Não existe Imprensa imparcial. Existe jornalismo mentiroso e mercantilista

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Nunca existiu Imprensa imparcial. Toda escrita tem seu lado e sua convicção. O que sempre existiu, em nome dessa pretensa imparcialidade, foi o jornalismo de conteúdo implícito com sua dosagem exagerada de interesses disfarçados nem sempre republicanos.

Para exemplificar: Um emissora católica não vai permitir um pastor evangélico pregar suas crenças nela e vice versa. É óbvio. A parcialidade vai defender os interesses de sua difusão conforme assentamento do nicho do seu público. Perfeitamente legítimo a relatividade da notícia. O que não pode é censurar Deus ou o Diabo.

O jornalismo moderno desmistifica essa falácia de Imprensa Imparcial. O jornalismo moderno é analítico e opinativo. O registro do fato é apêndice para ser decifrado, errado ou certo, aplicando hermenêutica e exegese, interpretando o fato para o leitor, ouvinte ou telespectador.

As redes sociais, por exemplo, acaba de vez com esse surrealismo. O internauta não é apenas expectador e nem pólo passivo de informado. Ele também é comunicador. Quanto aos tendenciosos ou mercantilistas, a credencial dos meios de comunicação se incube de separar o joio do trigo.

Engana-se quem quer ou está aquém da cultura, além de se submeter à imbecibilidade.

A fachada da imparcialidade na Imprensa

Por Jackson Rangel Vieira, jornalista

Defendo a tese desde muito sobre a parcialidade de todos os meios de comunicação no mundo. Não pesquisei para conhecer o autor da chamada “imparcialidade” da Imprensa, mas se existe foi um farsante.

Todo veículo de informação tem no seu núcleo editorial a parcialidade ideológica ou de pensamento, mesmo revisionista. E nos dias de hoje se evidencia ainda mais a digital da verdade relativa de cada órgão noticioso.

Está aos olhos vistos, mas por ignorância ou por parcialidade, alguns pseudopensadores, fundamentalistas, querem criticar o que desconhecem. Acaso, uma rede de comunicação evangélica vai ser imparcial quanto às suas doutrinas? O catolicismo vai ficar ouvindo o outro lado ao se tratar de seus dogmas?

A Rede Globo sabidamente tenta ser ecumênica, mas tem fortes raízes com o espiritismo. A Rede Record é do Bispo Edi Macedo, sustentada pela Igreja Universal. Enfim, todos os veículos tem direção com visão parcial de muitos temas, mas não avisam ao leitor, inferindo linguagem subliminar, muito pior.

Com a pluralidade de ideais e diversidade de órgãos de informação, incluindo os oficiais de corrente pública, não existe a chamada “imparcialidade”. Cabe ao leitor, ouvinte e telespectador fazerem o cotejo entre as informações, lendo o jornal de sua preferência, trocando de estação ou canal. O que passar disso é pura hipocrisia.

Nos EUA e outros países mais avançados na liberdade de expressão, a linha editorial parcial está dentro da normalidade, defendendo o candidato de sua preferência em quaisquer tempos, mesmo em período eleitoral, enquanto no Brasil, o arcabouço jurídico tem células tutelares provincianas para coibir a opinião.

Há de se saber que esta liberdade, partindo para a libertinagem, está colocando em risco a credibilidade do veículo, logo sua saída do mercado. Ou seja, os meios de comunicação sofrerão sanções de mercado se não atenderem, na sua linha editorial, as camadas atingidas. Simples assim.  Mas, o que vemos é uma anômala bolha de proteção a um sistema falido, próximo da ditadura civil que só beneficia títeres.

Liberdade se não for ampla, não é liberdade! A opinião deste jornal é a opinião deste jornal para ser comparada às outras de outros veículos. Não é preciso cientificar isto. É simples assim.

 

Folha do ES e Jornalista vão representar contra Justiça Eleitoral de Cachoeiro-ES

Por Jackson Rangel Vieira, jornalista

A Folha do ES, há mais de 15 anos como diário, pioneiro fora da Grande Vitória, chegando a circular com duas edições, matutina e vespertina, está preparando representação contra o juiz eleitoral Mário da Silva Nunes Neto e a Chefe de Cartório Michele Depollo por exercerem poder excessivo (abusivo), em perseguição notória e cronológica contra o jornal e este jornalista.

Com dois pesos e duas medidas, de 2008 até presente data, este Cartório se vale de denúncias infundadas para reprimir a liberdade de expressão, pessoalizando com retaliações por causa das denúncias já publicadas contra juízes anteriores e à mencionada serventuária que sentenciam e notificam “criminosamente” contra os leitores. Com prejuízos imensuráveis. Enquanto, concorrentes como A Tribuna e A Gazeta circularam normalmente! Um vexame!

Juízes e serventuários, promotores e policiais são “funcionários” dos cidadãos. Seus salários são dos contribuintes. Parece-me que optam por se autodenominaram como acima do bem e do mal nos seus gabinetes. Não aceito ser tratado como bandido, como contraventor ou algo que valha. Podem puxar as dezenas de processos contra mim e encontrarão somente ações de poderosos discriminados por matérias analíticas, opinativas e investigativas que os contrapõem.

