Capítulo 3: O Ano de 2020

Nenhum dia é igual ao outro. Nenhuma semana, Nenhum mês. Nenhum ano. Entretanto,  decisões e omissões marcam trechos do tempo.

O ano de 2020 foi diferente. Foi do azar. De quase todas as perdas. Da humilhação. Da indignidade. Da falta de esperança. Da depressão.

Ninguém podia ajudar. Todas as coisas não seriam se o paciente observasse os sinais. O agouro. A  negatividade humana. A malignidade sugando a fé.

Depois de meio século, tudo se torna mais lento. A reação ante o imponderável não é tão mais competitiva. Não há força em igualdade.

Não termina, parece que não acaba. As horas parecem semanas. A desgraça é alongada ao máximo em meio a dores indescritíveis. Envergonha!

Enquanto o sol por vezes aparece, as chuvas também, o desânimo é o melhor incentivo para ficar escondido, escondido das pessoas e do futuro.

Um sorriso salva o ano. Um sorriso leve, breve  em saber que 2020 se foi. Sim, está por ser aniquilado pelo porvir.  

Capítulo 2: A Ida e A Volta

Tornar-te incomum quando sai do nada e ascende ao tudo. Seria eternamente grato se nunca mais voltaste do tudo para o nada.

A vida na sua missão punitiva transforma as formas vivas em formatos sanfonas. Gordo e magro. Dias fáceis e dias muito difíceis.

Pessoas desaparecem todos os dias. Os dias desaparecem com elas. Gente que planejou por toda existência ir para ficar. Porém, sempre volta.

Como gangorra, o destino parece reto e certo. No entanto, a unidade de tempo e espaço quando ignorados é o elemento do regaço.

O antagonismo está por toda parte. Na ida pode estar o mal ou o bem. Na volta vem junto o cansaço, o medo, parte do céu com um punhado de sal.

A ida sempre é mais difícil. Exige coragem de mudar. A volta, não tão facilitador obrigado o passageiro passar pelo mito do Vale da Dor.