Como libertar um oprimido

Tipo: Estudos bíblicos / Autor: Ricardo Ribeiro, Pastor & Coach

A opressão ocorre quando uma pessoa é influenciada por demônios; conseqüência absoluta do pecado. Quem está debaixo de opressão pode perder a vitalidade, sentir dores, tonturas, calafrios e inúmeras outras sensações. Seus sintomas incluem cansaço emocional, físico e espiritual.

Quando o demônio exerce poder sobre a mente da pessoa, ele insere pensamentos destrutivos e o seu coração fica “apertado”. Esta é uma das razões para crermos que a mente e o coração são os alvos principais de Satanás e seus demônios.

A pessoa oprimida deixa de ter vontade de viver, desanima e perde toda a esperança. Já não vê mais graça no que via antes, não tem mais vontade de fazer qualquer coisa e julga-se incapaz de conseguir algo melhor. Tão somente sobrevivem. Em geral, este tipo de gente não suporta ouvir a Palavra de Deus; sente-se irritada, incomodada e passa mal diante palavra.

E O CRISTÃO? Novamente ratifico. Um servo de Deus pode vir perder a comunhão com Deus, por causa de algum pecado não confessado, ou de alguma heresia. Deus não convive harmoniosamente com trevas (2Co 6.14). Quando o pecado encontra espaço no coração do cristão, ele fica exposto aos ataques malignos. Na realidade ele cedeu direito ao inimigo para fazer isso.

Sempre que ocorrer um ataque demoníaco, o cristão deve clamar ao Senhor, implorar pelo seu auxilio, confessar os seus pecados e, fechar todas portas que foram abertas ao inimigo. Como última providência cubra-se com o Precioso Sangue de Jesus que nos limpa de todo o pecado e restabelece nossa comunhão com o Seu Espírito. Muitos não conseguem fazer isso sozinhos, e precisam da ajuda de um homem de Deus para alcançarem a misericórdia do Senhor.

A esta altura você deve estar perguntando o seguinte: como descobrir se a pessoa está oprimida?

Ao ministrar a Palavra em lugares onde não conhecemos as pessoas, só poderemos identificar se alguém está sofrendo de opressão maligna, caso nos relatem alguns sintomas. A maior ajuda, porém, vem do próprio Deus, que concede o dom de DISCERNIMENTO ESPIRITUAL. Se você não for munido de discernimento, correrá o risco de confundir uma dor de barriga com opressão. Outro fator importante para reconhecer uma opressão, é a experiência ministerial, que só é obtida após alguns anos trabalhando com Libertação.

Geralmente, uma pessoa oprimida não consegue glorificar o Nome do Senhor, sentir a presença do Espírito Santo ou expressar qualquer sensibilidade espiritual. Nesses casos, percebemos um bloqueio na sua mente que deve ser quebrado, sempre em Nome de Jesus.

Há casos em que orar, chorar e até mesmo falar em línguas, não passam de um disfarce utilizado pelos demônios com o fim de enganar os incautos. Os demônios podem imitar algumas manifestações do Espírito Santo. Conseguem falar em línguas, talvez por terem sido anjos, e ainda se lembrarem dos sons celestiais. Por outro lado, a mente humana pode, devido às pressões do ambiente, tentar imitá-las. Em alguns círculos eclesiásticos, esta pressão é bem forte.

Como reconhecer uma opressão, visto que alguns oprimidos se fazem passar por adoradores? É aqui que entra o dom de discernimento de espíritos (1Co 12.10). Estou falando de um discernimento que vem de fora e não do interior do coração. Para que isto aconteça é preciso consagração.

Satanás é ardiloso, e fará tudo o que puder para enganar o ministro de libertação. Enquanto está oprimindo uma vida, tenta camuflar esta realidade, com sorrisos, palavras bonitas proferidas, orações e cânticos. Devemos permanecer firmes e vigilantes contra essas ciladas (Ef 6.11).

