Casagrande tem horror a jornalista que questiona seu espírito público

Recordar é viver. No primeiro mandato do governador Renato Casagrande (PSB), em 2013, o comandante chefe dos capixabas processou este jornalista porque se sentiu ofendido pela notícia do financiamento ou da contribuição da Rodosol – esta até hoje contestada, cobradora de pedágio – na sua campanha vitoriosa.

Agora processa por causa da empresa chinesa DAHUA

Sensível a críticas e questionamentos, apelidado de Centroavante da Odebrecht, esforça-se em vão em aparentar um clérigo para seus correligionários, estando longe disso, apesar de ter enganado por bastante tempo, logo após, este pobre escriba, convencido de que seria o melhor para o Espírito Santo. Decepcionante!

Sem nenhuma surpresa após emitir nota oficial do Governo do ES ofendendo o jornalista e a FOLHA DO ES, tudo para encobrir os interesses comerciais de uma empresa suspeita, em investigação, torna a processar o editor do portal por motivação análoga, defender o poder econômico privado ligado à sua governança.

O anseio explícito do governador é calar o jornalista de 40 anos de atividade profissional e fechar o jornal com 35 anos de existência, desde daquela época. Se o comunismo estivesse em vigor no Brasil, Casagrande só teria um meio de obter êxito na empreitada: prender e mandar o jornalista para o paredão de fuzilamento, a exemplo do que faz a China.

Todo essa agonia do Chefe do Executivo Estadual advém do pen drive da empresa chinesa DAHUA, cujo conteúdo merece uma CPI do Legislativo, uma Casa muita tímida nessa seara. O governador e seus cardeais fogem do pen drive como o conde drácula foge da cruz. O conteúdo do pen drive é um tipo “se correr o bicho pega. Se ficar, o bicho come. E nem se orar o bicho some”.

Jornalista vai processar prefeita de Mimoso do Sul

*Jackson Rangel Vieira

Em 32 anos de jornalismo saio da defensiva contra ofensivas judiciais de políticos denunciados por mim para processar a quem me injuriar. Nesta segunda-feira (05) estou ingressando com ação em desfavor da prefeita de Mimoso do Sul, Flávia Cysne (PSB-ES).

Em decorrência de publicações jornalísticas, principalmente últimas, em material sólido, envolvendo a então candidata socialista, em gravação de áudio, oferecendo vantagens a candidato a vereador de oposição, compra de votos, partiu para me injuriar.

Pior do que tentar me desqualificar e à FOLHA, pioneiro no Estado, fora da Capital, se valeu de abuso de poder para cometer ato de improbidade  ao se esconder por detrás de Nota Oficial, ferindo o princípio da impessoalidade. O processo vai pela cara!

Pelo visto, acostumada naquele Município se apresentar acima do bem e do mal, tem tido êxito em ludibriar as instituições nas suas manobras criminosas que não vem de agora. Ao almejar me desqualificar e ao Jornal/Revista, mentiu com injúria.

Nesse tempo todo de carreira profissional, eu considerei normal os políticos ou agentes públicos se defenderem desclassificando o jornalista denunciante.  Processando o arauto para intimidar e dar satisfação aos correligionários. Estou sem paciência para essas artimanhas.

Não quero nem saber se tem foro privilegiado, um instituto sem vergonha que torna criminosos diferentes um dos outros. O político desvia milhões, tem privilégios. O ladrão de galinha é preso na hora. Senhora prefeita, mexeu com a pessoa errada na hora errada!

Aceito retratação. Do contrário, vamos nos encontrar mais cedo ou mais tarde nos tribunais. Desta vez será inevitável, pela sua ação dissimulada, no afã de dar satisfações aos seus eleitores, atacar covardemente, em Nota Oficial, um jornalista no seu direito estrito do dever.

Sobre a reportagem que desestabilizou a prefeita, ela só precisava desmentir com uma única fala: “não sou eu quem foi flagrada na gravação de compra de votos. É outra pessoa”.

Mas, me parece que este desmentido é impossível de fazê-lo e não subsistiria a uma acareação e muito menos a uma perícia técnica.

Senhora prefeita, existe um código de três palavras entre os políticos ímprobos e corruptos: “Não Seja Pego”. Estou pronto para defender a verdade noticiada. A Excelentíssima está para manter a mentira?

*Jackson Rangel Vieira é Jornalista

Jornalista também pode processar. A prefeita de Mimoso do Sul-ES terá de sentar no banco dos reús

Geralmente, o jornalista o veículo de comunicação são processados pelos denunciados por calúnia, injúria e difamação. E no afã, de mostrar honestidade inexistente nos atos públicos, tentam desqualificar a denúncia e o denunciante.

Em nota oficial da Prefeitura de Mimoso do Sul -ES – eu nunca vi isto – , a prefeita ao tomar conhecimento da transcrição da gravação em que aparece com seu vice comprando voto e apoio de candidato a vereador da oposição, ataca o jornal FOLHA e o jornalista, difamando-os. Um direito da porca  política, mas não do bom Direito.

Na Justiça, por perícia ou nem precisando dela, a prefeita terá de confessar que a voz é dela, conhecida dos mimosenses. E , ainda, que este jornalista nunca sofreu condenação judicial por praticar jornalismo investigativo nas eleições de 2012 e nem agora naquela cidade. 

A verdade pela verdade!