa

 

O atual presidente da Câmara de Cachoeiro de Itapemirim, David Lo$$, político mais rico do Município e um dos mais bastados do Estado, com mais de R$ 5 milhões declarados, conhecido apenas pela sua destreza de professor, não gosta de ser denunciado. Nenhum político, principalmente, gosta. 

O caso dele, estrilar mais, é decorrente de manter a imagem de bom moço nas instituições filantrópicas das quais faz parte. Tem a chamada “imagem a zelar”. Curiosamente, difícil um raio cair no mesmo lugar, contudo, no caso dele, caiu. Não bastasse um dos concursos da mesma Câmara, como coordenador do Guimarães Rosa, ter colocado pela janela alguns protegidos. Só perguntar ao ex-presidente Juarez Tavares Mata e aos beneficiários. 

David se elege vereador, encabela os neófitos e se torna presidente. Resultado: mais um concurso, com uma única empresa interessada e de antecedente, em Muniz Freire, de levantar suspeição a analfabeto. Numa pressa desenfreada após perder a reeleição da mesa, promovem movimentações mais suspeitas ainda, até de madrugada, para viabilizar as matrículas dos incautos. A procuradora da Casa disse para o presidente eleito, Júlio Ferrari, algo mais ou menos assim: “não se preocupe, vão passar amigos nossos”. Isto não é suspeição? 

O Ministério Público, hora dessas, deveria fazer um teste: convocar todos os servidores do Poder Legislativo para se apresentar no ambiente da Egrégia Habitação. Se couber, eu deixo de ser jornalista e nunca mais escrevo uma linha sequer retratando o quadro da cidade! O Regimento do Poder Legislativo é um monstro deformado, para burlar todo tipo de moralidade. 

De modo geral, quando o político é denunciado, a primeira satisfação a dar ao seu eleitorado e correligionários é de que o denunciante é “mentiroso” e que vai processá-lo. O último político a me processar foi o ex-deputado Na$$er Youssef. Nem sei por onde anda. Deixar de provar a verdade, não deixei. 

Como sou cristão, o denunciado abusa mais. Isto nunca foi bom, entrar na intimidade da fé de outrem. É algo pessoalíssimo. Sobre o concurso, posso provar e levar testemunhas para decifrar o enigma em quaisquer esferas. Neste caso, como bacharel em direito, sei que vai promover uma aporrinhação. Mas, vou-lhe conceder um motivo para ter chance de ganhar na justiça por danos morais, sabendo que vou invocar a exceção da verdade: David Lo$$, você é um embuste e mau-caráter.