A nota de repúdio do padre

Padre Evaldo Ferreira

Em nome da Santa Casa de Misericórdia de Cachoeiro de Itapemirim-ES, a direção do hospital emitiu ontem (1) nota mal de repúdio mal escrita contra quem estivesse criticando nas redes sociais a gestão do nosocômio.

Prolixa e turva, sem conteúdo entendível, a carta longa e vazia, sem citar de onde vem o tiro, tenta proteger a imagem de mau gestor do padre Evaldo Ferreira, superintendente da Santa Casa. Ameaça até os internautas no formato medieval.

As críticas não mencionadas na nota, explicitamente, dizem respeito à incapacidade do padre de administrar o hospital que vive de aparente glamour e de sua tradição construída por verdadeiros gestores de outrora e precursores da medicina moderna no sul do Espírito Santo.

A gestão do padre é entreguista. Enquanto todos os hospitais de Cachoeiro-ES projetam novas sedes e ampliações com instalações modernas, a Santa Casa entra na caçamba do sucateamento, com pires na mão. Nota de Repúdio não muda estes fatos.

Medo de “pular” o Carnaval para se solidarizar com os “aleijados”

As máscaras dos foliões simbolizam o esquecimento da realidade em troca de um trecho de fantasia de um mundo irreal em que o grito não é de alegria, mas de dor

Entre o dia primeiro e seis de março acontecerá a Festa do Carnaval no Brasil. Uma tradição de origem religiosa que encobre a nefasta realidade de milhões de “aleijados” impedidos do direito à dignidade.

Mesmos os incautos, muito mais estes, são sugestionados anos pós anos a se dopar para esquecerem a vida de gueto, assim como um viciado em busca do seu vício para fugir da cruel realidade em que vive.

Poucos governantes têm coragem de pausar a tradição enquanto houver fila da morte nos hospitais ou unidades de saúde bem como moribundos desempregados levando o corpo arrastado sem espírito para a rendição.

São bilhões em gastos por todo o País. Do presidente ao prefeito, ninguém se importa com esse paralelo dimensional antagônico. Pular Carnaval e externar alegria em cantos, com fantasias milionárias, é um escarro na sociedade marginalizada e usurpada nos seus direitos básicos.

A alegria efêmera proporcionada nesses dias não pode ser um valor incondicional superior ao conceito da vida e suas necessidades. O Carnaval, a julgar pela sua origem, deveria ser efeito de um sacrifício em memória do livramento do homem da morte pela morte de outro Homem.

Entretanto, no período do Carnaval é quando ocorrem os excessos, mortes e atrocidades, sem nenhum vínculo humanista ou espiritualista. É a comemoração da desgraça no primitivismo antropofágico sob a licença da covardia dos outorgados que deveriam cuidar de sua gente.

Todos políticos “orados” por Magno Malta caíram em abismo de desgraça

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Oração de Magno Malta já levou muitos políticos à completa desgraça

O político Magno Malta (PR-ES) foi rejeitado pelos capixabas nestas eleições com um sonoro basta, porque já conhecem sua alma dissimulada em nome de Deus.

Magno Malta, no mesmo ritual praticado a pedido do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), praticou essa “unção” em favor de alguns políticos marginais da política.

São eles: o ex-governador do ES José Ignácio Ferreira (PSDB), condenado por corrupção; o ex-presidente da Assembléia Legislativa, José Carlos Gratz, preso e acusado de chefe do crime organizado do Espírito Santo e repassador de mensalão ao republicado.

Outros: Orava sem parar pelo prisão afora para “desdemonizar” o ex-presidente Luiz Inácio Lula nas duas campanhas. Condenado e preso; ex-presidente Dilma Roussef (PT), afastada.

A sorte de Bolsonaro que não o conhece como os capixabas e que o destino o lhe livrou do republicano ser seu vice.

O recomendável ao presidente é que recomende um pastor não “astro gospel” , anônimo, ore por ele, para verdadeira ungi-lo, desfazendo o ritual de uma “falso profeta”.

