Um dia fatídico

Um fundo musical melancólico. Múltiplas escolhas. Ouvindo palavras por ouvir. Sentindo um final infeliz. Vidas de dores de todas as intensidades, mas sem arrependimento. Todos crescem com o respirar, ofegante ou não. Quando se nasce, não se pertence. Não se busca algo claro nas frases enquanto faltar ordem, apenas muitas curvas.

Desistir não é uma opção. Depois do reinício vem outros e mais términos de ciclos. Uma esquizofrenia. Existe longo caminho de formação de caráter dentro de uma personalidade esbanjando valores relativos. O absoluto? Sim, existe, tudo que você é, na sua perspectiva, é inflexível, literal, sem interpretações. Somente aos olhos alheios você é subjetivado!

Um dia difícil produz lamentações. Sensação de impotência. Motivo para abrir o mar de lágrimas. Mudar a montanha de lugar é bem mais fácil do que vestir uma alma a prova de vaidades, orgulho e narcisismo antropofágico. Escrever sem compromisso com a lógica é o ápice da felicidade a partir de si mesmo. Pontuar, virgular e reticência.

Quando o corpo desmancha, quase nenhuma serventia tem. Só o cérebro funcionando é a proximidade do abismo porque ninguém se afeiçoa pelo seu pensar. Somente o físico atravessa a ponte da satisfação e eclode em prazer pleno por alguns segundos. A mente guarda a verdadeira vida, os segredos mais indescritíveis, inefáveis.

Hoje, foi um dia fatídico. Daqueles, sem mensuração, sem altura, profundidade ou largura. Um dia fatídico.

Quando morrer é viver

São 5h00 da manhã do dia 07 de abril de 2022. Eu pensava que dormir era uma perda de tempo, um estado de morte com respiro. A medicina diz ao contrário. A necessidade de dormir é obrigatória. Bem! existem muitas pessoas que sofrem da síndrome do drácula.

Os pensamentos noturnos, em geral, são inspiradores para enxergar a vida mais triste pelo acordar com a inerente responsabilidade de compromissos e responsabilidade. Alguns chamam isto de ansiedade, estresse, depressão e causas assemelhadas de dormir acordado.

Dormir é estar morto para o otimista. Para o pessimista, o viver é a própria vontade de morrer. No meu caso, sempre fui noturno. Se andar comigo, pode acordar de cabeça para baixo. A fina flor do auto conhecer, acho, acontece na solidão da noite para a madrugada até ao amanhecer.

Quando o HD está cheio é preciso descarregar em outra mente. Essa transferência não é fácil. Entornar suas emoções e sentimentos, parte, só um transplante tridimensional ainda não descoberto. Logo, você sente que o limite é o fim da missão, da jornada, sem mais destino.

Por isso, não dá para julgar como atitude covarde aquele (a) que desiste de dormir e acorda. Quando a repetição das luas e dos dias são rotinas de um ser sem perspectiva, então, de fato, morrer é viver na passagem para a linha infinita do tempo. A maioria quer ficar. Outra parte quer ir embora.

No fundo, você percebe que não tem mais corações e que existe um tempo ilimitada para seus parcos sentidos. Por isso, a ambição de querer tocar, obter, ter e não envelhecer. Aos mais desapegados aos instintos primitivos, o conformismo, mesmo doloroso, produz resultado mais nobre para esperar o não existir.

Amaldiçoou o governador e sua trupe

São 1h35 da madrugada do dia 19 de fevereiro. Está escrito na Palavra Sagrada que a Vingança é de Deus. Tipo, deixa pra lá, nas mãos do criador, o Juiz infalível com sentenças e decisões irrecorríveis. Contudo a maldição pode ser proferida pelo homem na sua incapacidade de lidar com sua imperfeição e com injustiças.

No mesmo piso desse inferno na superfície da atmosfera e mesmo além, alguns altivos seres humanos evitam amaldiçoar o próximo como proteção do princípio divino de amá-lo. Porém, tem quem ame até os inimigos, mas não os inimigos perversos e pervertidos, cruéis na excessiva força de fazer o mal, longe da conversão.

Eu respeito o Criador e submeto-me aos ensinamentos de Jesus, entretanto vou me permitir invocar qualquer maldição que recaia sobre o governador Renato Casagrande (PSB); seu braços direito Tyago Hoffmann; sua Advogada Luciana Andrade; o invertebrado Weidson Ferreira; o prefeito de Cachoeiro-ES, o ventrículo Victor Coelho; e os comparsas.

