Vereadora coloca vereadores como “farinha do mesmo saco”


A vereadora Arlete Brito, do PT, exonerada da Secretaria de Habitação e Trabalho – ato digno do prefeito Carlos Casteglione, também petista, em aceitar o pedido ou de exonerá-la – , na gravação inquestionável acusa todos os vereadores desta Legislatura de praticar a corrupção ativa de surrupiar salários e tíquetes alimentação de assessores. A não cassação da parlamentar será seu trunfo para comemorar que “política se faz assim mesmo”.
O prefeito usou de astúcia, jogando o “abacaxi” para o Legislativo, fórum do escândalo protagonizado pela vereadora. Carlos Casteglione fez como Pilatos, lavou as mãos. Só, que nessa história, o Cristo é o povo. Ladrão Barrabás, a própria vereadora. Os fariseus podem ser seus colegas, dependendo do comportamento de omissão ou condescendência. A verdade só tem um lado, mesmo alguns sofistas tentando relativá-la.
Se algum pusilânime vereador argumentar ser de responsabilidade do Ministério Público a matéria “internas corpuris”, deveria ser igualado ao nível moral e ético da vereadora que tripudiou sobre a direção da Casa ao dizer estar “cansada de levar no c…, mas tem um pau mandado” de sua indicação, numa baixaria de fazer corar o contribuinte mantenedor dos salários dos parlamentares honestos e desonestos.
Se a vereadora provar sua acusação de todos praticarem a usurpação de direito de servidores em benefício próprio, o Ministério Público, a Justiça e a Polícia, então sim, deveriam fechar a Câmara por nenhuma serventia e ter se transformado em antro e covis de salteadores da boa fé. Particularmente, acredito na maioria dos vereadores e sua honestidade de propósito. Tudo isto acontece justo no momento em que Legislativo é mais bem avaliado do que o Executivo.
A prisão do governador distrital, José Arruda, foi pedagógica, por da Justiça, porque a Assembléia estava conivente e mais da metade de contaminada com o mensalão. A vereadora Arlete Brito, por tanta impunidade, deve acreditar na pusilanimidade dos seus colegas e na sua tese de todos “serem farinha do mesmo saco”. Este momento político de Cachoeiro está se transformando no período mais negro da história.
A cassação da vereadora poderia ser pedagógica, pois ir presa, dificilmente, irá. Nem pelos seus antecedentes como sindicalistas, nem pela incestuosa orgia familiar no poder pública com aquiescência de seu partido, o mesmo que facilitou desmascará-la por ser uma política de “goela larga” e inconveniente dentro do centro de decisões do PT. Seus companheiros não vão confessar a traição, mas como não sou petista, posso relatar os fatos como exatamente são.
Este escândalo é a ponta do novelo de crimes encobertos e abafados outros em instâncias de vários níveis. O diretor de Patrimônio e Segurança, sempre considerado homem honrado, numa circunstância de indicação como “pau mandato”, no mínimo, para manter a dignidade, deveria pedir para sair e cuidar da família a virar chacota e brinquedo de vereadora sem escrúpulo que não gosta de tomar naquele lugar se não receber favores Ilícitos.
O que dizer mais se a parlamentar deixa o marido e a filha participar de uma conversa imoral, como se fosse norma até as expressões que no tempo de meus pais, lavava a boca com sabão se fossem pronunciadas. Fico por aqui, sabendo de muito mais!

Publicado por

Jackson Rangel

Jackson Rangel Vieira, brasileiro, natural de Guaçui, Espírito Santo, com raiz em Cachoeiro de Itapemirim. Jornalista, nascido em 1963, combativo, responsável por produção de notícias e artigos. Analista político. Evangelista. Advogado, casado com Cristiane Feu Rangel Vieira. Dois filhos: Jackson Rangel Vieira Júnior e Nayara Tristão Vieira. A Bíblia é sua regra de conduta e fé.

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