Falece Dom Célio de Oliveira Goulart, na madrugada de hoje, e comove fiéis

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Faleceu na madruga de hoje o bispo diocesano Dom Célio de Oliveira Goulart, por volta das 2h00, na Santa Casa de Misericórdia de São João Del-Rei, Minas Gerais. Ele teve passagem marcante na Diocese de Cachoeiro de Itapemirim-ES e os cachoeirenses vinham acompanho seu estado de saúde pela notas emitidas pela Igreja Católica.

NOTA DE FALECIMENTO

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim , nunca morrerá!” (Jo 11, 25-26)

Com profundo pesar comunicamos o falecimento de nosso querido pastor, bispo diocesano de Dom Célio de Oliveira Goulart. O nosso pastor faleceu aproximadamente as 02h, do dia 19 de Janeiro de 2018, na Santa Casa de Misericórdia de São João del-Rei, onde estava internado desde o dia 26 de dezembro de 2017. Dom Célio lutava contra um câncer desde dezembro de 2016.

O velório será na Catedral Basílica de Nossa Senhora do Pilar. O corpo chegará à Catedral às 07h. Dia 20, às 10h, nesta Igreja será celebrada a Missa de Corpo Presente, presidida pelo Senhor Arcebispo Metropolitano e concelebrada pelo clero diocesano e demais bispos e padres presentes. Após esta Missa, o féretro seguirá para a cidade de Itaúna. onde será velado na Igreja Matriz de Sant’Ana. Dia 21, após Missa na Matriz às 10h, será sepultado. Conforme desejo de seus familiares será sepultado em Itaúna, no jazigo da família, junto de seus pais.

Que o Senhor Ressuscitado, aquele que venceu a morte, o receba no céu, junto à Mãe de Jesus e do Seráfico Pai São Francisco de Assis.

Aos seus familiares, à família franciscana nossos sentidos e sinceros pêsames!

Nota publicada pelo Pe. Álisson Sacramento, do clero diocesano.

Justiça determina redução de som nos rituais religiosas na cidade de Alegre-ES

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Religiosos terão de emitir menos som durantes seus rituais de adoração

A Juíza Graciene Pereira Pinto, da 1ª Vara de Alegre, determinou que uma igreja da cidade reduza a emissão sonora em suas atividades religiosas aos limites estabelecidos pela legislação municipal. O autor da ação é o proprietário de um imóvel vizinho à igreja, cujos inquilinos estão incomodados com o barulho emitido durante o funcionamento da igreja.

Segundo os autos, o requerente relata que requereu ao Município a adoção das providências cabíveis, mas foi informado que a liberdade de culto deveria ser respeitada. Entrou, assim, com a ação judicial, requerendo a redução da emissão sonora ou a realização de isolamento acústico no local.

A requerida, por outro lado, alega que não está obrigada a observar a restrição de emissão sonora prevista na legislação municipal, por entender que esta isenta os templos religiosos de observá-la.

A Juíza da ação entendeu que, pelo depoimento das testemunhas, “é inegável a emissão de barulhos em excesso pela ré”. Além disso, a magistrada destaca que a igreja não negou ser responsável pela emissão de sons em volume elevado, de modo a perturbar o sossego dos moradores vizinhos à sua sede, “limitando-se a dizer que não está sujeita aos limites estabelecidos pela lei municipal nº 2.682/2005”.

A magistrada ressalta, ainda, que o sossego público é um direito assegurado a todos de, nas horas de descanso, após a jornada de trabalho ou até mesmo durante o mesmo, não ser perturbado ou molestado por ruídos desordenados, de algazarra ou balbúrdia.

“A instituição religiosa requerida, como qualquer outra, não está autorizada a praticar excesso, pois o seu direito de manifestação deve ser exercido de modo a respeitar o do próximo, direito este, inclusive, típico da doutrina cristã.”, concluiu a juíza, fixando uma multa diária de R$ 100 até o limite máximo de R$ 10 mil.

Processo nº: 0001289-80.2011.8.08.0002

Vitória, 21 de novembro de 2017