Essas pessoas terão mortes com deprimentes; fim de muita dor; e uma vida miserável pela utilização de ferramentas preparadas contra mim e minha família de modo covarde, ignorando a força de nossa dignidade e honra. Amaldiçoados sejam todos eles. Eu assistirei, nesta vida, como implorarão por morrer, morte sem sorte. São vermes! Suas tendas vão ser lares de dores intermináveis a partir de agora.

Sejam consumidos pela escuridão de suas almas, pelos assombros dos espectros invisíveis e trituradores de carnes trêmulas. A vingança é de Deus e a paga nesta terra que se derrete entre em erupção, desfragmentando a arrogância e orgulho dessa gente que são adoradores da mentira e discípulos de Adikia.

Eu amaldiçoo todos eles e todos que estão com eles contra a minha casa e a minha família. Amaldiçoados sejam! Que a vingança de Deus venha antes do agouro aqui lançado. Não adianta mais orar por eles. São opositores declarados do Espírito Santo, cujo pecado não tem perdão. Mexeram com a pessoa errada, predestinada. Se rirem, apodreçam!

Alguém cético dirá: eu não acredito na ousadia deste jornalista! Pois creia! E aos que se opõem, viajam para o mesmo destino, porquanto já vi muitos passarem diante dos meus olhos os olhos esbugalhados e sem vida.

A madrugada dos pensamentos

São 00h30 da madrugada do dia 12 de fevereiro. Estou com uma vazio no coração. Seria desumano não senti-lo. Uma melancolia rara em momento de pausa numa guerra entre mundos: interior versus exterior. Sempre fui uma nascente de múltiplos sentimentos. Parabenizo a mim por por me equilibrar nesse paralelismo.

Não é fácil explicar o vácuo com palavras escritas e nem faladas. Acredito ser um espécie de falta de expectativa por tudo vivido, empurrando-me para uma falta de interesse motivador. Como se houvesse um bloqueio, um tipo de limite por me considerar um dinossauro a espera da extinção.

Tenho levantado cansado. Tenho tentado descansar à beira de levantar. Um ciclo de lutas repetidas. Com percepção aguçada. Discernimento aprimorado, custa-me caro, com dores, antecipar-me aos fatos e tentar ingerência sem ser convidado a isto pelas pessoas ao meu entorno. Com isso, decepciono. Assusto!

São poucos os seres viventes que me conhecem. A minha mãe não conta. Ela sabe quem sou desde o seu ventre. A meditação solitária sempre me foi aprazível. Conheci-me bem assim. Olhando-me para dentro. Orgulho-me desse estilo de construção. Faz-me forte além dos que me mensuram nesse quesito. Sou quem sou e gosto de sê-lo.

Enquanto muitos se matam em ter para ser, desde criança nunca sonhei em obter coisas como referência humanista. Sei viver com nada, com pouco e com muito, assim como também se descreve o apóstolo São Paulo. Nos meus textos, sempre faço referência espiritual. Sabe por quê? Sou holístico e não tenho vergonha do meu Deus. Por hoje basta!

O meu vazio é um cisco no oceano de infinitos preenchimentos transbordantes. Acompanha-me se não for prejudicial à sua saúde.

O sistema sob controle demoníaco

São 4h55 da madrugada do dia 10 de fevereiro. Nos meus 40 anos de jornalismo, lutando contra injustiças de toda ordem com indignação que me é peculiar, concluo que o sistema de controle da sociedade na vastidão da humanidade está possuída pelo principado infernal e suas legiões de demônios.

A estratégia de ataque aos seres humanos que nascem bons e se transformam monstruosos é a de produzir lavagem cerebral com dinheiro e poder, deformando caráter e extirpando quaisquer indícios de bondade. Essa possessão se expressa com sinais, aparentemente, normais: manipulação do livre arbítrio.

Têm pessoas ao sol do dia falando sozinhas. Outras entram no espiral da depressão e não conseguem sair nunca mais. Gente religiosos caçando semelhantes para hierarquizar virtudes em comparação destrutiva. A vida como está cheia de gatilhos, um campo de minas explosivas. O bem não está vencendo o mal. Difícil de escrever isto.

As doenças mentais somadas com ações cruéis formam um ciclo de maldade sem precedentes. Agentes desses sepulcros estão em posições privilegiada, ditadores e vassalos com a mesma essência de aniquilar os valores nobres um dia conhecidos pelos primitivos homens e mulheres na alegria de gerar família e clãs sob as ordens de Deus.

No momento, está tudo fora de controle. Lembra um pouco o filme “Iluminado” em que a loucura vai se estabelecendo aos poucos até conseguir completar o coliseu da tragédia sob aplausos dos seus principados.