Tunicão, de Marataízes, comete crime ambiental em Itapemirim, na cara dura

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Tunicão, Secretário do Meio Ambiente de Marataízes, comete crime ambiental na cidade de Itapemirim, vizinha, numa lagoa de preservação natural, com obra de sua propriedade

O secretário do Meio Ambiente de Marataízes, ex-vereador Tunicão, cai em desgraça ao cometer crime ambiental na cidade vizinha, Itapemirim, no litoral do sul do Espírito Santo. Ele está construindo obra de sua propriedade às margens da Lagoa Guanandy, patrimônio turístico e de preservação da região de veraneio.

A matéria, publicada na FOLHA DO ES, ontem, dia 5, causou revolta na população das três cidades daquela linha praiana: Marataízes, Itapemirim e Presidente Kennedy. O prefeito, até o momento, Tininho (PRP), não se manifestou sobre o assunto, enquanto o Secretário do meio ambiente de Itapemirim, Tiago Leal, emitiu dura nota de repúdio.

Na nota do seu colega da mesma área ambiental, o secretário de Itapemirim deixou claro que ninguém está acima da lei e que haverá punição pelos meios legais para coibir a irregularidade da construção. Existe suspeita de que o material utilizado pode ter origem também criminosa, de lastro do poder público.

Nessa confusão toda, Tunicão não colocou só em cheque sua idoneidade, além de ferir o Código Ambiental, mas macula a linhagem do seu saudoso pai, o Mestre Fulica, personagem folclórico de Cachoeiro de Itapemirim, artista da argila, honrado e reverenciado enquanto viveu, aplaudido por onde passava com sua velha Kombi branca.

Entenda o caso por meio deste link da folhadoes.com: http://bit.ly/2CNkCHi

 

Ex-gerente dos Correios de Marataízes é condenada por facilitar arrombamento da agência

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O Ministério Público Federal no Espírito Santo (MPF/ES) obteve a condenação da ex-gerente da agência dos Correios de Marataízes, no sul do Estado, Karla Andrea dos Santos, pelo crime de peculato. A Justiça determinou a pena de prisão de três anos e três meses, em regime inicialmente aberto, que foi convertida em prestação de serviços à comunidade e ao pagamento de multa no valor de 30 salários mínimos.

Karla valeu-se da condição de gerente da agência para facilitar seu arrombamento, na madrugada do dia 4 de fevereiro de 2014, e o roubo de um cofre com R$ 75.287,31. Mesmo não tendo participado diretamente no dia do crime, o MPF/ES conseguiu reunir provas que demonstraram sua coparticipação e a autoria do crime de peculato.

Entre as provas está o fato de que duas semanas antes do roubo Karla foi pessoalmente à casa de uma funcionária terceirizada, que atuava na limpeza da agência, e ofereceu R$ 5 mil para que ela participasse de um assalto.

Também foi apurado que a então gerente tentou modificar a cena do crime. Na manhã em que o roubo foi registrado, Karla pediu que um vigilante quebrasse uma porta de vidro, por onde os criminosos teriam entrado, mas não foi atendida por ele. Ela também foi vista limpando a maçaneta da mesma porta.

Preparação. Para entrar na agência, os responsáveis pelo roubo arrombaram uma porta de aço, e encontraram a porta de vidro, que dava acesso ao local do cofre, destrancada. No dia anterior ao crime, Karla foi a última pessoa a deixar a agência – sendo que ela deveria estar de férias, e não trabalhando – e, nesse mesmo dia, a gerente fez a conferência dos produtos da agência para passar ao seu substituto, porém, “se esqueceu” de realizar a conferência do valor existente dentro do cofre.

Ela afirmou, em depoimento, que, por um equívoco, programou o sistema de retardo da abertura do cofre para o dia 4 de fevereiro e não para o dia 3, que seria o correto. Esse “erro” da gerente propiciou que uma alta quantia em dinheiro estivesse no cofre exatamente no dia em que ele foi roubado.

O crime de peculato consiste na subtração ou desvio, de dinheiro público ou bens móveis, para proveito próprio ou alheio, por funcionário público que os administra ou guarda. O número do processo para consulta no site da Justiça Federal (www.jfes.jus.br) é 0000325-21.2014.4.02.5002.

 

Estou fã da Juíza sem medo de fazer Justiça

Rendo-me à juíza Cláudia Cesana Sangali de Mello Miguel. A magistrada é diferente entre muitos iguais no Poder Judiciário, com sensibilidade social e destemida em fazer Justiça em favor do contribuinte da cidade balneária e turística de Marataízes-ES. Gostaria de apertar a mão dela na condição de jornalista combatente, quase solitário, da corrupção.

Ela proibiu a Prefeitura de Marataízes da cidade litoral sul do Espírito Santo de promover festar e de contratar shows, agências de publicidade e patrocinar qualquer evento, enquanto o gestor não resolver o problema da Saúde no Município. Isto não é incrível! E se descumprir a ordem, multa de R$ 100 mil e a festa do Abacaxi começaria hoje (19).

Não posso deixar de mencionar a ação do Ministério Público, em atuação progressista contra atos lesivos e agentes ímprobos da cidade. Sobre a precariedade relatada pelo MPES, a juíza sentenciou: “Tem razão o MP ao asseverar que os serviços públicos essenciais prestados aos cidadãos de Marataízes são precários. A gravidade das irregularidades é absurda, quase inacreditável”.

Alguém, ainda, lendo, pode pensar, que a juíza está praticando justiça utópica, do possível inatingível. Porém, antes dessa decisão, ela afastou o prefeito de ofício, de imediato, por duas ações de improbidade há cerca de três meses, Doutor Jander (PSDB), que recorre sem êxito. O ex-Chefe do Executivo não desviou milhões, como em outros municípios. Mas, subtrair R$ 1,00 do erário, pelo visto, para a magistrada, tem o mesmo peso de R$ 1bilhão. Assim que tem de ser!

Estou apaixonado no sentido de existir Justiça no sentido amplo e de pessoas da estirpe da magistrada para se ter esperança no avanço da Democracia e nas garantias constitucionais do Estado do Direito conferido ao cidadão. O Poder Judiciário deveria homenageá-la, concedendo-a medalha de ouro por cumprir seu desiderato.

Seu entendimento do Direito é tão simples quanto ao sentimento do povo. Óbvio, se o político é ímprobo não tem de ser afastado das funções – já que, geralmente, o Legislativo é quase um “puxadinho” do Executivo? E se as garantias constitucionais previstas na Carta Magna de que Segurança, Saúde e Educação são direitos de todos, como o gestor vai priorizar pão e circo?

Uma magistrada do calibre da Meritíssima Cláudia Cesana Sangali de Mello Miguel em cada um dos mais de 5.500 municípios do Brasil, passando por toda hierarquia do Poder Judiciário, o Brasil seria outro, seria de todos. Parabéns Excelência! És diferente entre muitos iguais, sendo apenas honesta no cumprimento do dever.

*Jackson Rangel Vieira é jornalista e advogado