Editorial na primeira pessoa se faz necessário. Vou representar na Corregedoria e no Conselho Nacional de Juízes (CNJ). Como jornalista eu tenho o direito de fazer circular o jornal em qualquer parte do mundo, pois hoje as fronteiras estão abertas com a era cibernética, tecnológica, digital, com o nascimento das redes sociais, onde todos são comunicadores e receptores de informação em tempo real.

Muitos magistrados e promotores precisam fazer curso intensivo de jornalismo pós-modernista. Não existe Imprensa de registro e ações entre amigos. A Justiça, exceções, tem sido injusta e sem crédito por conta de poucos que prevaricam contra os incautos, os sem voz. Eu, o juíz e a tabeliã nos encontraremos em outras instâncias. E não temo a nada, pois minha consciência está mais alva do que a neve.

Com provas testemunhais e materiais.

 

Judiciário vem violando a liberdade de expressão

Não existe estatística, contudo, entre um e outro registro via redes sociais e mídia convencional, registro de censura contra meios de comunicacão no interior do Brasil, principalmente, sob a égide da tutela antecipada, liminar, requeriada por suposto ofendido, geralmente políticos, no sentido de impedir qualquer notítica negativa contra o impetrante. Trata-se da institucionalizada mordaça encoberta por redoma jurídica.

Em cidades pequenas e médias, com Imprensa próxima dos agentes públicos, onde estes adentram às redações como se fosse extensão de seus escritórios, intimidam e ameaçam jornalistas. Invocam juízes mal intencionados que propalam sentenças extrúxulas de presunção dos crimes de calúlia, injúria e difamação. É a chamada lacuna da lei, para introduzir tal  interpretação, esta sim, crimimosa.

Os poderosos, ainda, tratam os seus interesses como coronéis. Quem se contrapõe é tratado como gado de um curral na selva de pedra. O Estadão é um exemplo, diferente, mas possível, da grande Imprensa, punido por este tipo de censura via família Sarney. Um desrespeito ao Estado de Direito e à livre expressão, um bem,  que deveria ser intocável na construção de uma sociedade igualitária.

Se a situação está assim, degradante, na revolução tecnológica, o Brasil, por meio de seus governantes, o PT, ainda se atrevem em impor discussões sobre marco regulatório da mídia. O meio deavergonhado de se valer do poder discricionário para produzir uma açào entre amigos pela Imprensa, extinguindo sua atribuição de sentinela e arauto dos descamisados e sem vozes.

No Espírito Santo, dois veículos tradicionais, pioneiros, estão amordaçados neste momento: www.séculodiário.com.br e www.folhadoes.com , através de consórcios de políticos e “bandidos de toga”, para ocultar cadávares de inocentes assassinados por uma elite cheia de requintes de crueldade. Este País precisa se passado a limpo e isto só acontecerá com a liberdade midiática, hoje, com múltipla forma de opinar, investigar e analisar, produzindo luz à conciência do ‘Mito da Caverna”de Platão.

Imprensa analítica, investigativa,opinativa e livre

Aos poucos tem visto o ar provinciano de Cachoeiro de Itapemirim, ES, terra de Rubem Braga, se dissipando. A Imprensa analítica e livre vem revolucionando a cultura da sociedade, uma inovação regional. Já é praticada por alguns meios de comunicação nacionais e pelo mundo evoluído.

 A FOLHA DO ES vai incrementar mais o jornalismo opinativo, investigativo e analítico que é o futuro diante de ecléticas mídias, como as das redes sociais e digitais – linguagem rápida – e os veículos de propagação em massa. As linguagens são diferentes para cada público.

No caso do Espírito Santo muito pouco se pratica, em espaço maior, o jornalismo opinativo e analítico, optando pelo registro dos fatos a pretexto de manter a “imparcialidade”. Sabe-se, ou optam por não saber, que as matérias de registro, pela quantidade e ilustrações, inclinam-se mais para a parcialidade em detrimento de sabida opinião do veículo.

 Exemplo: O Estado de S. Paulo, jornal e rede, seguiu a linha da Revista Veja, opinando de proteger a liberdade, não votando em Dilma Roussef (PT). A iniciativa é inovadora no Brasil. No Primeiro mundo a pluralidade de idéias é praticada sem qualquer constrangimento. Os veículos de comunicação, em geral, tomam partido sem prejudicar a Democracia.

 A Promotoria da Justiça Eleitoral de Cachoeiro de Itapemirim, pelo fato da FOLHA DO ES opinar sobre as condições de vitória de candidatos, como instrumento apropriado e especialista no tema, acatou denúncia de prática ilícita eleitoral como se estivesse promovendo campanha ilegal e pesquisa não registrada. Determinou recolhimento de alguns exemplares da banca. Um absurdo! Um entendimento! Um falso entendimento! Um tipo de censura!

Quando um jornal opina e analisa, está colocando em cheque a sua própria credibilidade. No caso, o jornal acertou as previsões que foram milimétricas. Atestou as votações possíveis – nisto acertou todas – e os eleitos, equivocando-se na reeleição do deputado federal Camilo Cola que ficou entre os mais votados, entretanto, barrado pelo quociente eleitoral na legenda.

 Cachoeirenses e capixabas, principalmente as instituições fiscalizadoras de direitos públicos, terão de se habituar a jornalismo analítico, pois é a linguagem do futuro midiático.