Eis alguns sinais de opressão:

Nervosismo excessivo
Dores constantes na cabeça
Insônia
Medo
Desmaios
Vontade de morrer
Doenças que médicos não descobrem
Visões / Audições
Coração apertado
Pensamentos pecaminosos
Atitudes descontroladas
Entre muitos outros

Como libertar uma pessoa que sofre de opressão?

Em primeiro lugar, a pessoa deve ser conscientizada de seu verdadeiro estado. Não use de sensacionalismo, evite expor a vida da pessoa ao ridículo. Se for durante um culto, fale com elas particularmente. Elas precisam entender a situação em que se encontram e desejarem a libertação no Nome de Jesus. Peça que orem ao Senhor, confessando seus pecados e rejeitando as investidas do inimigo. Em seguida, como representante de Jesus, desfaça todo direito de opressão dado ao demônio e feche todas as portas de entrada.

Normalmente durante uma opressão maligna não há manifestação de demônios, porém algumas pessoas podem cair, durante o processo de libertação, isto acontece, porque seu físico até então, estava sob controle de forças satânicas, e ao saírem, sobrevém uma desestruturação. Isso é normal, para resolver o problema, basta pedir ao Senhor que cuide do corpo, alma e espírito dessas pessoas. É sempre bom ter o apoio de outros cristãos, que amparem essas vidas. O papel destes é segurar, cuidar e lhes oferecer um pouco de água, e muito amor, para então orar com elas e ministrar-lhes a paz de Cristo.

Diário de Um Evangelista: Que queres de mim?

Chega momento da vida cristã, em alguma parte da caminhada, em meios a promessas e experiências celestiais, com a carne lutando contra o espírito e nessa luta sem trégua, ora vence um, ora vence outro, o templo de Deus na forma humana entra numa crise espiritual. No silêncio do Senhor remove a existência dos filhos do homem a este ponto, da fé ser questionada pela dúvida.

O tempo passa, e o seu servo se abate pela dúvida por causa da incerteza da vontade de Deus para sua vida, ainda que tenha a certeza da vitória, prometida pelo o Filho Jesus Cristo. A impotência do crente diante da vontade do Criador não significa a ausência de fé, ainda que o interrogatório sobre a alma seja paradoxal, pode e deve representar o poder de Deus que se reveste, justamente, na fraqueza.

As provações de Deus e as tentações do diabo são dosagens celestiais acima daqueles que não conseguem andar em espírito e verdade. E aos que conseguem, suportam o flagelo, solitariamente. Da parte de Deus, a gente recebe com dor e amor a correção e o aperfeiçoamento. Da parte do inimigo, nós suportamos com desconfiança, porque se testa a lealdade e intimidade com o Senhor.

E quando se passa pelo terceiro céu, na unção de Jeová, é para dar glória e louvar Santo, Santo, Santo, numa alusão da trindade e seu domínio por todas as dimensões sobrenaturais e metafísicas. Mas quando se passa pelo vale da sobra da morte, o peregrino se esforça pelo Espírito Santo, orando para que este não esteja fosco, para ultrapassar os laços do passarinho e as sombras do maligno, intacto.

Nas duas situações, prostrando diante do Altíssimo, ou lutando com a armadura de Deus contra as hostes malignas, com suas potestades e legiões, quase sempre se sai aleijado. Se a luta é com Deus, como lutou Jacob, a benção foi dada e as marcas de Cristo justificam o embate. Porém, se a guerra se trava contra o inimigo, não se pode sair manco, porque não se devem carregar as moléstias de Satanás para testemunho dos que devem ser salvos.

Entre uma luta e outra, entre o céu e as chamas do inferno, o crente, como eu, pergunta-se: qual o prazo de minha validade neste mundo? E enquanto aqui estiver, neste tabernáculo terrestre, que desejas de mim Senhor, além da minha humilde e limitada capacidade de entender a Tua vontade? Sim, por mais que busque, achamos que não se encontrou o limiar da glorificação como se não tivesse iniciado nem trilha da santificação. Assim, me sinto, entre a primeira pessoa do singular e do plural, que queres de mim?